Iva's place

Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.

Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!

Bem-vindos!

Iva*

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O amor não tem cor

Esta é um pouco para/ e em homenagem do "Pedro" que comentou o post "Como recuperar de um desgosto de amor...".

O amor não tem cor.
Isto significa que não tem sexo, não tem idade, não tem raça, fé ou convicção.
Amor quando é verdadeiro, é amor e pronto!
E se para muitos isto só não chega, então é porque nunca amaram na vida! Os meus Pêsames então.

Hoje quando olho para trás verifico que amar (passado), só amei uma vez na minha vida.
Foi um amor platónico que me veio desde o início dos 14 (ou 13) e durou 9 anos. 9 anos sem nunca haver um beijo ou algo assim, mas era amor. Depois, não havendo nada físico, ficou um carinho muito especial, de irmã!!!

Da segunda vez que estava a começar a amar... ele terminou tudo, virou tudo e todos contra mim... e voltou (entre aspas) para a ex. A ex que pensou que ele tinha muito dinheiro só por na altura ser empresário. Se ela soubesse!!!

Depois pensei que estava a amar de novo quando iniciei este blog e devido à pessoa pela qual o iniciei. Como estava enganada! Usou de tudo para me "dobrar". Foi difícil. Mas ao fim de 2 anos e tal, conseguiu em parte. Ainda assim não conseguiu o que queria. Mas conseguiu afastar-me de quem eu queria...

E essa questão leva-me à situação actual - triste mas bonita. Triste porque o Gravatinha parvalhão me conseguiu afastar de uma pessoa; bonita porque estou a amar de novo, ainda que à distância. Um amor tão lindo, sincero e verdadeiro como o meu primeiro amor.

Curioso, dizem que a vida volta sempre ao ciclo inicial e começo a ver um padrão.

1 - amor muito grande e platónico (Pedro) » 2 - gajo parvo que me fez sofrer imenso (Eduardo) » 3 - gajo super ciumento com quem quase casei (que me pediu em casamento e também me trocou pela ex apesar de se ter arrependido logo a seguir) (Telmo)» 4 - gajo que comecei realmente a amar mas que me trocou pela ex, me traiu, depenou a carteira, etc... (Bruno) » 5 - outro caso forte que eu julgava ser amor, afinal foi tipo aventura(?), que horror, a primeira e última (o que só comprova a minha teoria de não gostar de aventuras pois nada tem a ver comigo!) (Bruno) » 6 - gajo que me quis como troféu, entendeu que havia de afastar do outro e usou de tudo (até bruxedo) para me ter... e conseguiu em parte » 7 - e a pessoa de quem fugi...


O estúpido nesta situação é que quando me aproximava dele julgava que era um refúgio para fugir do gravatinha, afinal foi sempre o oposto. Foi também o primeiro colega de trabalho por quem me senti atraída, apesar de ter jurado a mim mesma que nunca o faria!!!

O jantar onde nos conhecemos de facto era uma autêntica merda - bife de sola com arroz espapaçado- mas, curiosamente, é o que recordo com mais carinho, de tantos que tive: falámos uma noite inteira e, sinceramente, nem me recordo bem de quem estava em meu redor... Lembro-me daqueles olhos castanhos muito escuros a brilhar intensamente, lembro-me do sorriso e lembro-me de pensar que estava a falar com alguém que pensava exactamente como eu e a quem incomodavam as mesmas coisas. Creio que foi em 2004 ou 2005, não tenho bem a certeza. E depois só pensei: bem, Iva, vais ter de controlar isto pois mais umas horas a falar e pode ser a tua desgraça. Agora que penso bem nisto, julgo mesmo que deve ter em 2005 pois eu não tinha namorado na altura (O Bruno I tinha saído da minha vida). Assim sendo, acho que foi o jantar e depois o acontecimento que mudou toda a minha vida e que foi bastante grave (mas não quero falar dele agora).

A conclusão deste texto talvez disconexo é que neste momento estou muito feliz por sentir um carinho tão grande por ele... :) E sorrio ao pensar nele, no quentinho que sinto no coração quando me lembro dele e na alegria que sinto simplesmente por saber que ele está bem.

Neste momento seria totalmente egoísta da minha parte pensar que iria ficar tudo bem entre nós. Nalguma parte do caminho sei que ele se deve ter apercebido de algo entre mim e o gravatinha parvalhão e sei que o magoei, aliás, já verifiquei isso na pele num jantar horrível que tivemos os dois, em que ele me disse coisas que me magoaram imenso e ainda hoje doem. Apenas não foi directo... mas disse-as!

Às vezes quero ser um bocadinho egoísta e pensar que um dia acordo e serei perdoada por me ter deixado manipular, ainda que não conseguisse mesmo evitá-lo!!! Mas não posso ser. Portanto, resta-me desejar que el seja feliz. Que abandone a solidão pois merece. É uma pessoa super querida, o meu guardião, alguém que me dá mais valor que a minha própria família, apesar de eu não perceber porquê e de me sentir muitas vezes tão despida e imperfeita perto dele. Às vezes parece que com um olhar ele me perdoa tudo e nesses momentos sinto que não mereço. Mas tal não acontece. Dói e sinto-me viva também com essa dor. Ele TEM de ser feliz. Eu? Desperdicei a minha oportunidade e toda a vida ouvi dizer que a felicidade não bate duas vezes à mesma porta.

Neste momento lamento que talvez o preconceito da idade lhe pese muito. Preferia antes que desatasse aos berros comigo e dissesse que não acredita no que sinto por ele. Sei que o desconfia ou já confirmou, mas eu também não quero abrir o jogo. Aliás, não consigo mesmo! É a minha forma de me proteger. Perdoa-me, meu querido, mas além de imperfeita sou humama.

O amor não tem cor. Não tem idades. Não deve ter um A + um B... Deve ser simplesmente amor.

Neste momento estou triste por ver a impossibilidade que é estar/ficar contigo para sempre. Sei que já nos cruzámos noutras vidas. E amo-te mais por me ter finalmente lembrado de ti. Nesses momentos sinto-me muito feliz.

É uma dádiva amar, saber amar e deixar a pessoa que amamos ser feliz com as suas escolhas, mesmo que essas não nos incluam. Por tudo isso, e muito mais ainda, por tudo o que me ensinaste, pela pessoa que és (com defeitos incluídos, porque também os tens!), pelo prazer que é ter-te na minha vida (ainda que apenas como amigo), pela sorte que tenho em conhecer-te e contactar contigo... por isso tudo agradeço a Deus e também te agradeço a ti.

E é nestes momentos assim pequeninos, insignificantes talvez, em que uso um outro nome e vesti uma outra máscara, que o meu coração se enche de um sentimento perfeito, profundo, puro... alegria, calor, emoção... borboletas no estômago e um rubor nas faces... É neste exacto momento que dou um sorriso daqueles que pouca gente viu e partilho comigo, no meu silêncio, no meu cantinho iluminado onde só entra AR, uma parte do que sinto por ti e não me coíbo de dizer... AMO-TE!

Amo-te e o meu amor por ti não tem cor. Não tem pois o arco-íris cheio de sensações boas e de todas as cores da galáxia e sentimentos do universo não pode ser definido numa só cor. Mas para quê palavras se as acções representam muito mais? Portanto, da próxima vez que te vir, seja isso lá quando for, vou dar-te um sorriso daqueles muito especial (e talvez piscar-te o olho se ninguém estiver a olhar) e será então (ainda que apenas no meu coração) que saberei que te disse, sem palavras e pela primeira vez, que te amo...!!!




É a ti que quero encostado a mim...agora e PARA TODO O SEMPRE.
És o meu querido AR, o ar que respiro, a brisa suave que me embala, o silêncio impune de um amor sufocado que me cala...!

Despertas o que de melhor há em mim, salientas para mim o que de melhor o mundo tem!!! É por isso que eu sei que é amor!!!


(E para ouvirem depois de lerem... aqui fica...POUR QUE TU M'AIMES ENCORE)


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

E depois do adeus...?



Ergue-se a cabeça, limpam-se as lágrimas, olha-se para o Céu e faz-se força para voltar a acreditar. Amor e Fé nunca devem abandonar o coração.

E... o caminho é... EM FRENTE!!! :D

terça-feira, 1 de setembro de 2009

É a balada do adeus, amor meu, passados 50 km de lágrimas



(para ouvir antes de ler – clicar aqui)

Dizem que costuma ser kharma. Também há quem diga que as cartas não mentem nunca. Eu já não sei. Ou se calhar cansei-me de amar verdadeiramente alguém sem obter algo em troca, sem a semente que carrego dentro do peito ser regada.



Acima de tudo, cansei-me de ser manipulada e de as minhas escolhas erradas terem-me conduzido para longe de ti. Quem és? Acho que já não interessa. Eu sei quem és e isso chega-me. Por isso agora escrevo-te. Uma vez mais, mas talvez esta seja a última.


«Era um dia de Verão como os outros, mas este talvez com um pouco mais de ansiedade que os outros. Decidiu meter-se no carro e levar uma prenda que talvez não chegasse a entregar, mas mesmo assim insistiu. Resolveu-se por uma cor pura e pacífica para as calças e uma cor mais celeste e motivante para o top. Tinha a certeza que ia estar calor.


A entrada na festa assemelhava-se a um casamento e deu por si a pensar “e dizia eu que este ano não tinha ido a casamentos!”. O manjar era dos deuses e estava muito acima do esperado em muitos casamentos, apesar de não ser esse o evento ali. Um casal amigo também tinha vindo e encontrava-se, com o filho pequeno, entre as dezenas de desconhecidos que por ali circulavam, à excepção do aniversariante. Curiosa e ironicamente (ou talvez nem tanto!) deu pelo casal a falar dele – criança demasiado enérgica, a pior que a bisavó de C. recordava. “Às vezes," contava C., "ninguém sabia dele e iam encontrá-lo em cima dos telhados. Sozinho. A reflectir. Nunca souberam por que o fazia.”


Gostou de ouvir falar dele. Era como ter ganho uma súbita e inesperada janela para um pedacinho do seu castelo que nunca esperara que lhe fosse revelado. Depois, seguiram-se breves relatos e observações mais recentes. Deu-lhe a sensação que viajava numa máquina do tempo – um trauma que ele teve, que não se sabe ao certo quando foi provocado e as consequências do mesmo, bem como a sua consequente auto-condenação à solidão.


Já pela tarde decidiu mandar-lhe mensagem. “Tenho de fazer a despedida. Isto assim não pode continuar. Assim não consigo dormir, mal como, ando triste e se ando melancólica, fico doente. Tenho de me despedir e isso vai acontecer hoje.”


A resposta à mensagem chegaria horas mais tarde. Mas ele agora já não enviava mensagens. Ela não entendia porquê. E a alcunha de “princesa”, que terminara quase dois meses antes quando ele escrevera por duas vezes “minha princesa” nas mensagens (e até a chamara assim ao telefone), já há muitas luas não se fazia ouvir. Desta forma, em vez de mandar mensagem, ele ligou. Mas ela não ouviu o telefone. Como consequência só lhe ligou cerca de 40 minutos depois. E no meio de tanto “podes dar-me a morada?” e de vários “porquê?” pelo caminho ela decidiu que “dou-te isto hoje, passo por aí e dou-te.” Ele alegou que já não ia sair nessa noite, ela replicou que não fazia mal, que era só dar-lhe aquilo (e não lhe disse o que era) e que iria embora logo em seguida.


Ela enviou-lhe mensagem quando saiu do local da festa. Chegou perto da residência dele e esperou num pequeno largo que havia ali perto. Enquanto esperava observava a lindíssima baía lá em baixo, bastante iluminada, com os pequenos barquinhos a servirem de decoração naquele lusco-fusco quase escuridão das nove e pouco da noite de uma calma noite de verão.


Adivinhou que ele se aproximava poucos segundos antes de ver a manga da camisola a abanar, rente à parede. Tinha estacionado estrategicamente na direcção de um caixote de lixo e nem se dera conta disso. E não, não cheirava mal, parecia acabado de ser tirado da fábrica e ali plantado.


Saiu do carro e ele olhou-a deixando escapar, pelo que a ela lhe parecera – sem querer!, um “estás toda produzida, já foste partir mais corações”. Ela respondeu-lhe com um sorriso triste, que ele nem deve ter visto, enquanto se esticava para o porta-bagagens do pequeno carro comercial e tirava um saco que rapidamente lhe pôs nas mãos.


Ele espreitou lá para dentro e os seus olhares cruzaram-se. Ela sorriu pouco depois. Ele tinha entendido sem ela ter tido necessidade de falarem. De facto, ela não queria que ele abrisse ou visse algo ali. Não queria mesmo. Era um presente de despedida que continha uma frase que o deixaria a pensar. E nessa mesma frase estavam contidas tantas alegrias, tanta esperança, tanto amor! Essa parte ela achava que ele nunca iria alcançar e nem tinha a certeza de querer que ele entendesse pois ainda a iria deixar muito mais exposta.


Ela não queria que ele visse nada ali e ele, olhando-a, compreendeu. Depois, ela entrou no carro, que nunca chegou a parar, e preparava-se para ir embora. Ele começou a fazer perguntas e observações. Ela ficou surpreendida por ele querer conversa, ainda por cima por ter percebido logo pelas suas palavras que ele se preparava para jantar no momento em que ela lhe deu toque e mandou nova mensagem anunciando a sua chegada.


A meio da conversa, ou talvez no fim, anunciou que andava a fazer as despedidas e que, como tal, decidira passar por ali para lhe deixar aquilo. Ele sorriu, mas os olhos não concordaram de todo com o sorriso. Pareceu-lhe a ela ter visto uma pequena nuvem de preocupação passar entre o brilho daqueles olhos tão escuros. Ou talvez fosse apenas imaginação sua. Mas essa parte ela nunca iria saber.

- Despedida? Então? Vais viajar?


Ela não respondeu, fez um sorriso que tinha a certeza que ele entendera como melancólico e não como troça, como ela queria dar a entender. Mas já não importava e, na verdade, nem se esforçara muito por isso.


- Vais para fora do país? – perguntou ele, dando-lhe, em simultâneo, um pequeno carolo na testa, só para implicar com ela.


Ela voltou-se para o olhar e deu-se conta da proximidade dele, todavia, nem ele se deve ter dado conta da mesma. Uma vez mais, como tantas outras, ao longo daqueles anos (desde que o conhecia, de facto!), deu-se conta de quão bonitos eram os seus olhos, de um castanho intenso, profundo, muito brilhantes, muito grandes, a observá-la ali de tão perto. Uma vez mais não lhe respondeu com palavras, apenas pensando “como se não soubesses!”.


- Vais para onde?

- Para a quinta do conde… - respondeu ela, sem qualquer referência real ao topónimo utilizado. E novamente a resposta foi um pequeno carolo na cabeça, no que a ela lhe pareceu apenas uma desculpa dele para lhe tocar no cabelo, a ficar já muito comprido, e nessa noite bastante lisinho e solto, de ter sido arranjado em casa.


- Bem, tenho de ir embora e tu tens de ir comer. Não empato mais o teu jantar.

- Ah… vais daqui, vais continuar a festa…

- Festa? Não me parece!

- Ah… mas tu tens idade para isso, eu já não…

- Lá vem ele com conversas parvas de novo! – explodiu furiosa, ainda que apenas a meia voz. – És mesmo parvo!!! (E com esta alegação ela lembrou-se de todas as outras vezes anteriores em que ele se intitulara “cota”, alcunhando-a de “ainda menina e linda”.)


“Se não fosses burro, verias que o que eu quero de ti está aqui mesmo à minha frente, mas sem saco. Não quero mais nada, mesmo assim, não tenho tanta sorte!” – pensou, furiosa e melancolicamente taciturna.


Acabou por se ir embora pouco depois dele perguntar isoladamente pela mãe e pelo pai (coisa que ela muito estranhou e nem sabia se tinha entendido a razão para tal, talvez apenas para fazer conversa, quem sabe?), pela continuação dos estudos (que ela não iria mesmo seguir pois o seu coração já não lhe pedia aquilo. De todo! Se tivesse oportunidade, e se fosse amada com tanta força como o amava, era a ele e a uma futura família que se queria dedicar, mas, como a própria dissera dias antes a uma amiga “minha querida, já não existem contos de fadas nem príncipes de encantar”).


- Daqui a um ano, ano e meio continuas os estudos.

- Duvido porque…

- Ah, vês?! É como te digo!!! – interrompeu-a ele, certo do que dizia. E no interior dela, teve a certeza que se fosse possível, ser-lhe-iam vistas lágrimas de sangue correndo em fio do coração trespassado por aquelas palavras. Por essas e pelo que vira momentos antes nos seus olhos. “Ele gosta de mim. Ele gosta mesmo de mim. Mas tem medo. Não quer tentar.”


Pôs o carro em andamento e ainda lhe gritou, a ele, que já se afastara, estranhamente a passo incerto e inseguro (nada típico):


- Nem pensar! Não é isso que quero para mim! Tchau!


“Tchau? Devia era ter dito adeus. Era isso que devia ter dito pois é mesmo o que é.”


Chegou ao primeiro cruzamento e sentiu aquele ímpeto dos filmes, em que, no último momento um dos dois abria o coração e revelava o que lá ia dentro, talvez mesmo correndo atrás. No entanto, todas as suas entranhas doíam num estranho rodopio, provocador de tontura e vómito. Era ansiedade e certeza. Tristeza e dor também. Era amor, mas, da parte dele, o “correr atrás” sabia que não iria acontecer.


Desceu velozmente a inclinação com a costa norte em frente, vendo o esbranquiçado das ondas irrompendo na agora noite escura. Vidros abertos na quase totalidade. Cabelos soltos ao vento.


“E quem diz que o fim não pode ser como nos filmes?! Apenas não tem de ser o final de um contosde fadas, mas é o terminar de algo.”


Acelerou quando conseguiu verificar que o seu carro era o único a rodar naquela zona da cidade, numa “noite criadora”, como ele lhe chamara momentos antes. Desejou ouvir “bitter sweet symphony” pois sabia que a canção acompanharia quer os seus pensamentos, quer o que sentia. Porém, tal como ele não abrira a boca, também a canção não surgira. Então, por ali foi ela, estrada fora, com os quilómetros cada vez mais longe do zero. Ele insistira com os dedos dentro do carro para pôr tudo a zeros. Quereria saber quantos kms os separavam? Mais tarde ela verificou serem 52,400. Coisa que ele jamais iria saber. Não da boca dela, não por ela. Dissera um “tchau”, mas na verdade era um adeus.


O resto? O resto ela decidiu guardar num lugar muito seguro, num cantinho muito especial no seu coração, onde ainda não morava ninguém, onde agora passou a morar ele e tudo o que sentira por ele ao longo daqueles cerca de três anos. “Se ele soubesse!!!” Mas não sabia. Ela nunca contara. Achava que ele tinha desconfiado, mas nunca abrira a boca. Tivera medo, muito medo.


Quando nos partem o coração uma vez, sofremos muito. Quando o partem a segunda vez, achamos que morremos, mas quando o partem mais vezes que isso, temos de ser conquistados devagarinho, por alguém com certezas, por alguém com um coração puro e cheio de amor para dar. Como o dele. Mas ela também tinha noção que o dele havia sido partido. E não podia pedir milagres.


Percorreu novamente os 50 kms (aliás, o que ela agora sabia serem 52km e 400 metros), tal como em Abril após o jantar horroroso onde se apercebeu da “para ela” terrível verdade. Os tais 50 kms de lágrimas. Só que, desta vez, não havia lágrimas para chorar.



Achou e sentiu a vida injusta, sentiu-se injustiçada uma vez mais, mas talvez da única vez em que ele estivera disposto a arriscar ela estivesse demasiado cega para se conseguir mover e, sempre que o tentava, sentia-se tão doente que essa doença só passava quando se afastava dele.


No fundo desejou que lhe saísse o euromilhões… não, para ser sincera, ela desejou que ele não tivesse o que tinha. Porém, também sabia que isso só resolveria metade do problema. A parte da idade nunca conseguiria ocultar, manipular, fazer esquecer… e se a primeira parte o fizera tornar-se extremamente desconfiado com as pessoas, a segunda era incontornável.


De qualquer modo, ela também nunca iria suportar que algum dia ele a acusasse de interesseira quando, de facto, ela só se apercebeu de tudo em Abril, por ver a forma como o tratavam, por ver como toda a gente o conhecia e por ouvi-lo falar e notar certos pormenores. E a isso seguiram-se 50 kms de lágrimas em que se perguntou vezes sem conta “porquê?”, tendo já como certeza que ele nunca a iria deixar aproximar-se. Mas o que lhe doía mais era ele tê-la tratado naquele jantar como apenas “mais uma”, fazendo-a sentir-se suja, desprezível e sem valor, quando, no fundo, ela estava tão preocupada com ele que acedera rapidamente naquele jantar, esperando que ele desabafasse e ela o conseguisse ajudar. A verdade que ela ainda não queria admitir nessa altura era que não suportava vê-lo sofrer.


“Adeus, meu amor. Sei que parece um filme, mas creio que ainda tenho o direito de te recordar como bem quiser e entender e estarás sempre, mas sempre, num lugar muito especial dentro do meu coração. Vou recordar para sempre aquilo que és, pois é assim que te vejo: verdadeiro, genuíno, original, porto de abrigo, simpático, muito educado, culto, óptimo conversador, amigo, o meu apoio, a minha força… a energia que tens, essa aura que exalas quando entras num local e toda a gente tem de te olhar porque te sente… o teu sorriso lindo (na verdade foi o mais bonito que já vi até hoje, por ser ingénuo e inocente como o de uma criança, apesar de nunca o ir confessar a ninguém), o teu toque indeciso, inseguro, mas sempre quente, quando eu sempre tenho as mãos tão geladas… o bem que fizeste aos outros, que eu acabei por saber quando pensas que ninguém soube ou sabe… a tua força, a tua sinceridade… e, no fundo, um homem tão forte com tanto para dar, mas que, como uma criança que tem um segredo e um tesouro precioso, guarda o seu coração imenso numa simples caixinha pequenina de cartão, receoso (demais até!), que alguém a leve e jamais a devolva…


Agora entendo um poema inglês que uma vez ouvi “You are my North, my South…”.


Guardar-te-ei assim. Sempre. Para sempre. Mas desta vez não vou pensar que será até à nossa próxima vida. Sinto que ando por cá há imenso tempo, agora tenho de parar para descansar. Não já em tempo humano, mas daqui a uns minutos em tempo celestial. E era esta a minha última hipótese de … chegar a ti.

É assim que sinto tudo isto, mas já não o lamento.


Sei que nunca lerás isto. Nunca o contarei e, afinal de contas, a Iva não é mesmo Iva. Mas espero que o que penso e sinto chegue a ti e que, por favor, faças o favor de seres feliz. Assim sei que também serei um bocadinho. E perdoa-me, sim? Perdoa-me por me ter deixado cegar e não te deixar chegar a mim quando tentaste com tanta força.


A mensagem que te deixei, é e será sempre só tua. Foi escrita para ti. Mas para alguém que possivelmente a leia, julgando tratar-se de ficção, quando, na verdade, é nada mais que a história da minha vida, apenas acrescento que para os sonhos nunca será tarde demais. A eternidade está à porta, meu querido (meu príncipe, como te chamei algumas vezes!), está aí perto de nós para tentarmos corrigir os nossos erros, mas nunca te esqueças que a vida é só uma e nunca temos mais do que uma de cada vez para tentar.

Até… sempre! Adoro-te, como e pelo que és, defeitos incluídos!

Adeus.»


E no dia seguinte quando contei a tua, a nossa!, história com um final de filme, creio que fiz chorar alguém. Só eu não chorei, sabes? Eu já não tinha mais lágrimas para chorar e a minha última balada, a da despedida, talvez a tivesse feito 50 kms antes, numa noite meio chuvosa e enevoada de Abril, em que chovia mais pela minha cara e peito abaixo, em que a chuva intensa embatia violentamente contra o vidro do meu carro…


E no final, haverá sempre estrelas para olhar e memórias para recordar… Certo?

«Stars, Simply Red»


"Onde quer que esteja, o que quer que pense, onde quer que vá, o que quer que faça... a lembrança do que significas para mim e a forma como eu te vejo... irão sempre comigo" Iva*

(E não. Este post nada tem a ver com a pessoa que originou este blog. Esse há muito que foi ultrapassado.)

domingo, 30 de agosto de 2009

Por que não deverão arranjar outra pessoa...


Bem, de facto, deverão ficar sozinhos, isolados e sem tentar amar mais ninguém pois, COM TODA A CERTEZA!, a pessoa que vos magoou (e provavelmente traiu) merece toda a vossa fidelidade. Sim!!! Se não tentarem amar de novo será como se a pessoa fosse tão merecedora que ainda continuam a ser-lhe fiéis!

ACORDEM PARA A VIDA!
Acham que ele/a merece?! Depois de tudo o que vos fez?!
Dêem outra oportunidade a vós mesmos e tentem ser felizes, afinal de contas o máximo que pode acontecer é errarem de novo, mas se já estão na merda, ao menos se tiverem que continuar nela sempre tentaram, certo?!

Tenham uma boa noite e nunca digam adeus ao amor!!!

Iva*

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Um ano de liberdade!!!


Dia 27 de Agosto comemorei um ano de liberdade.
Um ano sem suga-energia. Um ano sem o parvalhão do gravatinha.
Um ano traz muita coisa boa e passa muito depressa.
Eu estou muito bem. Muito bem sem ele.
Finalmente! :D

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O que é para mim o amor...


Saberás se amas verdadeiramente quando sentires que és capaz de fazer tanto pela outra pessoa como por ti mesmo.

Amar é partilhar, é aceitar o outro como ele é, com as partes boas e más.

Amar é construir uma casa não tijolo a tijolo, mas grão a grão para só depois de moldado formar um tijolo. E durante essa construção há dias bons e maus, tal como connosco mesmos em que um dia nos olhamos ao espelho e nos achamos as criaturas mais cativantes no mundo e no dia ou momento seguinte sentimos que não somos tudo o que gostaríamos de ser.

O amor não se cria do nada. Nasce quando há semente e essa semente tem de ser regada, tratada, acarinhada para florescer e originar, quem sabe, uma sequóia, uma das mais resistentes e duradouras árvores do mundo. Mas uma árvore assim não cresce num dia. Está sujeita aos elementos e se for apressada pode ser vergada pelo vento, arrancada por um raio ou apodrecer e/ou secar por excesso de água ou falta dela.

Todos nós temos receios.

Às vezes e estupidamente os mesmos receios (que a pessoa que amamos).

No fundo queremos mais que uma cara bonita… queremos ser amados, acarinhados e queremos sentir por vezes apenas a suave ternura de um abraço sem palavras. E isso é todo o nosso mundo e torna todo o nosso mundo um mundo diferente, um mundo melhor.

Mas, como todas as plantas, a flor amor deve ser construída a dois. Haverá dias em que um é mais forte, dias em que será o outro, dias em que ambas as pessoas implicam uma com a outra simplesmente porque a confiança é tanta que sabemos que o podemos fazer. E há dias em que ambos seremos fracos… é nesses dias que temos de dar as mãos e certificar-nos que nem um voa com o vento, nem outro cai e fica sem forças para se levantar. E nessas alturas é capaz de doer qualquer coisa cá dentro… que desaparece com a magia que um protector abraço cheio de amor consegue dar. Porque amar é dar! É sentir que nos damos ao outro sendo nós também. É aceitar opiniões mesmo que discordemos delas porque não há dois seres iguais no universo. Há, sim, duas almas que se completam, dois corações que se tocam, dois olhares que se cruzam, duas bocas a falar a mesma língua e dois corpos que se amam…


Escrito a 14 de Agosto de 2008 por Iva

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Conversas telefónicas


Após alguns minutos de conversa...


Ele - Pois, andava a pensar ligar-te porque sei que fazes anos por estes dias...

Ela (num tom um pouco baixo) - E foi por isso que ligaste?

Ele - Então, não quero que digas depois que não se lembram dos teus anos.

Ela - Oh, não me importo! Eu já não faço anos! Decidi isso e agora quero é ter 25 e os outros já não contam.

Ele - Pois e estava a pensar "deixa lá ligar-lhe que ela está quase a fazer anos..."

Ela - Ah, então mas se ligaste só por causa disso, então até daqui a um ano! :DDD

Ele (gargalhada um pouco atrapalhada).

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Perceberam?!
Eu não!

Assinado: a gaja do outro lado do telefone.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sexo...



Se calhar quem tem seguido a história, questiona-se um pouco sobre os verdadeiros motivos do Gravatinha (agora chamo-lhe assim) para me querer tanto e depois me dar um grande pontapé no rabo! Sexo? Acredito que toda a gente pense isso e a resposta também passa por aí, mas infelizmente não foi tão simples.

Pelos vistos o Sr. Doutor já andava de olho em mim muito antes de eu saber que ele existia. Ainda eu tinha namorado. Isto há 4 anos atrás. (Conheci-o mesmo em Fevereiro de 2006, por aí... numa reunião que fora tudo menos coincidência, como soube há relativamente pouco tempo). Digo que não foi coincidência pois afinal o nosso superior pôs-nos a trabalhar juntos propositadamente. Acredito que se ele (chefe) soubesse o que me esperava nunca nos teria posto a trabalhar juntos, pois como o próprio disse ao Gravatinha (e eu fiquei a saber depois) "Olha que a Iva não é mulher para brincadeiras, é uma pessoa séria e vê lá se não a magoas. Se não a queres, afasta-te!" Ah, grande chefe! Ainda hoje o admiro por isso (apesar de ser um grande mulherengo).

Também descobri entretanto, como que por artes mágicas, quer a minha ruptura, quer o meu acidente na altura não foram coincidência. Nem sequer a morte do meu gato, a doença da minha avó e a súbita operação do meu pai. Como aconteceu? Bem, isso é discutível e apesar de acreditar que há forças estranhas que não conhecemos, a verdade é que ainda tenho alguma dificuldade em aceitar isso.

Se eu vos disser que fui "enfeitiçada" nesse sentido, provavelmente muitos de vocês irão rir. Se vos disser que vi e senti coisas em casa... se calhar vão achar-me maluca. No entanto, se vos disser que quando consegui finalmente cortar com ele (felizmente com a ajuda de uns amigos (eu diria mais até: ANJOS!) que me foram postos no caminho), tudo isso terminou e se acabaram as visões, etc, etc... se calhar já começam a acreditar em mim.

De qualquer forma, não estou aqui para que acreditem ou não em mim. São desabafos de alguém que teve de acreditar em coisas que pensava não passarem de lendas. São memórias duras de alguém que passou por muito, física e psicologicamente, para chegar onde hoje está. Mas, só para vos aguçar a curiosidade... Acham coincidência eu ter comido um bolo feito por ele, Gravatinha, e em menos de 24 horas ter dado entrada nas urgências, ter feito exames e nunca terem chegado a descobrir o que eu tinha? Estive a soro, levei injecções e nada... Depois passou e eu pensava cada vez mais nele, chegando mesmo ao ponto de deixar de dormir.

Outra "coincidência": comi algo que ele me deu. Tentei afastar-me dele à força, desliguei telm., não lhe respondia e, subitamente de novo!, fui parar às urgências, tendo de ir de ambulância, a meio da noite, para um hospital central sob risco de ser operada ou sabe-se lá o quê mais. Novamente, todos os exames foram inconclusivos. Cheguei mesmo ao ponto de não andar e de ter ressonâncias que acusavam algo na coluna. O quê? Nunca soube. Se querem saber se hoje ando? Sim, ando, corro, faço muitas coisas, como todas as pessoas. Acham mesmo que foram coincidências?? Cheguei mesmo ao ponto de me isolar de tudo e de todos, passar horas fechada no quarto às escuras, sempre a olhar o telemóvel, à espera de uma esmolinha de uma mensagem da parte dele... e nada. Ele andava muitas vezes a divertir-se em Espanha, com mulheres e, provavelmente, também com homens!

Agora voltando ao início do post... Por que queria ele tanto?
Bem, viu-me como um troféu. E espero que perdoem a minha falta de modéstia, mas algumas das coisas que a seguir escrevo foram mesmo ditas por ele, que "sempre soube que te ia conseguir, porque tinha "alguma coisa" que me dizia que sim, não importanto o que tivesse de fazer". Nunca eu esperei que esta última frase fosse recorrer a outras forças da natureza que não as da natureza puramente humana...

Quis-me porque sou bem vista no meu trabalho. Sou olhada como organizada, de confiança, muito trabalhadora, simpática, inteligente, amiga de ajudar e bonitinha (nada assim de mais, mas algo tal como "agradável à vista"). Quis-me mais porque havia um outro alguém que sentia algo por mim e ele pressentiu logo isso. Eu só recentemente me apercebi, talvez tarde demais. Foi alguém de quem me aproximei e, depois, adivinhem lá quem nos conseguiu separar?

Quis-me porque eu seria sempre um troféu para exibir no local de trabalho e entre os amigos, podendo sempre gabar bem a namorada que, além de tudo, era super carinhosa e atenciosa com ele. E agora perdoem-me a linguagem, mas soube isto também recentemente, mas ele queria (e agora vem a parte sexual)... ele queria poder dizer entre os amigos e para chegar aos ouvidos da tal pessoa que gostava de mim "fodi-a toda, de frente, por trás... fartou-se de gemer e diz que não há ninguém como eu; fui verdadeiramente o primeiro homem da vida dela"... Ele queria poder dizer isso tudo e muito mais. Queria exibir-me ao outro podendo dizer "és bonito, tens papel e tens muito sucesso profissional, mas melhor que ela, não arranjas, porque ela é minha!".

Então, sim, a resposta do porquê de me querer passa por sexo, sim, mas não era só isso. Era um grande egoísmo e egocentrismo. Era querer-me como um objecto qualquer de luxo que se exibe e usa até perder a graça ou até passar a moda. Como o seu bichinho de estimação, fechado numa gaiola, que se exibe sempre aos outros para terem inveja mas que não se dá afecto suficiente para o bichinho preso conseguir viver muito tempo... Foi por isso que ele me quis e foi por isso que, qual rapazinho egoísta, mimado e com requintes de malvadez, me deu cabo da vida até onde pôde. E ainda assim o tenta fazer...

Acreditam que ainda há pouco tempo perguntou por mim a uma das minhas amigas? Pois, mas é verdade... Deve andar um pouco frustrado de eu não me ter manifestado sobre a saída dele do nosso local de trabalho. Deve andar ainda mais lixado com F grande de eu não ter chorado baba e ranho de todo o tamanho... Quanto ao outro que gostava de mim...? Bem, essa é uma história sem final (e se calhar fica mesmo assim). Parece que às vezes para se acabar o mal, também acaba o bem que dentro ele tem...

Infelizmente, também ele deixou o nosso local de trabalho comum e todos os dias sai um pouco mais da minha vida. Se gosto dele? Pois, sim, gosto. Sempre gostei. Mas às vezes somos um bocado burros e percebemos tarde demais e, manipulada ou não, fiz as minhas escolhas e parece que tenho de pagar por elas. Se calhar magoei-o, não sei. Mas ainda que a minha cabeça fosse manipulada, o meu coração sempre soube de quem eu gostava, daí que quando comecei a namorar com o Doutor sonhasse com ele e sentisse que era dele verdadeiramente que gostava e que o Doutor me puxava para ele quando eu queria mesmo era estar com o outro... Mas a vida é mesmo assim.

Neste momento ando a colar os pedaços que sobraram de mim, a rasgar e jogar fora as lembranças menos boas e a tentar ultrapassar o que sinto pelo outro... o "Pauzinho Doce" como diz uma amiga minha (sem conotações sexuais, acreditem!). Quanto ao Doutor, se conseguiu levar-me para a cama? Bem, levar, levou... para dormir. E tenho quase a certeza que me meteu algo na água, nas férias que passámos juntos, pois senti-me muito estranha e quase sem reacção e dias depois descobri uma imensa farmácia entre as coisas deles... coisas que davam para me pôr como me senti... Nessa noite conseguiu, até certo ponto, aquilo que queria também fisicamente. Mas não conseguiu realmente o que queria, portanto não posso dizer que ele tenha ganho aí. Ganhou em tudo mais - não estou com o outro, provavelmente nunca vou estar, mas ainda tenho alguma força em mim para me reconstruir e, graças aos maravilhosos amigos e família que tenho, vou-me levantando pouco a pouco, sarando as feridas e os ossos partidos provocados pelo Doutor, curando de certa forma o amor que ainda sinto pelo Pauzinho Doce... por saber que a Felicidade não bate à mesma porta duas vezes.

Se é assim tão negativo quanto ao Pauzinho? Bem, de facto não é. Não é uma vergonha amar ou ter amado muito alguém. Se calhar foi para mim uma vergonha ter tido medo de me deixar amar. Por ele ser como é, por ele ser quem é, por eu achar que não era suficientemente boa para ele. Isso, sim, foi uma vergonha. Amá-lo? Nunca poderia ser vergonha. Não é vergonha amar alguém. Vergonha é ter medo de amar, é não nos deixarmos amar. Vergonha é fugir do amor, como tantas vezes fiz (por medo de me magoar). Hoje? Hoje não o farei mais.

Meus queridos, guardem isto no vosso coração: o amor não tem cores, não tem barreiras, não tem idades, não tem sabor e não tem de ter preconceitos. Verão, se acreditarem em reencarnação, que há muitas teorias e pré-conceitos que caem por terra: quem me diz a mim que não sou mais velha que outra pessoa? Isto, como exemplo.

Por agora, digo, não me arrependo de ter amado e de ainda amar alguém como ele, tão extraordinário, calmo, lutador, verdadeiro, honesto, sincero, amigo, culto, inteligente, carinhoso... uma pessoa realmente EXCEPCIONAL. Arrependo-me, sim, de não ter conseguido evitar ser manipulada noutro sentido e o Doutor ter acabado por influenciar grandemente a minha vida. Mas o nosso Destino é mesmo assim, cheio de contradições e dor, mas também de amor. Sei, COM TODAS AS LETRAS, que aí fora há alguém para mim. Alguém que me mereça, alguém que eu mereça também. Se me perguntarem hoje, eu digo, sem sombra de dúvida!, espero que seja ELE (o Pauzinho Doce). Mas sendo ele ou não, tenho a certeza, com toda a minha alma e coração, que será alguém verdadeiramente excepcional!

Tenham um bom dia e amem! E tenham muita fé. É isso que me dá força a cada dia: viver pelo amor e ter sempre fé.

Por agora remendo os farrapos, sabendo que amanhã terei criado um tecido novo e muito mais resistente! :))




Um grande beijinho,

Iva*

Há muito tempo atrás...



Recordo-me de um dia particular em que cheguei ao carro e o "Doutor" me tinha deixado um presente diferente. Algo que realmente me toca, em especial porque era de fácil acesso, grátis e um gesto bonito - a flor no limpa pára-brisas (creio que já comentei este episódio anteriormente).

Foi, de facto, das coisas mais bonitas que fez, no entanto, hoje, dois anos (ou mais) volvidos, percebo que se as palavras não valem grande coisa e os gestos valem muito, os gestos não valem tudo. Muitas vezes são atitudes isoladas. E só isso apenas. Sem compromisso, sem grande valor ou significado. Apenas isso.

Se é difícil compreender uma mulher? Sim, grande verdade! Mas o coração de um homem ainda é mais difícil de desvendar.

As mulheres agem muito por sentimentos e têm-nos à flor da pele, os homens agem por instinto e por orgulho... E se um dia fugimos (normalmente por termos medo, por querermos mais insistência (quiçá, persistência) da parte deles ou simplesmente por querermos ser conquistadas)...

Bem, se um dia fugimos, então será quase certo que algum tempo depois, se andarmos um pouco atrás deles, eles aproximam-se e fogem, aproximam-se e fogem... como que para nos castigarem da possível dor de rejeição que antes tiveram (apesar de talvez não nos terem demonstrado exactamente aquilo que sentiam). Podem até gostar, mas algo neles não os deixa chegar mais perto. A minha aposta será o orgulho! E, não, agora realmente não estou a falar do "Doutor Gravatinha" (o que motivou o início deste blog)...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Limpando o "armário"

Comecei tudo com esta canção, sempre ao som de Blunt (Cry, James Blunt)





Enquanto me sento no chão, de joelhos, limpando tudo com o Pronto e o pano do pó, entre a caixa de papel para reciclar, o saco de lixo variado e os livros e montanhas de encadernações espalhadas por todo o chão... enquanto arrumo toda a casa, lentamente, vou separando as memórias, as boas guardo no coração, após uma boa limpeza para pôr tudo a brilhar; as menos boas, rasgo, amasso, enterro, prendo dentro de um baú para deitar ao mar e nunca mais as ter por perto a assombrar-me.

Os fantasmas já estão quase todos fora. Fico eu. E a minha solidão. Contudo, esse vazio e essa solidão não me assustam mais. Eram necessários.

(Out of my mind, James Blunt)


Aperto as boas memórias, as das pessoas que quero manter para sempre e durante as próximas vidas, bem dentro do meu coração, as outras deito fora.

Mereço um novo começo. Um novo eu que tenha de bem tudo o que o antigo eu possuía.
Quanto ao "tu", o mauzão da fita há muito que ficou para trás. Conseguiu, afinal afastar o outro "tu", talvez a minha oportunidade de ser feliz, mas fiz escolhas. E essas acabaram por afectar tudo o resto. No entanto, eu sempre digo que o que tem de ser, tem muita força, portanto, se tivesse de ser, será, seria, o que quer que seja!

Arrumo e limpo a casa. Começa a cheirar a limpo. Na casa, na minha mente, na minha alma e, sobretudo, no meu coração. "Estamos" prontos para um novo começo. Paz, equilíbrio, serenidade. Um novo começo. Finalmente! :)))

(no bravery, James Blunt)



Águas passadas...




(pôr a tocar antes de ler)



... não movem moinhos!

Creio que a canção que estão a ouvir (aqui em vídeo no início do post - (parem primeiro a música na barra do lado direito!) dos Fun Boy Three), acaba por expressar, pelo seu ritmo, o que foi o meu último ano.

Quase a fazer um ano sobre a minha liberdade, que doeu e custou mais do que possam imaginar, muito se alterou na minha vida. Primeiro vieram as amarguras, mas o resto foi bom, muito bom. Poderia ser excelente, mas batalho a cada dia para que assim o seja.



No último ano:

- aproximei-me mais dos amigos que já tinha (que são excelentes, mesmo)
- fiz novos amigos
- progredi na carreira
- fui reconhecida fora do meu local de trabalho e, consequentemente, contratada para fora
- troquei de carro, para um muito melhor
- terminei a minha tese (que defendi, meses depois, obtendo algo que não esperava: NOTA MÁXIMA)
- recomecei a escrever a sério, como antes
- recomecei paixões que tinha deixado para trás (falo em hobbies) e acho que ainda me saio melhor que antes
- aprendi finalmente a aceitar-me exactamente como sou, diferente dos outros, mas com sentimentos iguais
- aprendi a aceitar, enfim, que nem sempre as coisas têm uma explicação
- estou a aprender que as oportunidades para sermos felizes não batem duas vezes à mesma porta, nem ficam ali paradas à espera que decidamos abrir... mas oportunidades novas podem sempre surgir se não pararmos de acreditar e de lutar
- estou a aprender italiano, lentamente e por mim mesma
- já não fecho a janela, ficando deitada às escuras horas a fio, mas aprendi a abri-la e deixar entrar até ao último raio de luz
- aprendi que não preciso de companhia para desfrutar um belo pôr-do-sol pois ele será sempre algo absolutamente lindo, inexplicável e que transmite imensa paz e serenidade, em especial se for à beira-mar
- ando a arrumar, limpar, organizar e deitar fora coisas de que há não preciso e, consequentemente, organizo a minha mente
-acho que ando finalmente a aprender que o meu mal nunca foi não saber amar, mas ter demasiado medo de me deixar amar... o que acabou por atrair a mim pessoas que não me trouxeram muito de positivo...
- sinto-me vazia no coração pois quem parte ou quem não fica acaba sempre por levar um pouco dele consigo, no entanto, e como li há dias em Identidade Trocada, se até os neurónios levam tempo mas acabam por se renovar e renascer, também o mesmo pode acontecer ao coração
- dedico-me cada vez mais a ajudar os outros, pois só assim sou feliz, e já não tenho medo do que certas pessoas pensam por querer ajudar
- amo o que me rodeia e quem me rodeia acima de tudo e tenho cada vez mais FÉ
- aprendi que perdoar não nos cabe a nós, mas a uma entidade superior. Mesmo a quem não sei se consegui/consigo perdoar, aprendi a não guardar rancor, raiva ou qualquer outro sentimento que não seja mau para mim
- finalmente, aprendi que nunca é tarde para o amor, para amar... e a nossa felicidade pode estar à distância de um simples clique!

Que estejam e se sintam todos tão pacíficos, serenos e equilibrados como eu, apesar de vazia.

Tenham força e, sobretudo, muito fé que as coisas só podem mudar para melhor, assim vocês queiram.

Beijinhos, Iva Filipa*

P.S. Qualquer coisa, contactem-me por mail, pedindo convite para entrarem no blog "abrir o coração" ou mesmo por aqui.




«A vida é como dançar o tango: exibe-se, tropeça-se, seduz-se, sente-se, rodopia-se, mas o resultado final - com ou sem rosa oferecida por quem nos ama - só a Deus cabe e será sempre inesperado» by IVA*

P.S. 2 - falta-me aprender a dançar tango (argentino), a andar a cavalo e a tocar piano... etc, etc... :)))


terça-feira, 18 de agosto de 2009

O que é o amor?


Amamos alguém quando ansiamos por um sinal da pessoa - uma mensagem, um telefonema... e rejubilamos com a sua intenção em nos ver e quando vemos essa pessoa, deliramos pois sentimos em nós um forte desejo de a tocar, de a abraçar, de a ter para nós um pouquinho, sem ter de a partilhar com o resto do mundo.

Contudo, convém não esquecer que as pessoas não são objectos, não são propriedade de ninguém. O amor de uma pessoa não se ganha, não se compra, não se exige, CONQUISTA-SE E MERECE-SE! E é assim que deve ser. No entanto, antes de amar alguém, temos de nos aceitar a nós próprios e amarmo-nos por completo. Só então estaremos aptos para AMAR.

See ya. Nice dreams, everybody!


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ninguém está sozinho!

***

Conselho do dia...


Às vezes precisamos verificar que o mundo está cheio de infelicidade e que muitas vezes as pessoas que se amam verdadeiramente e que são realmente crentes também sofrem perdas enormes. Acontece mesmo a todos!

Embrenhei-me na leitura do livro TROCA DE IDENTIDADES, que conta o caso verídico de duas jovens envolvidas num terrível acidente de viação, tendo apenas uma delas sobrevivido (entre vários mortos) e o que se passa é que disseram à família errada que a filha estava morta e à família da vítima mortal disseram que estava viva e no hospital. Sendo até parecidas, nem a família verificou que quem estava no hospital era outra pessoa e só puderam perceber o erro quando Whitney Cerak, até então Laura Van Ryn, começou a recuperar do coma e disse quem era. Afinal, Laura estava morta! E a família de Whitney enterrara a rapariga errada.

Penso que ao ler este livro me apercebi uma vez mais o quão fúteis conseguimos ser por vezes, agarrando-nos a coisas que, se calhar, nem fazem muito sentido.

Hoje dou graças por estar viva, pela minha família e pelos meus amigos. Chorar por quem não merece? Não vale a pena. Quem sabe se essas pessoas não desprezam a própria família como fazem connosco? Quem sabe se terão realmente a capacidade de amar verdadeiramente alguém?!

Por isso hoje o conselho do dia é: dêem graças a algo bom que tenha acontecido na vossa vida. Se acreditam em Deus, agradeçam-Lhe, caso contrário, nalguma coisa acreditarão, portanto agradeçam-lhe.

É uma pena termos tantos pequenos momentos felizes na nossa vida (podendo coleccionar retalhos lindos para fazer uma bela manta!) e só nos recordarmos dos momentos maus (qual pano preto grande, triste e inútil)!

Beijinhos a todos.

E se puderem, leiam o livro ou procurem na internet a história destas famílias cujas vidas se alteraram por completo a 26 de Abril de 2006.




quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Teoria do Amor: a culpa é das mãos!



Acho que já descobri o problema do amor. Acho também que acabei de descobrir por que motivo gosto sempre de quem me faz sofrer. E não pensem vocês que a questão é assim tão complicada. Não é. O problema de tudo isso são as mãos.

Sim, as mãos! Nunca ouviram dizer "mãos frias, coração quente, amor para sempre"?
Então por aí andarão (principalmente as meninas, desesperadas em busca de uma mãozinha quente que as aqueça...ahah!!!) Pois, então imaginem as minhas que andam quase sempre geladas, mesmo no Verão!!! (Isso fará de mim uma das mais desesperadas?? ahahahahahahah!!!???)
Portanto, meus fofos e fofas, o problema de amarmos quem não merece é meramente das mãos. É uma questão de circulação! Até parece que já estou a ver:

Ela - ah e tal, tenho a mão tão fria...até dói.
Ele - ohhh, deixa ver... (apalpa-lhe a mão toda a imaginar que lhe toca o corpinho todo com as mãos estando ela despida, ah pois é!)
Ela - as tuas estão tão quentinhas!!!
Ele - Pois, eu sou quente...
Ela - Ah... (e tal...) eu estou sempre fria.
Ele - Pois... precisas de quem te aqueça... (diz deixando escapar um subtil sorriso malandreco, mas acrescentado logo em seguida, qual disfarce): ou então compras um edredão de aquecimento e usas sempre luvas no Inverno.
Ela ri-se tímida... E TAL... e começa logo a achá-lo diferente, subitamente atraente, subitamente... giro e ideal...

E "prontos pá!", ali começa o "romanciii"!

Portanto, meus caros, o problema de sofrermos por amor é termos as mãos frias, então toca a meter as mãos por aí em coisas quentes (que não incluam partes masculinas para as meninas e femininas para os meninos), assim tipo pôr as mãos no microondas, forno do fogão, churrasqueira... coisas assim inocentes e nada perigosas... ah ah ah!!!

Fiquem bem e aproveitem este magnífico dia de sol... para aquecerem as mãos! Boa?! ;))

Vossa,

Iva*

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Conselho do dia para ultrapassar um grande amor...


7 - Para ultrapassar um grande amor, nada melhor que aprendermos a amar-nos a nós mesmos. Por isso o conselho de hoje é: ame-se a si mesmo. Faça qualquer coisa que adore fazer ou que sempre tenha desejado fazer. Que tal bungee jumping? Andar a cavalo? Ir a uma escarpa à beira-mar e gritar maluquices a plenos pulmões? Comer um bolo de 1kg sozinho, afogar-se num recipiente de gelado, ligar para um número desconhecido...?

Bem, atreva-se! E ame-se! Mas atreva-se!!! Você merece!!! Lembre-se disso!!! Você é a pessoa mais importante da sua vida e não há divórcio possível. Além disso, obterá de si sempre o perdão e será sempre o primeiro a dar os bons dias a si mesmo. ATREVA-SE HOJE! AME-SE, SIM???

Até breve...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O que é realmente o amor? O que é amar?



Poderia dissertar muito sobre o assunto, com palavras caras e bonitas, mas não o farei. De facto, adianto-vos que o amor não se escreve em palavras, não se imortaliza em fotografia. Simplesmente... SENTE-SE! VIVE-SE! DIVIDE-SE! PARTILHA-SE!

Para mim, sei que é amor, quando a presença "da tal pessoa" numa sala se faz logo notar por nós desde o primeiro momento e algo em nós aquece, fofinho, o nosso estômago, subindo qual fogo de artifício pela garganta, numa timidez de "falo ou não falo", atingindo a boca num suspiro nervoso e seco.

Sabemos que é amor quando o próprio timbre da sua voz nos faz vibrar de prazer, quando sentimos uma alegria intensa só porque a pessoa se lembrou de nós... e nos acha... FAZENDO-NOS SENTIR AINDA MAIS, ESPECIAIS!

Conselhos do dia para ultrapassar a dor de um grande amor...


Os conselhos de hoje são muito simples.

4 - SORRIA: Sim, sorria!!! É esse um grande segredo, acreditem!!!

5 - Coma algo de que gosta muito e tem evitado (pois é, uma boa alimentação é meio caminho andado para um espírito feliz! Mas hoje pode abusar!). Que tal o gelado de morango que tanto deseja? Ou um bom arroz de marisco? Ou uma tablete de chocolate? Ou uma tacinha de morangos com natas? Pois é, hoje pode abusar disso. Um dia não são dias,. portanto, hoje merece!!!

6 - Vá tomar café / lanchar com amigos. Este é muito simples. O resultado serão vocês a constatar!!! ;) Força!!! Ah, e nunca se esqueçam (como alguém muito especial uma vez me disse): não somos menos que os outros por não termos ninguém, simplesmente não há ninguém que nos mereça!!!

Beijokas a toda a gente!!! Sorriam sempre!
Volto em breve!!!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nova frase da Iva a partir de agora


Pois é, a nossa auto-estima vale tudo, portanto, (e chamem-me o que quiserem!!!), tenho uma nova mote:

Desafio o homem que se der ao trabalho de me conhecer de facto a conseguir não se apaixonar por mim!!! Iva

Tenho dito!!! E é assim que vocês devem pensar, homens ou mulheres: sintam-se bem convosco e pensem positivo! Aí fora há alguém para vós!!!

Como ultrapassar um grande amor... alguns conselhos de Iva, a Vingadora dos corações maltratados e a Curadora dos corações partidos. LoBe YoU!


Pois é, palavras leva-as o vento, mas acreditem que estas talvez vos possam ajudar um pouco, à semelhança de outros posts que sei que vos terão ajudado mesmo.

Sei que quando nos partem o coração o que queremos mesmo é ficar por casa quietinhos, muitas vezes num quarto mal iluminado, deitadinhos a pensar na vida, com o telemóvel desligado e à espera de um milagre. Pois, é, meus queridos, mas os milagres não acontecem! Pelo menos não assim!!! E isto é a mais pura (e dura) das verdades!!!

Por tudo isso, vou-vos deixando aqui uns conselhos nos próximos dias que sei que vos irão ajudar (sim, eu já fui usada, traída, trocada, espezinhada... e até mesmo já fui vítima de tentativa de violação por parte de um namorado (na altura)!!! Mas é um dia a seguir ao outro e temos de ter sempre força e coragem para nos erguer e para procurar ajuda.

No entanto, e como eu não acredito propriamente em comprimidos (se bem que isto não é um conselho, ATENÇÃO!!!), pois sei que a verdadeira mudança tem de começar de dentro... aqui ficam uns conselhos simples.

1 - Abram a janela do quarto e espreitem lá para fora. Não está um dia lindo? Luminoso, brilhante, colorido, quente...? :))) Está de chuva?! Ok, então sintam bem o cheiro da chuva, ouçam-na a bater na calçada, ou na terra seca ou noutros objectos... escutem a sua melodia... ping ping ping... não é maravilhosa?! ABRAM A JANELA DO VOSSO QUARTO E ESPREITEM LÁ PARA FORA!!!

2 - Façam alguém sentir-se feliz e especial hoje. E que tal enviarem aquela tal mensagem que queriam mandar a um amigo que não vêem já não sabem há quanto tempo??? Melhor ainda será se for uma chamada. Ou um e-mail com um powerpoint a falar da vossa amizade, ou fotos antigas que queiram agora partilhar para recordar os bons momentos. Façam essa pessoa sentir-se especial e feliz. Aposto que vão começar a sentir-se especiais e menos infelizes... Então, por que esperam? FAÇAM ALGUÉM SENTIR-SE FELIZ E ESPECIAL HOJE!!!

3 - Hoje vamos iniciar uma árdua tarefa. Vamos começar a APAGAR a pessoa que tanto nos fez sofrer. (E não tenham medo de apagar, pois, se ela tiver de voltar para nos fazer feliz, coleccionarão melhores momentos daí para a frente!!!) Então, que tal jogarem hoje fora o cartãozinho do restaurante onde foram jantar a primeira vez, ou aquele bilhetinho trocado numa reunião, ou aquela foto dos dois de que tanto gostam...? Melhor ainda!!! HOJE VAMOS APAGAR AS MENSAGENS DO TELEMÓVEL. Sim!!! Agarrem no telemóvel e vamos apagá-las como se não houvesse amanhã!!! Dói? Custa?? Sim, é verdade! Mas não doerá mais estar preso ao passado de momentos que julgámos felizes quando, provavelmente, a "tal" pessoa se anda já a divertir com uma nova paixão?! Então, vá toca a apagar mensagens!!! TODAS!!! O que custa mais é a primeira! Apaguem tudo!!!

Volto em breve para mais conselhos!!!!

(Se quiserem "falar a sós", têm sempre o meu mail (ali do vosso lado direito) ou poderão participar no blog privado "abrir o coração" (também explicado ali de lado!) FORÇA!!!!)

Beijinhos grandes a todos!!!

I'll be back!!!

domingo, 26 de julho de 2009

Amar é...

Esta é uma melosa canção que tem uma mensagem muito bonita sobre o amor

"Se tu existes, Rodrigo Meneses"

No fundo da questão...


... e amando muito alguém ou não, o essencial é amarmo-nos a nós próprios. Se assim for, o resto funcionará na perfeição e, se não funcionar, pelo menos teremos sempre forças para nos levantar e ver que, afinal, quem estava errado ou mal não éramos nós!

Vivam cada dia! E não se atrevam a chorar mais de cinco minutos por alguém que passa uma semana sem vos ligar ou mais de 5 dias sem dar sinal de vida. Se ele/ela assim o fizer, é porque, SIMPLESMENTE, NÃO ESTÁ ASSIM TÃO INTERESSADO. E não vos parece que merecem alguém que vos ame em pleno, independentemente da idade, crença, físico...?

Eu não vos conheço na verdade, mas tenho a certeza que merecem mais do que essa pessoa que com tanta frequência vos faz chorar!!!

domingo, 14 de junho de 2009

A Santa Ganda Lata


E agora, depois de tudo o que me fez, pergunta por mim no local de trabalho!!!

Disse que se ia embora pois ao tentar tramar os outros acabou por se tramar a ele mesmo, coo tinha feito comigo em Setembro e Outubro, altura em que tive dois meses infernais lá no trabalho e nada me tira da cabeça que foi aquela habilidosa cabecinha que incendiou as hostes. Agora, vai embora (também, depois do que lhe disseram lá!!!), pergunta por mim primeiro subtilmente, como não obtém reacção da minha parte, pergunta a uma das minhas melhores amigas por mim.

Era mais que óbvio que ela me viria contar. Mas, novamente, eu não mostrei reacção. Para quê? E por quem? Por uma pessoa que nada me diz?! Por quem tanto mal me fez?

Ainda assim, nem foi embora de vez. Estou ansiosa para que o faça! Era só o que me faltava, ter de o encontrar lá a todo o momento!!!

Vá-se embora, vá! Chispe dali p'ra fora que a menina iva está melhor sozinha que com o Dr. Gravatinha!!!!