Todos os caminhos me levaram a ti!Procurei-te,não te achei.Nunca te deste a mais ninguém.Será que agora me vês?
Agora quero partir,mas sinto que continuo encostada a ti...e tu a mim e isso contraria a minha essência.
E quando pensei que o sonho tivesse terminado,encontrei-te...Será que tu me encontraste já?Não sei,mas,por agora vamos partilhar o silêncio de um abraço e, enquanto a vida não corre e a clepsidra não anda...ENCOSTA-TE A MIM!AGORA!
Iva's place
Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.
Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!
O humano é tão insatisfeito que nunca acha estar bem e coloca demasiadas vezes em dúvida se está com a pessoa certa.
Pensa-se vezes sem conta nos "e se" do passado. No entanto, se o passado fosse bom, permanecia e não passava. Por outro lado, se estamos com uma pessoa e achamos sentir algo por uma segunda, então é porque não amamos realmente a primeira.
Mais palavras, reflexões ou negações para quê?
Contos de Desamor todos nós conhecemos. E quando não conhecemos, inventamos.
A nossa sociedade tem estranhos gestos e curiosas formas de demonstração de amor, mas, no meu ver, há uma ou duas infalíveis para testar o ser amado (e que diz amar-nos).
Comecem a observar, mas quando ele (ou ela, apesar de, no sexo feminino acontecer com menos frequência) nos espreme as borbulhas ou pontos negros, é sinal que o sentimento já vai muito além de atração ou mera paixão!
Acreditem se quiserem, mas neste ponto tenho muitos e longos anos de observação!!! E funciona porquê? Bem, parece-me que o outro está a aceitar não só as nossas imperfeições, como quer o melhor para nós, tentando eliminá-las ou corrigi-las. Aceita-nos como somos e tenta fazer melhor para e por nós.
Se é caso para dizer: "se já me espremeram alguma borbulha e/ou ponto negro já me amaram"? É pois! É definitivamente caso para isso!
Quantas vezes nos sentimos perdidos, apáticos, sem energia, perdidos nas teias do amor? Quantas vezes nos sentimos incapazes, deficientes de amor, necessitados de uma vontade maior?
Mas... o maior amor começa em nós. E vai de nós para o próximo. E só quando o próximo retribui da mesma forma desinteressada começamos a evoluir no sentido de algo muito maior que nós!
E para quem diz que águas passadas não movem moinhos, aqui fica algo para reflectirem.
Em menos de oito dias houve três pessoas que me contaram histórias muito semelhantes: paixões ou amores do passado que agora se reaproximavam e confessavam um dia ter sentido algo muito forte.
No caso do Nuno e da "sua" Maria, ambos tinham gostado muito um do outro e nunca nenhum tivera coragem para o dizer. Há dias, depois de a ter reencontrado no facebook, eis que ela lhe confessa que teve uma paixão por ele vários anos... e ele também o confessou. De momento, andam num ambiente estranho, mas saudável, a (re)conhecerem-se. Será que este barco do passado, afinal ainda não tinha partido?
Em relação à Lília e ao seu Bruno, o caso não é bem assim. Namoriscaram, não deu em nada, seguiu cada um o seu caminho. Agora, cerca de 25 anos depois reencontram-se. Ela casada, mas infeliz com o seu casamento sem filhos e por um marido que é adorável mas não a compreende nem tem muitas coisas em comum com ela, o que não é ajudado pelos horários totalmente opostos - ela assistente administrativo, ele segurança numa discoteca. Agora surge o Bruno, divorciado e com um filho a seu cargo... E ela que já andava a pensar divorciar-se em comum acordo com o marido, fica ainda mais indecisa.
O último caso é o da Patrícia e do Mário. Ele que tinha ido para Timor tantos anos, regressou há pouco tempo. Ela tanto tempo sozinha e está numa relação estável há cerca de um ano, pensa que o ama e agora surge o Mário e ela sente-se atraída por ele... Será que a Patrícia ama mesmo o Mário?
Nenhuma destas situações é fácil e não serei, com certeza, eu que irei decretar opiniões. Acho que tudo tem de ser muito bem pensado e se é uma coisa que não existe, são situações fáceis ou amores impossíveis. O que é certo é que os barcos do passado podem não ter partido, podem facilmente voltar atrás, são decerto intemporais e as pessoas estão sempre a tempo de mudar o seu destino - embarcando neles, ou deixando-os, FINALMENTE, partir e descansar em paz.
Reflictam sobre o assunto, sabendo que não há verdades absolutas, nem fantasmas enterrados e, muito menos, amores impossíveis ou "tarde demais" até a morte chegar e nos levar!
Quando te amares, vais entender que amar implica aceitar virtudes e defeitos de igual forma, sem confronto, tirania, superioridade, orgulho, ira ou vaidade. E, depois de o fazeres contigo, fá-lo com os outros! Nessa altura, sim, entenderás, de facto, o amor!
Por termos a capacidade de amar, somos seres extraordinários. Pena será que muitos gastem mais depressa a capacidade de odiar, gerar intrigas e maltratar, ao invés de educar a sua capacidade de amar.
Mesmo quando estamos tristes nada, nem ninguém, vale sequer o pensamento de exterminarmos a nossa existência!
Basta pôr um pedacito de amor em cada passo que damos e isso fará com que progridamos sempre mais e mais. É para aprender que cá estamos e nada mais eficaz que fazê-lo, amando e colocando amor em cada gesto nosso.
Quem nos julga não nos ama! Quem nos ama, quer-nos em paz! Deseja-nos sorte e saúde e muito amor e serenidade!!! Exterminarmo-nos por falta de aplausos naquilo que fazemos??? Porquê?
Imaginem que andam deprimidos porque ninguém vos vangloria no que fazem... Certo é que, quando aplaudidos, executamos sempre as tarefas de outra forma, com mais alegria e força, mas essa força não deve ser confundida ou misturada com orgulho. Devemos fazer as coisas por gostarmos de o fazer e não para que os outros tenham inveja de nós. Esse será sempre o passo errado e, depois, quando as coisas falham, caímos rapidamente. Não temos quem nos aplauda e pensamos em exterminar a nossa existência. Contudo, nós somos MUITO mais que mero eco de aplausos!!!
Já temos o nosso valor e se, de qualquer forma, a multidão que nos aplaude não fosse fisicamente munida de membros para nos aplaudir??? Dessa forma, até poderíamos ter uns merecidos aplausos que não exaltassem exageradamente o nosso orgulho, todavia, não deixamos de ter o nosso devido valor. Não podemos nunca é desvalorizar quem em nós acredita só porque não ouvimos aplausos. Nem todos têm mãos! Nem todos tentam exaltar o nosso orgulho exacerbado, que, bem vistas as coisas, não é mais positivo que 3%.
Entre muitas outras coisas, estas são as que hoje vão da minha boca, que sofri, para os teus ouvidos, que estás a sofrer, com dores físicas e bem piores na alma... Estas palavras são para ti, que pensas exterminar a tua existência porque não ouves aplausos... e talvez porque nem te dês tempo para que quem acredite ao pé de ti, junto a ti chegue e contigo troque um brilho especial no olhar, por falta de mãos para bater palmas...
Sinceramente, esta parece ser daquelas respostas que mudam com o tempo...
Neste momento, contudo, direi que é amar. É mesmo isso!
Amar é querer a pessoa, não escolhida mas que o nosso coração escolheu sem darmos por isso, a nosso lado, não nas manhãs solarengas, de vestimenta impecável e cabelo espectacular, mas termos vontade de abraçar e beijar a outra metade mesmo que o seu cabelo esteja um ninho de ratos no ar, ramelas nos olhos e pijama desalinhado, com as meias puxadas por cima do pijama por causa do frio. Isso é amar! Gostar não só dos momentos de perfeição, mas aceitar um arroto que saiu sem querer, um ataque de gases no dia a seguir a uma feijoada, uma asneira grande quando o dedo se entala, partilhar uma risada quando se acaba de comer e o creme de algum doce fica na cara...
Pois, é isso mesmo! Quando se aceitam essas coisitas assim, em especial a parte do pijaminha e roupa desportiva em casa... aí sabemos que gostamos e gostam de nós a sério. Isso, sim, é partilhar! E, bem importante: partilhar sem rudeza, crueldade, javardice e afins.
Amar é assumir um compromisso a dois, onde o nosso coração não bate só dentro do nosso peito, mas também fora.
É ajudar fora de horas, é acordar, dormir, respirar fora do nosso corpo. Amar é, definitivamente, assinar um contrato de aventura a dois, onde, bem lugar-comum "uma mão lava a outra e as duas juntas lavam a cara"!
Basicamente, um ama-se, faz o outro feliz, amando-o e, os dois juntos, criam harmonia e um halo de amor em seu redor!
Muito se tem escrito sobre o assunto, mas, afinal, o que nos derruba?
Será mesmo a rejeição por parte do outro? Ou será o facto de a grande maioria ter plena consciência de que é necessário termos sempre a aprovação, o "muito bem, estás excelente, continua!", para nos sentirmos importantes e, a certo ponto, mais altos que os outros?
Sob este ponto de vista, recordo-me subitamente da grande Florbela Espanca: seria tão somente uma coitadinha que morreu por amor, uma chorosa pelos cantos, uma fraquinha apaixonada, ou, conseguirá a maioria ver para além da mulher apaixonada e enxergar verdadeiramente os seus ideais de amor, a sua fé, a sua vontade extrema de amar e ser amada, a sua vontade de viver com os óculos do amor postos? Florbela Espanca era muito mais que aquilo a que a reduzem!
Era uma mulher que acreditava no amor e vivia pelo amor. E depois morreu. Matou-se. Mas não foi só isso. Não foi só suicídio. Florbela simplesmente perdeu a Fé no Amor da Humanidade. Assim sendo, não encontrou mais lugar para si e morreu mesmo antes de se suicidar.
Se falhou? Falhou pois! Fez muito bem em viver por amor e amar os outros, mas falhou no principal e foi esse o erro que lhe colheu a vida ainda enquanto respirava: ESQUECEU-SE DE SE AMAR A SI MESMA!!!
Amar!
de Florbela Espanca
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
Florbela não amava ninguém por ter medo de perder, mas, acima de tudo, por não se conseguir amar a si mesma. "Que seja a minha noite uma alvorada... que me saiba perder... para me encontrar...". Infelizmente, só na morte se encontrou, talvez só mesmo aí tenha entendido que, acima de tudo, amar este, aquele, outro qualquer, começa cá dentro: amando-se a si mesmo! É isso que não se deve esquecer quem ama, em especial, quem MUITO ama.
Por vezes desconhecemos as nossas atitudes, deixamo-nos magoar, ou magoamo-nos por recusarmos seguir os nossos instintos. Não sabemos simplesmente porquê...
Creio que por vezes é preciso ultrapassar um oceano de dor, muitas correrias, muitas mágoas, muitas pessoas erradas para encontrarmos aquela que é a certa. Certa para nós.
O porquê de encontrarmos muitas pessoas erradas e de darmos constantemente cabeçadas? Bem, às vezes temos simplesmente de fazer a diferença na vida de alguém, fazer essa pessoa ver que existem mais coisas no mundo que a mágoa, a dor, a inveja e a maldade.
Fazê-la ver que, no fundo, no fundo, a vida real, a única que vale a pena, se resume simplesmente ao Amor. Amor a cada passo, a cada gesto, a cada pensamento, a cada palavra e, muito especialmente, em cada atitude.
Se dou sempre o passo certo? Na verdade não. Mas sei que marquei a diferença. Acabei por sarar o coração das pessoas que partiram o meu. Mas o meu renasce, não sei como, das cinzas e esforço-me então para o sarar, tentar disfarçar as cicatrizes, fazendo o máximo pelos outros.
É essa a minha forma de terapia. O porquê de tantas vezes me sentir enganada e iludida? Se calhar porque quero acreditar. Talvez porque muitas vezes me sinto no alto do pedestal, vestindo branco, indiferente a tudo, sentindo ou querendo sentir nada, observando a multidão à minha volta, lá em baixo, amando-se e odiando-se, mas sempre escolhendo a forma errada de demonstrar carinho e amor, maioritariamente pela sua extrema dedicação ao materialismo exacerbado.
Sinto-me no pedestal, não como se fosse superior. Apenas isolada deste mundo tão frio, tão físico, tão materialista, em que se descartam as pessoas e idolatram os bens materiais.
Porque falo de amor quando decidi não amar mais? Bem, lá no fundo, se calhar deixei de acreditar em ser eu a amar e ser amada, mas não perdi a fé nos outros, os que ainda se preocupam e querem/ tentam ser salvos.
Acho que o maior bem da Humanidade devia ser procurar a luz que existe em cada um de nós, mas é mais fácil iluminar o mundo à luz da cobiça, da inveja e da mágoa, do que mostrar o que nos vai cá dentro, permitindo a outro que nos magoe.
Se ainda acredito no amor... para mim?
De uma forma extremamente fria, e para minha segurança e conforto, gostaria de poder dizer que não, isolando-me definitivamente no meu pedestal de observação, garantindo que nunca mais em momento algum alguém me iria tocar e fazer voltar a acreditar.
Se tenho medo...? Sim, muito medo. O tempo todo. Mas, tal como afirmei há algum tempo atrás, neste momento não quero para mim menos do que mereço.
Se ainda acredito no amor? Bem, pergunta difícil. Se calhar preciso, também eu, de quem me mostre que devo acreditar. Até lá, continuarei a reger-me pelos dois valores que trago pendurados no pescoço todos os dias, a cada passo que dou: o mundo move-se pela Fé e pelo Amor. É isso que vale a pena. O resto vem em consonância. E a serenidade e a paz interior não se conseguem a sós, nem do alto do pedestal, numa manhã fria e enevoada, onde se sente um cheiro de tudo, onde queremos sentir um pouco de nada...
O que é realmente importante é NUNCA DEIXAR DE ACREDITAR, NO MATTER WHAT!!!
As distâncias, tão vastas e por vezes obscuras, são facilmente vencíveis não pelo caminho que percorremos, mas sim pelo que sentimos e pelo que fazemos em relação a esse Amor.
Em resposta ao "Marco" e já um pouco atrasada (e peço desculpa aos emails que ainda não respondi... está quase, quase)... ( e penso que iriam gostar de ler... ou, pelo menos, assim o gostaria de pensar...)
Marco,
é mesmo muito difícil entregar o coração a alguém. Mais difícil ainda é fazê-lo de novo após uma grande desilusão, no entanto, não há duas pessoas iguais e todas merecem uma oportunidade. Creio que a grande questão, e a única que deves colocar a ti mesmo é "queres mesmo tentar com essa pessoa?" e a esta fica sempre inerente outra, óbvio: "gostas mesmo dela para quereres tentar?". Se respondeste afirmativamente, força! Bolas, porque não? Foi ela que te partiu o coração? Não! Então tens medo do quê? De te magoares? E não tentar não irá doer mais???
Falando por mim, sempre fui cobarde, sempre fugi. Ainda mais estupidamente agi, tentanto afastar de mim quem me tocava/toca mais fundo no coração! Acho que acabo por perceber o ponto fraco das pessoas e depois pimbas! Lá vai a Iva a afastar outro!!! Acaba até por ser demasiado fácil... Se dói menos? Não, não dói! Fico doente! Não durmo, como mal, ando mal, perco o sorriso, ando com olheiras negras, ando pálida ou amarela mesmo, até o cabelo parece que perde o brilho.
Para quem não me conhece, parece que sou a mesma, mas tenho a certeza que acabam por notar de alguma forma que algo está em falta.
E vens tu pensar que é difícil amar alguém? Bem, meu querido! Amar é facílimo! Fácil, fácil!!! Difícil mesmo é deixares-te amar! Sofro disso, sabes? E já com tantos anos em cima, continuo a sofrer do mesmo e horroroso mal, como se fosse uma adolescente de 15 anos: não é dificil amar alguém que é especial, querido, meigo, atencioso, que realmente ouve o que dizes, que sorri de uma forma que te cativa, cuja presença ou sinal enche o lugar onde estamos de luz, etc, etc (agora não quero ser lamechas, cortei com isso e voltei a colocar a máscara fria e insensível, simplesmente porque foi necessário...)...
Mas, voltando ao assunto: amar alguém não é nada difícil, difícil mesmo é deixares-te amar. Acho que é disso que temos medo. Eu tenho. MUITO. O TEMPO TODO! Acho que agora que olho para trás vejo que nunca me "dei" verdadeiramente a ninguém. E a única pessoa a quem quase o fiz... praticamente destruiu a minha vida. Esse sim, amei, mas quando começava a amar a 100%, partiu-me o coração todo, traiu-me, fez-me a vida em cacos e desapareceu. Os outros, amei sempre um bocadinho, mas começou um controlo tão obsessivo, cenas de ciúmes tão doentias ou uma obsessão tão grande em querer casar que... senti que algo faltava aqui dentro e nunca dei "o grande passo". Acho que posso ser chamada um pouco "noiva em fuga"... mas acabou por ser nessa altura que desobri que não consigo entrar numa igreja (nem que seja só para visitar) ao mesmo tempo que a pessoa de quem gosto se o que sinto não é mesmo mesmo mesmo AMOR.
Entrei com o T. para um casamento e, meu Deus, deu-me uma falta de ar tão grande que, juro!, o corpete do super vestido me ia matando asfixiada e só me apetecia fugir dali. Não saí a correr pois era fisicamente impossível com tantos convidados e uma igreja tão cheia... Mas fui, certamente, uma das primeiras a sair. E só pensava "meu Deus! eu não quero fazer isto com ele! Eu não consig jurar algo de que não tenho a certeza!!!!" E senti-me a pior pessoa do mundo. Claro que nessa altura já desconfiava que tinha passsado de simples humana a um ser do maravilhoso qualquer tipo... "unicórnio, mas com 2 cornos" (sim, eu sei que assim já não é unicórnio... mas dá para perceber a ideia, certo?).
Com o B. acho que nunca houve essa situação, portanto não sei, mas creio que talvez tivesse entrado sem me aperceber....
Com o Dr. gravatinha, uiiiii! Nem sei explicar o que tinha, mas não consegui sequer pisar o portal de uma igreja que estávamos a visitar numas férias!!! Parecia que tinha uma parede transparente à frente e que era impossível transpor! Obviamente se aquilo fosse o nosso casamento, eu tenho a certeza que teria saído literalmente a correr dali para fora!!! Afinal, os instintos estavam correctos...
Hoje penso que, "meu Deus! e se se coloca a situação da igreja de novo???" É que nem com amigos consigo entrar assim dentro da igreja... é algo inexplicável!!! E tenho muito medo que se coloque essa questão. Mas, sinceramente, não sei do que tenho mais medo: de futuramente ter namorado e tentar entrar numa igreja, até por visita e não conseguir... ou de entrar "na boa" sem me aperceber... mas, se bem me conheço, acho que teria muito mais medo da segunda.ahahahah, de tão cobarde que sou! Provavelmente tinha um ataque de pânico, ficava vermelha que nem um pimentão e não diria coisa com coisa e, lá está, novo atestado duplo de estupidez e loucura. E, com a minha pontaria, acho que tropeçaria no tapete de entrada, batia com a cabeça na porta e ia a tropeçar abraçar-me aos pés do santo mais próximo que, como eu sou, havia de ser o Santo António, padroeiro dos namorados e bem-feitor de casamentos...ahahahah. Acreditem, comigo, isto é bem possível que aconteça!!!
Voltando ao assunto uma vez mais, e esperando que me entendas, Marco, acho que a coisa mais difícil muda de pessoa para pessoa, mas acredita que independentemente das decisões que tomas, o que mais custa no futuro é o peso de "não ter tentado" e, acredita mesmo!, não há razão boa o suficiente para não se tentar (faço uma ressalva agora para o "Pedro" que sofre de amores por uma pessoa do mesmo sexo e que é discrimado e está mais limitado devido à nossa sociedade preconceituosa!).
Eu não sinto qualquer atracção por pessoas do mesmo sexo e considero os homens mesmo mesmo mesmo muito interessantes (e confesso que os morenos me dão mesmo a volta à cabeça!!! A cor dos olhos que me faz o mesmo ou pior já não vou revelar...ahah), mas, no caso do Pedro, o caso torna-se ainda mais complicado. Não é só ele querer, é de facto o querer e o conseguir ultrapassar os inúmeros obstáculos para o conseguir. Mas aposto que o Pedro e muitos como o Pedro acabam por tentar, mesmo tendo muito mais probabilidade de poder não resultar, então por que é que pessoas como tu, como eu mais ainda, se armam em mariquinhas e têm um medo terrível de tentar?
Olha, Marco, a resposta a esta pergunta não te sei dar, mas... gostava de saber e de a ter. No meu caso é mesmo medo, medo de me voltarem a deitar a baixo, medo de muitas coisas na minha vida que eu não consigo explicar e que tenho medo que a "tal pessoa especial" não aceite (tal como não aceitaram os outros, mas, no meu caso, que me considero "com defeito", apesar de não se notar nada fisicamente, as marcas da diferenças estão cá... é impossível esconder e eu não quero esconder!).
Mas, sabes que mais? Ainda continuo a acreditar que vou encontrar essa pessoa especial ou que, pelo menos, ela me vai encontrar a mim e não se vá embora como os outros... se tenho medo? Não, nenhum medo. É mesmo pavor!
Porém, para mim, a coisa mai difícil não é amar, não é dar amor, carinho, atenção... a coisa mais difícil para mim é deixar-me ser amada (dou constantemente dois coices como os burros e ponho-os logo a milhas, depois fico a chorar sobre o leite que derramei sozinha...mas não consigo evitar... talvez se for a pessoa certa, não vá... e, também, talvez exista o Pai Natal, não é...? Enfim...)...
Marco, é mais difícil amares ou.... será que o problema é deixares-te amar e deixares que te aceitem como és?
Bjoka,
Iva*
P.S. Normalmente não comentam muito aqui, mas iria adorar saber a vossa opinião pois até sei, pelos mails que recebo, que não são poucas as pessoas a ler diariamente o que escrevo... Desta vez, comentem, ok? Gostaria de saber, bem como quem comigo contacta por mail e afins, que não estou só, que não estamos sós... Pensem nisto...ok?