Todos os caminhos me levaram a ti!Procurei-te,não te achei.Nunca te deste a mais ninguém.Será que agora me vês?
Agora quero partir,mas sinto que continuo encostada a ti...e tu a mim e isso contraria a minha essência.
E quando pensei que o sonho tivesse terminado,encontrei-te...Será que tu me encontraste já?Não sei,mas,por agora vamos partilhar o silêncio de um abraço e, enquanto a vida não corre e a clepsidra não anda...ENCOSTA-TE A MIM!AGORA!
Iva's place
Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.
Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!
Estou dormente.
Sinto o corpo todo dormente e não acredito que acabou.
Busco-te em mim e estás lá, mas fora de mim já não existes. Dói.
Sinto-me apagar-me e parece-me que já não existo.
Não quero chorar.
Chorar é o ponto final e a certeza total do fracasso. (imagem google)
A todo o segundo, nalguma parte do mundo, alguém vê o seu coração partido. No outro lado do mundo, alguém se apaixona também.
Acima de tudo, queremos ser vistos como somos e ser respeitados e amados por isso, ainda que, para ser assim amados, muitos tenham tendência a colocar máscaras, que nunca poderão resultar, pois, quem poderá fingir a vida toda, toda uma vida? Poucos, certamente, mas, ainda assim, alguns!
Ponham, no entanto, isto na vossa cabecinha:
1 - uma relação que faz sofrer, não é amor!
2 - se discutem constantemente, então casam para quê?
3 - se as coisas já estão mal, não é um filho ou um casamento que resolve.
4 - "dar um tempo" é apenas uma expressão habilmente usada pelos homens para terminar tudo quando têm medo de dizê-lo.
5 - "temos de falar" vindo de uma mulher não é necessariamente sinónimo de que algo vai mal ou que querem terminar/avançar para algo mais sério. Será sim sinónimo de se sentirem com falta de atenção. O resto virá daí.
6 - se a pessoa que amam não vos dá atenção constante (não estou a dizer a toda a hora!), lamento, mas isso não é amor!
7 - uma mensagem por dia, por caridade, não é sinal de que gostam de ti!
8 - dizer que és giro ou gira, inteligente ou interessante, também não! Pode ser apenas sinal de corte ou nem isso, sendo apenas amizade.
9 - quem ama, luta, faz por isso (no início, sim, pode ser complicado demonstrar sentimentos!).
10 - quem ama faz para que a outra pessoa se sinta especial, faz surpresas, surpreende constantemente, viaja quilómetros, liga a meio da noite só para dar um oi, graceja, conta piadas, cantarola, dança...! Porquê? Porque ama!
11 - quem te esquece, não te ama! quem só se lembra de ti quando está mal, não te ama. quem passa dias sem te dizer algo, não te ama! quem apenas diz que te ama, não te ama! quem não demonstra interesse, nem se importa com os teus sentimentos, não te ama!
12 - quem não sabe lidar com os teus defeitos e te faz sentir mal com eles a toda a hora, MEU QUERIDO/MINHA QUERIDA, NÃO TE AMA DE TODO!!!
Afinal, QUEM AMA, APARECE! QUEM AMA, ACONTECE! (E faz acontecer!!!)
After all, it all turns out to be what it should be!!!
Às vezes é preciso darmos vários passos atrás, para poder seguir em frente.
Outras vezes, é preciso recuarmos kms, agarrar na bagagem que tínhamos perdido, encarar tudo sobre uma nova perspectiva, arrumá-la "sugadita" (que é como quem diz em linguagem de bebé "sossegadita") na beira do caminho, muito bem trancada, para podermos seguir em frente. Isto, apesar de sabermos que a sua carga é demasiado valiosa para ficar à mão do ladrão invejoso que por ali passe, tendo, no entanto, consciência, que, se a bagagem não ganhou rodinhas para se transformar trolley (ou seja, se não foi "actualizada"), o seu peso torna-se tão grande que deixaremos de seguir em frente com a nossa vida e ficaremos parados na poeira do caminho, ao sabor das intempéries e desnudos por completo face aos elementos da natureza.
Assim, apesar de guardar a chave desse baú num local muito especial, carregando-a ao peito, para sempre, pendurada num fio junto ao coração, admito que tenho de seguir em frente, guardando as memórias... e a chave. Esta, escondida dos olhares alheios, invisível aos pensamentos estranhos, insensível ao momento presente...
Foi assim que aconteceu com o Lacoste, ou A., verdadeira letra do seu nome. A primeira letra do alfabeto, a letra da palavra Amor, a letra da palavra que preciso para respirar... AR!
.....
Numa inconstância de sentimentos,
perdi-me por um momento no meu labirinto inocente e egoísta de sentidos.
No momento em que me perdi,
encontrei-me junto a ti.
Olhei tudo e tudo vi.
Olhei para todo o lado, mas a ti... não vi!
Nesse momento indiferente, escrevo no futuro este poema,
completamente certa que as palavras nunca chegarão a ti,
consciente do momento em que me viste e eu não te vi,
porque de mim simplesmente tinha pena!
No momento presente toca uma música de piano no coração.
Dói a alma, ela já não pequena,
Doem-me em mim os meus sentidos, mas não de ilusão.
Sinto num abraço apertado o compasso desregrado,
do meu coração,
Doem-me todos os sentidos. Doem-me os suspiros e os latidos
Novamente, do meu coração.
Dói em mim tudo o que sente e ama, mas fui eu que fiz a minha cama.
Dói-me em mim Eu mesma, nem sempre serena,
pois de mim tive pena no dia em que te conheci.
Dói-me em mim uma dor forte do dia em que me viste... e eu não te vi!
No entanto, A., a vida é feita de momentos e, quem sabe?, o momento em que me viste e eu não te vi, fosse comum só a mim, que julgo agora pensar que sempre te vi, mas na verdade não foi aí que te conheci.
Talvez tenha sido meu aquele pedaço de ilusão a que me permiti por segundos pensando que me vias e eu não te vi.
Agora não adianta. O tempo passa, as oportunidades passam. Neste momento, fizeram-me voltar atrás kms para te encontrar, como me encontraste, à beira do caminho, ao pó e à chuva. Foi preciso obrigarem-me a voltar, para com a chuva, conseguir ver finalmente o sol e ver-me como tu me viste, sentindo o que (talvez!) tu sentiste!
E também neste exacto momento, após te ter dito adeus em Agosto, despeço-me, desta vez deixando para trás o baú, independentemente do que poderei trazer comigo, de ti, além da chave. Esse ponto especial do que me mostraste, ensinaste, dos momentos partilhados, guardo comigo... a chave!... presa no meu fio com a cruz (FÉ) e o coração de gelo (Amor) junto do coração (por vezes tão fraco e cansado, mas sempre com imensa força para lutar e nunca desistir de acreditar!!!).
Não me sinto assim triste. Não me lamento. Obrigada pelo prazer de te conhecer. Obrigada, do fundo do coração. Isso ninguém me tira. O que eu sinto... (Curioso usar o presente distraída quando pensei estar a escrever no passado. Foi um erro de escrita, de sorte bendita. Vou corrigir!). O que senti e a forma como o que senti me fez sentir (que redundâncias, Deus meu!)... a forma como o amor me fez sentir, fez-me perceber que por mais efémeras e lucrativas que possam ser algumas situações, o que vale a pena nesta vida é amar.
O Gravatinha? Olha, não me perguntes! Se me conheces sabes a resposta. Não vivo de aparências, meu querido! E, olha, gravatas... HÁ MUITAS! E, se me atraem gravatas, o certo é que na hora de tirar as máscaras e os trajes, não são as gravatas que ficam ou que importam, portanto...!
Gravatas para quê?! Eu e uma gravata não saberíamos nunca desfrutar de um momento em silêncio, olhando o mar e sentindo a suave brisa embater-nos na face, inspirando doce e profundamente o forte cheiro a maresia que me faz sonhar e me transporta, tantas vezes (mesmo longe do mar) para junto de ti!
Eu e a gravata nunca seremos (simplesmente porque nunca fomos) duas faces de uma mesma moeda. Mas, espera aí? As gravatas têm cara? Hummm, não me parece.
By the way. Doctor Tie strikes again! "Eles andem mesmo aí!" e o Gravatinha volta atacar. Acho que para tentar crescer no seu ego umbilical e tentar provocar que pode, quer e manda em mim! Lamento, Doctor Gravata! Não poderias estar mais longe da realidade.
Na verdade, ainda ontem caminhava calmamente pelo jardim e dei por mim a perceber que o que me atraiu tanto nele foi o que ele tanto (tentou!) copiou de ti! Todavia, tirei-lhe as máscaras, pouco ficou. Tirei-lhe a gravata e nada ficou, pois, ninguém consegue fingir tudo o tempo todo.
Queres saber mais? Desculpa. Desculpa mesmo, mas para me permitir ser eu como quero e ser feliz, tive de deixar de mim, essa parte de ti, para trás no caminho. Mas não fiques triste. Não estás sozinho. Nem nunca estarás. Guardo-te aqui, num cantinho, bem juntinho do meu coração. Para Sempre. Como mereces. Como mereces, MESMO! :))
«Ponto de Luz, Sara Tavares»
"Algum tempo depois da minha jornada para me encontrar... E após me ter encontrado... Parei para descansar. Tinha a certeza que esta vida nunca seria em vão. Nunca pode ser em vão quando se amou de verdade. Mesmo que não tenha sido a dois. Na verdade, nunca foi tempo perdido, nem dinheiro atirado fora (se considerares, como consideras!), que tempo é dinheiro.
Nunca foi em vão comer bife de sola naquele jantar em que nos conhecemos, com arroz espapaçado, só para falarmos os dois.
Nunca foi tempo perdido, ver-te cavalgar as ondas, como se um anjo com asas pela suavidade com que fazias tais acrobacias.
Nunca foi tempo perdido as mensagens partilhadas sobre sonhos, quando pensaste depois que eu nunca me iria lembrar delas...
Nunca teria sido tempo perdido os jantares que partilhámos, as piadas que contámos, os argumentos que usámos nas nossas teorias estranhas (estranhas para os outros!) sobre tudo e qualquer coisa. Obviamente que não poderia dizer que concordava contigo! Iria parecer demasiado suspeito, até mais porque eu desconfiava que lias a legenda dos meus pensamentos por vezes e os libertasses antes que eu os conseguisse verbalizar... :))
Nunca foram minutos perdidos, todos os que me ligavas, aos domingos, entre as 14 e as 15:30 com uma certeza britânica... mas foram minutos perdidos aqueles em que não tive a coragem de fazer o mesmo, por receio que estivesses ocupado... Curiosamente a mente e os dedos traíram-me quase vezes sem conta, quando me enganava e te mandava mensagens por engano, incluindo uma sobre o gravatinha...! caraças para mim!
......
É estranho, curioso... sei lá, é tantas coisas! É estranha a forma como um sorriso acende em nós uma luz, estranha, que nos acende a alma, que nos aquece por dentro, como mil sóis, que nos conforta com a suavidade de mil abraços, que nos eleva aos céus com a doçura de um beijo dado na testa na frescura de um abraço amigo. Não, não trocámos abraços, nem beijos na testa... tudo isso é conversa! Mas é interessante a forma como isso em mim desperta emoções.
Curiosa a forma como um simples sorriso que nos é oferecido sem consciência, nos pode fazer sentir uma pessoa mais leve e, simultaneamente, uma das melhores pessoas do mundo, capaz de dar sem limites, crescendo em mim uma vontade enorme de ajudar toda a gente, de dar o máximo e o melhor de mim... para que aquele sorriso se repita muitas vezes, muitos anos, para sempre!, todas as vezes que trocarmos um olhar!!!
Por tudo isso, parto. Hoje tenho mesmo de partir. Não posso adiar mais a minha partida. Mas também não posso negar a tua existência na minha vida. NUNCA. Por isso, guardo os meus bons momentos. Meus pois decerto foram mesmo só da minha parte sentidos (isto às vezes é tão complicado).
Não me procures, não me prometas, não me puxes, não me agarres, não me abraces, não me beijes. Não me perguntes. Não questiones o que sinto por ti!
Não me faças tremer as pernas agora que vou prosseguir viagem sem ti, o meu baú - arca cheia de tesouros valiosos que me ensinaram a ser uma pessoa plena, melhor, mais doce, mais amiga, mais brilhante, eu mesma, não a personagem Iva atrás da qual me escondo por necessidade de me ocultar (podendo ou não chamar-me mesmo Iva. É um melhor disfarce...! A verdade!!!).
Não me puxes, porque eu não quero voltar.
Não me perguntes, porque eu não quero responder.
Não me sintas, porque eu não te quero sentir.
Não me perguntes porquê. Porque eu não quero dizer que tenho medo. Muito medo! Muito! Muito!
Não me dês esperanças, porque eu não quero acreditar nelas. Não me peças, porque tenho medo.
Não me mexas, estou confortável!
Não me toques, não quero sentir. Não quero sentir-te!
Afasta as mãos do sítio especial onde aprendeste a tocar-me, arrepiando-me, sem ninguém perceber. Disfarças bem, mas eu não!
Não me olhes, não quero ver-te.
Se te vir, sinto-te e eu não quero sentir-te!
Não me puxes para fora do casulo, tenho frio.
Não me abraces, tenho medo.
Não me prometas, não digas palavras! Com palavras não sobrevivo, preciso de actos.
Não actues, tenho medo de te olhar de novo.
Tenho medo de te acreditar!
Se te acreditar, solto a chave e nesse baú verás o que sinto.
Portanto, não me peças...Não me perguntes... tenho medo.
Medricas. Sempre fui.
Deixa-me só ser. Por isso não faças barulho, não sussurres! Não me puxes o queixo para cima, não te quero olhar, tenho medo de te olhar. (Se te olho, como te nego?) Por isso não me perguntes e deixa-me ir...
Promete-me apenas que nunca te esqueces das minhas palavras "Nunca é tarde demais para lutarmos pelos nossos sonhos. Temos uma eternidade à frente, mas uma só vida para viver de cada vez".
Doce, suave, embalado pelo vento, guardei num baú (aquele de que trouxe a chave!), o meu sentimento e agora vou...
:))))
Não é triste não ser correspondido quando se ama. Triste é não saber despir o outro das aparências deste mundo para amá-lo de verdade, pois, triste é não saber amar assim! A isso chamo futilidade e ser simplório!"
Não me perguntes. Vou negar.
Não repitas a pergunta. Vou continuar a negar.
Não me digas que minto. Não quero chorar.
Não me digas que minto ao negar. Tenho medo.
Medo de amar.
Medo de te amar.
Por isso hoje abri um pedacinho do castelo do meu coração e escrevi-te. Pela última vez.
Deixando o caso Gravata arrumado (pela parte má, claro!), mas despedindo-me também de ti, a parte doce (ainda que me tenhas dado uma palmada há uns meses, que não esqueci!!! ATREVIDO! AHAH).
Hoje abri o meu coração para ti. Voltei kms atrás. Tranquei o baú. Guardei a chave. E parti. Não, meu querido. Não parti. Parto agora.
Obrigada por existires, por sempre acreditares em mim. Obrigada pelo sorriso, por todos os sorrisos!
"Obrigada por seres um ponto de luz, que me guia e seduz", aproveitando parte da canção, assim me despeço, okis?
bjoka (como tu dizes)
"Agora a tua vida é o instante em que vives.
Nada mais, nada mais,mas não te lamentes. Sê inteiro na dignidade de
ti." Vergílio Ferreira, "Para Sempre"
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"
Ricardo Reis
(Com os olhos brilhantes de lágrimas que me tornam os olhos repolhudos, mas que acabam por não cair, e o coração cheio de amor, ternura, serenidade e muita paz, preparo-me para a última palavra. Sorrio, feliz. Pelo bom que sempre foste na minha vida, mesmo quando tudo o resto era negro.)
Muitas vezes nos vossos e-mails me questionam sobre o que é o amor, o que não é e o que devemos fazer ou não para deixar para trás alguém que muito nos magoou, quando é tão difícil. Bem, a resposta a isso é, afinal, bem fácil: alguém que nos ama, não nos magoa.
Pode divergir nas opiniões, mas se põe o dedo para fazer menos bem, logo encontra a forma de corrigir o que fez, sem que andemos a lamentarmo-nos pelos cantos, a perder o sorriso ou a rezar aos anjinhos para que nos tirem dessa agonia.
A canção da Mariah Carey (versão, aliás - I wanna know what love is), diz que quer saber o que é o amor e que a pessoa certa lhe saberá mostrar. De facto, o amor verdadeiro é mesmo assim. Não precisa de definições, não precisa de palavras, não precisa propriamente de corpos quando as almas se tocam e se explicam a si mesmas. Óbvio que às vezes basta o toque de dois corpos para perceber que há algo ali que é muito mais profundo que um simples (será simples?) déjà-vu. O que é então o amor?
É um toque das almas! É o encaixar final das peças quando o resto estava montado e parecia tão vazio de sentido.
É ter batido a muitas portas e as cabeçadas nos muros terem sido muitas... é ter pensado encontrar muitas pessoas certas, mas nenhuma ter sido a certa para nós.... e depois de tanto sofrimento encontrar aquela que nos faz sorrir, não pela anedota que conta, mas sim pelo calor da sua presença, pela magia do seu olhar, pela forma como nos olha o tempo todo, ignorando o que se passa em redor, não precisando de cativar a atenção de quem está em redor pois é a nossa que lhes basta e que enche o seu coração de amor e a torna ainda mais bela aos olhos de todos.
Quando são dois a amar (recordo-vos aqui o meu recente poema "amamos os outros ou amamos o amor?"), dá-se um tudo nada ao lusco-fusco, como se fosse madrugada... Passa-se uma tarde a conversar à beira-mar, assiste-se ao pôr-do-sol de olhos fechados e caminha-se pela praia de mãos dadas, sem serem necessárias muitas palavras, pois os olhares e os sorrisos dizem tudo.
Ignoram-se os bens materiais, as invejas, o ódio, as diferenças, a ganância, a ambição desmedida, a sedução de terceiros, o fazer sofrer quem não merece e ficam dois seres simples, que só querem ser felizes, amando.
Não é ilusão, não é sonho, não é impossível de alcançar. É verdadeiro e real. Mas... há que ter em atenção se um dos dois não ama o que o outro sente por si em vez de o amar de facto!
Assim, meus queridos, quando no meio do turbilhão da tempestade (e quando pensámos em deixar-nos levar pela situação por ser mais fácil que lutar por sair e poder embarcar em novo turbilhão), é preciso recordarmo-nos sempre que há coisas e, mais ainda, PESSOAS, pelas quais vale a pena lutar, com toda a alma, de coração aberta, pois são um tesouro raro e inestimável... que também retribui o nosso amor...
Desta forma, quando no meio da tempestade, recordem-se sempre: "por que hei-de eu sofrer tanto assim com pena de mim, pensando dar um fim à minha vida, quando estou rodeado de coisas lindas e seres ainda mais belos?". Imaginem saírem de carro, à noite, de uma cidade linda, acastelada, plena de luzinhas, cujo brilho intenso se reflecte no rio e nas suas margens semi-desertas...
Olhem pelo retrovisor, gravem na memória dos sentidos a suave música que vos anuncia que amanhã será um novo dia (You - Jennifer Love Hewitt), pensem que haverá alguém que será o vosso "stand by me", respirem fundo e pensem: vale a pena terminar tudo quando ainda tenho tanto para viver, tanto para amar? Quando ainda tenho a pessoa da minha vida aqui à espera...?
Não vale a pena desistir. Porque depois da tempestade, vem a bonança. Depois do estalo, vem o abraço. Depois da mágoa, vem para nós o presente e para quem nos magoou o pedaço de carvão (como no Natal aos meninos que se portaram mal o ano inteiro). É preciso é nunca desistir da procura. É preciso é nunca desistir. O Amor está aí... talvez ao virar da esquina. À espera. É preciso é saber amar. É preciso é nunca desistir. Desistir de amar.
Pensem nisto e tratem de ser MUITO, MUITO, MUITO FELIZES!!!
Uma grande beijoca, um abraço apertadinho e até breve. :DDD
Iva*
P.S. E já agora, por que não esta? «Canção do engate, António Variações»
As distâncias, tão vastas e por vezes obscuras, são facilmente vencíveis não pelo caminho que percorremos, mas sim pelo que sentimos e pelo que fazemos em relação a esse Amor.
Um abraço apertadinho, um soprar, leve tocar, quente de dois lábios que se reconhecem, apresentam, dançam em conjunto… um fluir de sentimentos flutuantes que se entrelaçam num estreito encostar de dois corpos que se encontram… finalmente!
E depois toca o despertador, escondem-se os sonhos e toca a levantar a cabeça da almofada. Mais um dia TRANSPARENTE!
A caminhada para o trabalho, após a condução matinal de muitos quilómetros, com o rádio sempre a tocar uma música qualquer que nos transporta novamente para o Vale dos Lençóis, onde, sempre que a noite espreita e os meus cabelos tocam a suave fronha da almofada, tudo é possível. Porque eu deixo. Porque nesse momento eu deixo que tudo seja possível.
Nesse exacto e único momento, como poucos raros momentos, eu deixo-me conduzir pelas suaves e doces manifestações do amor e permito-me amar. Autorizo-me a ser amada.
Depois o carro pára. Cheguei ao meu destino. A cabeça levanta-se metaforicamente da almofada. O sonho acabou. Agora há que ser real. Apenas mais um ser real, como tantos outros, envolto no nevoeiro misterioso e atractivo da solidão.
Como tantas outras pessoas, caminho vagamente pelas ruas de pedra centenar, por onde, antes de mim, tantas pegadas foram deixadas, triste ou felizmente, embaladas pela suave canção do tempo, que passa corrido e nunca perdoa distracções, muito menos faz pausas para repetições.
Caminho, receando ser notada, ansiando por um dia ser notada!, e, nesse mesmo, certo, exacto e único momento, deixar apenas e finalmente de ser transparente e passar a ser de todas as cores aos olhos de quem me consiga ver como eu sou. Sem arranjos, sem pedestal, sem truques de memória. Apenas eu! MULHER!
Saberás se amas verdadeiramente quando sentires que és capaz de fazer tanto pela outra pessoa como por ti mesmo.
Amar é partilhar, é aceitar o outro como ele é, com as partes boas e más.
Amar é construir uma casa não tijolo a tijolo, mas grão a grão para só depois de moldado formar um tijolo. E durante essa construção há dias bons e maus, tal como connosco mesmos em que um dia nos olhamos ao espelho e nos achamos as criaturas mais cativantes no mundo e no dia ou momento seguinte sentimos que não somos tudo o que gostaríamos de ser.
O amor não se cria do nada. Nasce quando há semente e essa semente tem de ser regada, tratada, acarinhada para florescer e originar, quem sabe, uma sequóia, uma das mais resistentes e duradouras árvores do mundo. Mas uma árvore assim não cresce num dia. Está sujeita aos elementos e se for apressada pode ser vergada pelo vento, arrancada por um raio ou apodrecer e/ou secar por excesso de água ou falta dela.
Todos nós temos receios.
Às vezes e estupidamente os mesmos receios (que a pessoa que amamos).
No fundo queremos mais que uma cara bonita… queremos ser amados, acarinhados e queremos sentir por vezes apenas a suave ternura de um abraço sem palavras. E isso é todo o nosso mundo e torna todo o nosso mundo um mundo diferente, um mundo melhor.
Mas, como todas as plantas, a flor amor deve ser construída a dois. Haverá dias em que um é mais forte, dias em que será o outro, dias em que ambas as pessoas implicam uma com a outra simplesmente porque a confiança é tanta que sabemos que o podemos fazer. E há dias em que ambos seremos fracos… é nesses dias que temos de dar as mãos e certificar-nos que nem um voa com o vento, nem outro cai e fica sem forças para se levantar. E nessas alturas é capaz de doer qualquer coisa cá dentro… que desaparece com a magia que um protector abraço cheio de amor consegue dar. Porque amar é dar! É sentir que nos damos ao outro sendo nós também. É aceitar opiniões mesmo que discordemos delas porque não há dois seres iguais no universo. Há, sim, duas almas que se completam, dois corações que se tocam, dois olhares que se cruzam, duas bocas a falar a mesma língua e dois corpos que se amam…
Amamos alguém quando ansiamos por um sinal da pessoa - uma mensagem, um telefonema... e rejubilamos com a sua intenção em nos ver e quando vemos essa pessoa, deliramos pois sentimos em nós um forte desejo de a tocar, de a abraçar, de a ter para nós um pouquinho, sem ter de a partilhar com o resto do mundo.
Contudo, convém não esquecer que as pessoas não são objectos, não são propriedade de ninguém. O amor de uma pessoa não se ganha, não se compra, não se exige, CONQUISTA-SE E MERECE-SE! E é assim que deve ser. No entanto, antes de amar alguém, temos de nos aceitar a nós próprios e amarmo-nos por completo. Só então estaremos aptos para AMAR.