Iva's place

Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.

Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!

Bem-vindos!

Iva*

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A dança mais sexy do universo...


... TANGO ARGENTINO, claro! Só podia!


E um dia ainda vou aprender a dançar como deve ser... com rosa vermelha nos dentes e tudo.!
Ah, pois! Está decidido e a encomenda feita! ahah! Hoje tomam-se decisões!


Iva*

Devia ser tudo tão simples...


... quanto dizer "Love me or leave me". É isso mesmo "opá, ou me amas ou me largas!". Melhor ainda: "Ou me amas ou me desamparas a loja"!. ahahaha

Aposto que há por aí muita gente a concordar comigo.

E depois é por ser assim directa que dizem que tenho um feitiozinho de...! Mas não suporto cá joguinhos ou casa-descasa que nunca mais! Ou bem que é, ou bem que não é. FULL STOP!

Iva*

Às vezes o passado insiste...



E no meio de tanto documento damos com um, que já nem recordávamos e nem entendemos bem porque vem agora parar-nos à frente, como se fosse uma qualquer espécie de tortura chinesa...


 
- é de menina séria

- amiga



- es uma mulher fantastica! não sei pq não tens ninguem!

- acho que me vou candidatar! 

- espero que não fujas!


E depois, pronto, achamos melhor ir dar uma voltinha lá fora, só porque até mesmo um documento aberto por engano e estando ao acaso numa pasta em que não devia, nos obriga a pensar quando, de facto,não queremos! :(


Iva*


Move on!


Às vezes é difícil seguir em frente e chamar ao passado água que já correu debaixo da ponte, é difícil tomar decisões, é difícil seguir sozinho quando o que queríamos mais que tudo é estarmos acompanhados. No entanto, nada acontece na nossa vida por acaso e mesmo as pessoas que passaram e nos magoaram têm algo para nos ensinar.

A dificuldade? Bem, não creio que possamos apontar uma só! Por um lado há que aprender a perdoar e seguir em frente. Por outro, difícil é reaprender a amar e confiarmos o suficiente para nos darmos de novo...

Mas nada é fácil e também, se assim o fosse, não seria a mesma coisa, certo?
Há, sobretudo que aprender a nunca nos perdermos, nunca perdermos os nossos sonhos, valores e ideais, pois, no amanhecer de um novo dia, por pouco que tenhamos dormido sobre os assuntos do passado, significativo será abrir a janela de par em par, inspirar a fresca brisa matinal e, encontrados com nós mesmos que estamos, pensar "mais um dia, mais uma vitória", colocar o sorriso nos lábios e seguir em frente. De braços abertos para as coisas boas da vida que, COM TODA A CERTEZA, nos esperam, procurando apenas uma fresta de porta ou janela entreaberta para se fazerem notar.

Uma grande beijoka,
Iva*

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A Paixão das Almas - um livro diferente


"Traço os meus contornos numa fotografia. Desde o topo da cabeça, caracóis loiros caem em cascata e espalham-se com as pontas em franja. Os membros irradiam do meu corpo. As pontas dos dedos da minha mão direita tocam o horizonte. A minha mão esquerda agarra ar puro. Sigo pela periferia onde os contornos se formam, da cabeça para os pés, de um lado para o outro.

O meu corpo não é aquele em que nasci. Em todos os momentos em que respirou, cada célula percorreu todas as fases do ciclo: crescimento, reparação, desintegração. Mas eu ainda permaneço.

Nada de mim me pertence, apenas a memória.
(...)
Seguro na fotografia com uma força tal e durante tanto tempo, que cada espaço vazio em mim é preenchido por uma dor total."
Pp. 11-12

""A voz dele vem até mim, murmurando o meu nome, num suspiro, Razi. Eu sei: é a imaginação, a recordação. A minha cabeça sobre o seu peito, o ruído do sangue e do ar e das palavras, conversas do coração onde os corações se juntam.

Com a forma da minha mão direita, desenho os contornos do vapor.- Quão complexa era a mistura de sensação e substância que me compunha. Segui os contornos uma e duas vezes, terminando junto à curva do meu rosto. Onde está ele em mim?

Os meus lábios seguem o mapa da sua pele. Fina como o desejo, a minha carne recorda o território; desfiladeiros e montes, picos e vales, nenhuma parte dele ignorada ou deixada por explorar. O alívio dele em simultâneo com o meu, cedendo onde queria, mantendo-se firme onde não podia, a resistência sob a superfície, o sangue como magma, a respiração em chamas. Quais as latitudes invisíveis que me ligam a ele, que alinham as nossas essências, que entretecem os nossos ritmos primevos, celestiais. Abro a minha boca para pronunciar o seu nome, Andrew, e o mapa enrola-se sobre si próprio. Ele está aqui, onde sempre esteve." p. 374

Em "A Paixão das Almas" por Ronlyn Domingue, Editora Difel

Um outro conselho para se libertarem do amor que vos faz sofrer...


Se querem de facto seguir em frente ou deixar de sofrer assim, cortem todos os contactos com essa pessoa: número de telefone, email, MSN, facebook, hi5, blog... etc, etc.

Garanto-vos que, se ela vos quiser contactar, vai arranjar, com toda a certeza forma de o fazer. 

No entanto, se cortarem, isso evita que andem a sofrer ou a tirar uma quantidade disparatada de elações cada vez que a pessoa comentar algo ou colocar uma frase num sítio onde vocês possam ver.

Não se vitimizem ou façam por sofrer mais! Experimentem apagar e logo verão que um grande peso vos sai de cima. A partir daí é começarem a valorizar-se mais e tentar sempre seguir em frente!

Iva*

It makes me sick!



- Ai, és tão lindo! És tão doce! Amo-te tantooooo!!!! Quero viver contigo!
-Estás a falar a sério? Prometes que não me magoas?
-Eu seria incapaz de te magoar! Nunca senti isto por ninguém! Dás mais brilho à minha vida!!! Quero estar contigo 24 horas, o mais depressa possível!!!
-Pois, isso é um pouco difícil, não ganho muito...
- Ai, não faz mal, o nosso amor é capaz de tudo! Ultrapassa tudo!
- És mesmo especial! Sempre pensei que só te interessasses por dinheiro!
- Oh, não me ofendas! Isso é apenas uma máscara, nada mais. Além do mais, não me interessa! - sorriso muito brilhante - mas sempre tens algum...
- Ainda bem, meu amor! Eu neste momento não tenho nada, mas sei que se trabalhar muito conseguirei dar-te alguma coisa...
- Mas ... então a tua situação não era boa?
- Não. Na verdade, estou com algumas dívidas, mas sei que conseguirei ultrapassar isso tudo e, contigo a meu lado, serei capaz de tudo!
- Pois... bem... se calhar tens razão... é tudo um pouco precipitado... devíamos dar um tempo e ver melhor..
- Mas duvidas que eu te ame?
- Não é isso, mas... a vida está difícil e se calhar não é a melhor altura...
- Mas...
- Bem, agora tenho de ir... depois falamos... eu logo te ligo...

E pronto! Estas situações merdosas põem-me um nojo do caraças! Aquela cabra insensível andou tempos e tempos a enrolá-lo, achava que ele tinha dinheiro, mal viu que não era assim... "Olha, amigo vai à merdinha que eu quero outro tipo de vida." Se o ama? "Oh, fofo, não tens dinheiro? Então, afinal não!"

E depois resmunguem comigo por ter mau feitio! DASS! Há dias assim em que me passo da marmeca e depois largo dois ou três palavrões daqueles polissilábicos, escandalizando todo o mundo! E se é normal isto em mim? Não! Normal não é, mas situações merdosas destas também não deveriam ser.

Tenho dito caraças! Vá para a Curta que a Pariu, filha dum...! E meta o dinheiro no olhinho do....! O interesse era só dinheiro e, à conta disso, partiu-lhe o coraçãozito todo e ele agora que se desenmerde! Dass, que cabras, caraças!


Que nojo que estas situações me metem!!!


Iva*

Seremos todos capazes de amar?


Serão todos os seres humanos dotados da capacidade de amar? Ou... será que essa capacidade pertencerá apenas a alguns?

Amarmos do mesmo jeito, já sabemos que não é assim...mas, além de muitos só amarem o amor que outros têm por eles, será que a grande maioria  ama apenas que tudo e todos os amem, ou, em sentido contrário, não se importam com dedos apontados, virando as costas ao ridículo do povo que aponta sem saber, e dedicam-se apenas a amar "aquela" pessoa?!

De novo as questões:
1 - Amamos os outros ou amamos o amor dos outros por nós? 
2 - Amar ou ser amado? 
3 - Magoar ou ser magoado? 
4 - Caçar ou ser caçado?
5 - Seremos todos capazes de amar???

Iva*, acordada pela madrugada...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma (outra) história de amor...


Durante muitos anos namoraram. Família rígida, a dela, mas isso não impediu o seu amor.
Acabaram por casar, fizeram-se planos e conseguiram cumpri-los. Sempre os dois vivendo ao toque da batida de um só coração, pois era assim mesmo que eram: dois em um, um em dois - duas almas envoltas num só grande amor. 

Riam, brincavam, trabalhavam, decidiam, agiam. Sendo cada um, sempre, o melhor amigo e companheiro do outro. Não havia felicidade que igualasse. 

Também tinham os seus desentendimentos, claro, como todos os casais, mas isso fazia parte da aprendizagem e não diminuía o seu amor. Pelo contrário, aumentava-o.

Um dia ela não se sente bem. Vai ao médico. Sem avisar, diagnosticam-lhe uma doença incurável. É rapidamente internada e os meses passam num ápice. Ele não quer acreditar. Não consegue mentir a ninguém e o tempo congelou-lhe o coração, incrédulo, por sentir o outro bater agora de forma diferente do seu, mais fraquinho. Cada vez mais fraquinho.

Ela desapareceu do seu mundo e o seu mundo ruiu. Sentiu-se não alguém perdido, mas a metade de outro que já não existe no nosso mundo, o visível. Não compreende, não aceita, sente-se partido ao meio e falta-lhe a outra metade, a que necessita para viver.

Entretanto, os anos passam. Muitos. Sem pedir perdão. Ele isolou-se do mundo, mas, pouco a pouco reintegra-se. É difícil. É complicado, mas começa a aprender a sorrir de novo, a olhar para as crianças de forma diferente, a olhar para os outros casais de forma diferente. 

Sorri de novo, ainda que apenas metade.
Olho-o e sorrio ao ver a aliança. Não é estar preso ao passado. É continuar a amar mesmo depois desta vida. É ter encontrado a sua alma gémea e não ter tido tempo suficiente nesta vida para poder amar de novo, com corpo e com alma.

Tenham passado dois dias, tenham passado duas décadas, sei que usará aliança para toda a vida, mostrando a todos o amor que os une. 

Sim, falo no presente! É que, aqui entre nós... (schiuuu), quando se encontra a nossa alma gémea, ela nunca nos foge, permanece junto de nós até arranjarmos a coragem para sermos felizes de novo, até se poderem unir de novo para voltarem a ser felizes... Não há abandono. Permanece-se! :)

E, há coisas assim... nas quais só acreditamos, vendo! ;)

Bjoka,

Iva*

Sonhando alto...



 «Closing Time»

Após conversas sobre pedras e diamantes, eis que os fantasmas do meu passado parecem regressar para assombrar... ahah. Pois, 10 anos volvidos, quem iria estar à espera? Não eu!

....

Passo a minha vida em revista após um fim-de-semana excelente em passeio com a família, momento a partir do qual me apercebo completamente que não vale a pena estarmos ao lado de alguém que não ama as mesmas coisas que nós, pois nunca verá as coisas da nossa forma. Isto é, não entenderá a nossa forma de observar o mundo.

As pessoas não precisam ser iguais para se amarem, mas sem amor verdadeiro, jamais compreenderão os prismas de observação dos outros. Como poderão apreciar as boas coisas da vida, como um passeio em família, a beleza de um jardim florido, o cheiro da suave brisa do mar embatendo nos nossos rostos, num suave dia ameno de Inverno...?

Resposta simples: NÃO PODEM!



No entanto, muitas vezes damos por nós a soltarmos os sentimentos, sob a forma de palavras, à semelhança, talvez, de uma Florbela Espanca que soube de facto expressar o que sentia, ainda que não fossem sentimentos positivos. Mas eram dela. E isso vale por tudo. 

Quanto ao resto, podemos sonhar pelos outros e dar-lhes o que eles gostariam de ouvir ou, por outro lado, ignorarmos tudo e todos e soltarmos o que nos vai na alma e sentirmo-nos bem connosco, sendo sempre fiéis aos nossos ideais, ajudando quem precisa. Lá diz o velho ditado "mais vale cair em graça, que ser engraçado". E ser engraçado é dar aos outros o que querem ouvir, não o que vai cá dentro. 

Portanto, é neste ponto que nos separamos - escolhendo a cara verdadeira ou a máscara perfeita, percorrendo esse intenso caminho da vida, carregando connosco as bagagens que as nossas atitudes ditarem. Aqui, há quem escolha bens materiais, status, aceitação social... outros há que escolhem outras coisas, quiçá, mais pequeninas, aparentemente frágeis e translúcidas que poderão ser, se bem lapidadas, uma luz a seguir quando o resto for trevas. Quando tudo o mais for silêncio.

Iva*

(Da minha parte, um dia direi a alguém «You picked me!» COM TODA A CERTEZA QUE HÁ NO MEU CORAÇÃO! EU SEI QUE SIM!)

«You picked me» A fine frenzy

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Medo de amar...


Sempre me disseram para não ter medo de nada.
Sempre me ensinaram que devia respeitar todas as criaturas da natureza e a própria natureza e, respeitando-as, não deveria ter medo de nada.

Na verdade, sempre me ensinaram muito sobre muitas coisas, mas ninguém me ensinou nada sobre sentimentos.

Nesse sentido, acho que sempre tive medo que me tocassem. Não exactamente o corpo, mas que o toque fosse como um corte profundo que me atingisse a alma de forma inabalável! Sempre tive medo e creio que sempre fugi. Poucos houve que me tivessem conseguido tocar de forma mais intensa, mas houve sim. Na verdade, recordo-me das pessoas de quem gostei e de quem amei, sempre com muito carinho, apesar das mágoas.

Se amei só uma vez? Bem, na verdade creio que me permiti amar duas (a terceira tem a ver com o Lacoste e é mesmo muito discutível (e na verdade não quero falar dela)... demasiado recente!).

Tive o meu grande amor platónico - 9 anos! SIM! NOVE ANOS!!! O amor adolescente, que me fez crescer e amadurecer, ainda que nunca tivesse havido sequer um toque de mãos, um beijo, um abraço... no entanto, ficou uma grande amizade, muito bonita de facto e acho que essa cumplicidade nem mesmo o tempo conseguirá apagar.



E tive outra pessoa de quem fugi, que até achava chato de início e que intrigas e inveja separaram de mim. E com ele vivi um amor a sério. Uma pessoa que aprendeu a dar-me a mão quando percebia que eu estava tensa, que me abraçava, quando estava triste, que sabia ser honesto, sincero e me dava toda a segurança que eu precisava para avançar...



Infelizmente, a distância é um problema. E isso fez com que ele acabasse por dar ouvidos a uma suposta amiga que se tornou comum (sendo inicialmente minha)... e levasse a terminar tudo, aparentemente, porque a culpa era minha. Fê-lo na véspera de o ir ver, quando eu tinha comprado um grande bolo de chocolate ( preferido dele!), escrito um postal mega-gigante, e dedicado algumas horas no computador a preparar-lhe algo especial. E terminou por mensagem...



Creio que desde então, tenho passado pela vida, translúcida, tentando não dar nas vistas, apesar de ser estranhamente muito notada (deve ser por não querer ser notada que todos reparam em mim).

Passaram alguns anos, muitos anos, dirá muita gente e com razão, mas, na verdade, apesar de ter tido dois "pequenos episódios", bem, três para contar mesmo tudo, se bem que esse foi mais platónico que sei lá... nunca deixei alguém se chegar tão perto como ele. Não só por uma questão de distância em kms... bem, talvez por isso, mas também porque duvido que alguém me consiga dar a confiança e segurança de que preciso para voltar a dar o meu coração.



Sinto-me bem mais confortável no meu cantinho, sem ter de me incomodar em ter medo, em entrar em pânico por estar apaixonada e não saber o que se segue, não saber controlar essa paixão e sentir que estou dependente de outra pessoa. Claro que nada iguala a magia do amor, mas, também posso dar o melhor de mim de outra forma, ajudando outros!

Certo, não tem nada a ver, mas ninguém me pode censurar por ter medo que me toquem a alma e me roubem de novo o coração, certo?!



E aqui está! Finalmente admito! Tenho medo de amar! Aliás, creio que se trata quase de uma fobia!
Pensar naquela sensação primeiro de borboletas e depois de murro no estômago, daqueles suores frios, uma sensação quente e fresca, as pernas que tremem, a boca que só se abre para dizer coisas estúpidas... o tropeçar em tudo o que está e não está no caminho só por estar na presença dessa pessoa... entre muitas outras coisas!!! Como, por exemplo, olhar horas e horas para o telemóvel a ver se toca, esperar que uns meros caracteres cuidadosamente organizados possam dar azo a um grande sorriso e a uma sensação de ego superior da minha parte... Hummm, é muito bom, mas põe-me "um medo do caraças!"

E está dito! Agora podem apagar tudo o que leram. ahahahah. A intenção era só admitir, não recordar-me constantemente que admiti! :P

Iva*

domingo, 30 de maio de 2010

Uma grande questão... sobre o Amor!

Amar ou ser amado?



Se pudessem escolher apenas uma das partes, qual seria e porquê?

Duas histórias tristes




A primeira é ainda recente...

Um homem rebelde, que muito se divertia e parecia não se querer prender. Apaixonou-se e casou. Desse casamento, nasceu uma menina linda, qual uma princesa - loirinha, de olhos claros. No entanto, talvez o homem se sentisse preso. Ou talvez não.
A menina não tinha ainda 6 anos e a mãe, após uma festa, sentou-se e fechou os olhos. Não tinha ainda 33 anos. Fechou os olhos e morreu. O homem voltou à sua vida anterior. A menina andou um pouco perdida. O choque foi geral pela morte da sua mãe. 

Hoje diz-se que talvez a mãe tenha morrido devido à pressão sentida pela parte do marido, que não se queria preso. 

Não se sabe ao certo a verdade. Todavia, o amor não escolhe tempo ou idade. Contudo, não é para todos e nem todos o sabem aproveitar... enquanto há vida!

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A segunda história triste, tal como muitas outras histórias tristes, é centrada em cenas que vemos todos os dias, quais filme, e que apenas representam uma pequena parte da estúpida capacidade do Homem em querer ser superior... Homem, ou mulher!

Casal na fila para pagar (sim, porque eu hoje decidi ir ao Lidl, aproveitando o pedido para o Banco Alimentar para doar qualquer coisa - menos de 2 euros um pacote de arroz e 4 pacotes de bolachas - NÃO CUSTA NADA!)...
Bem, voltando ao assunto: casal na fila para pagar...mulher a "berrar" para o marido:

- Eu bem te disse se não querias mais água!

(Marido carregadíssimo com 2 embalagens num total de 24 garrafas de meio litro de água faz uma cara triste, chateada e nada responde, encorajando-a)

- Eu bem te tinha dito. Pois!!!

E eu na fila a olhar e a pensar "ao que eu me escapei! Ao que eu me ando a escapar!!!".

Subitamente lembrei-me de outra cena semelhante, no parque de estacionamento do Modelo, com um marido bruto aos berros com a rapariga que empurrava um carrinho de bebé e a criança, de poucos meses, desatou a chorar desalmadamente pelos berros do pai.

Em ambas as situações, ambos os casais teriam entre 25 e 32 anos!!!

Dá que pensar, não dá?

Daí que eu diga, o amor não é para todos, é apenas para quem quer amar de corpo e alma. É apenas para quem luta para dar à pessoa que tem ao lado, tanto ou mais do que dá a si, para, obtendo o mesmo, serem ambos MUITO FELIZES.

E não, não são tretas românticas, são apenas realidades, que poucos conseguem ver por estarem demasiado ocupados a olharem para o seu umbigo, a apenas deixarem-se amar ou a armarem-se em vítimas porque antes foram traídos, maltratados...

Reflictam, de coração, sobre o que é o amor para vocês. E depois pensem se estarão a agir bem. Não se esqueçam que a explicação mais verdadeira para não sermos felizes se encontra muitas vezes dentro de nós.


Iva*

sábado, 29 de maio de 2010

Houve um tempo em que sonhei...


... e esse tempo começou há alguns anos atrás. Nessa altura pensei em dias assim, hoje penso nas palavras que não te disse, nas que nunca serão ditas. Penso nos pontos finais que não pus, por nunca ter existido sequer uma história por contar...

Desta forma, e após me ter despedido há um ano atrás (ou quase!pouco falta!), deixo uma canção. Mais umas das que pensei, mas não atirei para aqui para o baú, talvez por ser mais recente, talvez da mesma forma em que só agora, após a despedida, me sinto mais liberta para falar da minha forma as coisas que calei durante tanto, tanto tempo.

Mas que não se julgue que a despedida não foi feita. Mas este é apenas mais um retalho, na minha imensa manta de retalhos, um daqueles que prova que o amor tem muitas formas, é infinito, incondicional, perdoa, não se esquece, mas guarda-se. Não se perde, mas muda. O meu por ti não se perdeu, mas... alterou-se!

«Há dias assim», Filipa Azevedo





 

Curiosa a forma como a rapariga está vestida de princesa...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

The true soap opera: a novela continua!!! (ou "a novela contínua"! Parece que não tem fim!)


Independentemente de alguns episódios "out of the book", a grande questão aqui sempre foi entre o Dr. G. e o Dr. L. (falando pelas alcunhas que lhes dei, óbvio). 

E se, por um lado, Doctor G., se apressou a ver o que ganhava, não olhando a quem pisava para atingir o seu status social e por todos ser invejado, por seu lado, Doctor L. afastou-se cada vez mais.

Dois anos bolbidos... Doctor G. pensa que o tempo cura tudo e torna as pessoas uni-neuroniais, portanto, tratou de se tentar aproximar, julgando andar o passado esquecido. Entonces, liga todas as semanas, muito preocupado com o trabalho.

Como não podia deixar de ser... a semana começou com Doctor G. a ligar e termina com... a confirmação de que o Doctor Tie (G.) está mesmo de volta "à base", que é como quem diz "oh, que maravilha, voltaremos a trabalhar juntos! Vou ali comer sopa de feijão verde, lanchar umas ostras e já cá volto!".

Doctor L. desapareceu totalmente do mapa, talvez para a Conchichina. E se dizem que não há para sempre, quer parecer-me que agora foi. Lucky me. Neste caso, foram-se os dedos e ficaram os anéis, mas eu sem anéis ainda me governo, agora sem dedos... Volta, Doctor L. 'tás "aperdoado"!

(É giríssimo escrever num atafulhado enigma metaforo-alegórico, não é?)

See ya!

Iva*

Leave out all the rest!!!




Leave out all the rest




(Leave me out!)

I guess I was dreaming,
When I saw you here.
Then I just let myself go
Until you disappeared.

(You only said I’m sorry)
Then I cut the connection… down!
There was nothing else to say.
I was only dreaming, ‘cause you got away…

Then something strange happened,
And there she came, asking me questions
(I should not complain…?!)

But there was this story, I wasn’t quite aware.
Why? Are you sorry? Were you even there?

It Keeps pushing me, crazy,
Asking around
Wanting to know how
It came to this past ground!

I just want to be quiet,
All by myself,
Please keep it away now
There is nothing else.

Keep saying, it, I’m out,
It Keeps pushing me down,
Just want to be here now,
Alone and I know how!

It is being crazy
‘Cause I’m miles away
In a different kind of hazy
I’ve got nothing else to say!!!

I said bye already!
To never come back!
Close my door to you now!
And I won’t regret!

So don’t it be stupid!
Don’t mess me around!
I didn’t ask Cupid
To break you two down!

So please, it, go away now!
I don’t want to be bored,
And I sure won’t allow
It, not to let me ignored!

Just want to be silent
(And forgotten!)
From this moment on
I said goodbye without being violent,
So let me go on!!!

Why did you do these things?
Why did she come after me?
Why can’t I be quiet here?
Like if I’d just disappeared?

Did I ask you to come back?
Did I ask for your love?
Did I ask you to regret?
Did I try to be above?

Did I ask you to leave her?
Did I try to interfere?
So why doesn’t she leave me,
And get out of here?

Someday I will wake up
Totally down and stressed
Will go to the police, then,
To make my protest!

Stop, it, those anonym calls
Quite late at night
Stop shaking my walls
Don’t ask for a fight…
In justice, you know how?
If it keeps messing me around,
Keep it silent now,
Then, or it’ll get the rebound!

So go away and leave out all the rest,
Leave me out of all the rest!!!



Iva Filipa, 28th May 2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Pontos de situação... do meu coração!

After all, it all turns out to be what it should be!!!



Às vezes é preciso darmos vários passos atrás, para poder seguir em frente. 

Outras vezes, é preciso recuarmos kms, agarrar na bagagem que tínhamos perdido, encarar tudo sobre uma nova perspectiva, arrumá-la "sugadita" (que é como quem diz em linguagem de bebé "sossegadita") na beira do caminho, muito bem trancada, para podermos seguir em frente. Isto, apesar de sabermos que a sua carga é demasiado valiosa para ficar à mão do ladrão invejoso que por ali passe, tendo, no entanto, consciência, que, se a bagagem não ganhou rodinhas para se transformar trolley (ou seja, se não foi "actualizada"), o seu peso torna-se tão grande que deixaremos de seguir em frente com a nossa vida e ficaremos parados na poeira do caminho, ao sabor das intempéries e desnudos por completo face aos elementos da natureza.



Assim, apesar de guardar a chave desse baú num local muito especial, carregando-a ao peito, para sempre, pendurada num fio junto ao coração, admito que tenho de seguir em frente, guardando as memórias... e a chave. Esta, escondida dos olhares alheios, invisível aos pensamentos estranhos, insensível ao momento presente...

Foi assim que aconteceu com o Lacoste, ou A., verdadeira letra do seu nome. A primeira letra do alfabeto, a letra da palavra Amor, a letra da palavra que preciso para respirar... AR!

.....

Numa inconstância de sentimentos, 
perdi-me por um momento no meu labirinto inocente e egoísta de sentidos. 

No momento em que me perdi, 
encontrei-me junto a ti. 
Olhei tudo e tudo vi. 
Olhei para todo o lado, mas a ti... não vi!

Nesse momento indiferente, escrevo no futuro este poema,
completamente certa que as palavras nunca chegarão a ti,
consciente do momento em que me viste e eu não te vi,
porque de mim simplesmente tinha pena!

No momento presente toca uma música de piano no coração.
Dói a alma, ela já não pequena,
Doem-me em mim os meus sentidos, mas não de ilusão.
Sinto num abraço apertado o compasso desregrado,
do meu coração,
Doem-me todos os sentidos. 
Doem-me os suspiros e os latidos
Novamente, do meu coração.

Dói em mim tudo o que sente e ama, mas fui eu que fiz a minha cama.
Dói-me em mim Eu mesma, nem sempre serena,
pois de mim tive pena no dia em que te conheci.
Dói-me em mim uma dor forte do dia em que me viste... e eu não te vi!

No entanto, A., a vida é feita de momentos e, quem sabe?, o momento em que me viste e eu não te vi, fosse comum só a mim, que julgo agora pensar que sempre te vi, mas na verdade não foi aí que te conheci. 


COSE DELLA VITA (clicar para colocar música e continuar a ler depois)


Talvez tenha sido meu aquele pedaço de ilusão a que me permiti por segundos pensando que me vias e eu não te vi.

Agora não adianta. O tempo passa, as oportunidades passam. Neste momento, fizeram-me voltar atrás kms para te encontrar, como me encontraste, à beira do caminho, ao pó e à chuva. Foi preciso obrigarem-me a voltar, para com a chuva, conseguir ver finalmente o sol e ver-me como tu me viste, sentindo o que (talvez!) tu sentiste!

E também neste exacto momento, após te ter dito adeus em Agosto, despeço-me, desta vez deixando para trás o baú, independentemente do que poderei trazer comigo, de ti, além da chave. Esse ponto especial do que me mostraste, ensinaste, dos momentos partilhados, guardo comigo... a chave!... presa no meu fio com a cruz (FÉ) e o coração de gelo (Amor) junto do coração (por vezes tão fraco e cansado, mas sempre com imensa força para lutar e nunca desistir de acreditar!!!).

Não me sinto assim triste. Não me lamento. Obrigada pelo prazer de te conhecer. Obrigada, do fundo do coração. Isso ninguém me tira. O que eu sinto... (Curioso usar o presente distraída quando pensei estar a escrever no passado. Foi um erro de escrita, de sorte bendita. Vou corrigir!). O que senti e a forma como o que senti me fez sentir (que redundâncias, Deus meu!)... a forma como o amor me fez sentir, fez-me perceber que por mais efémeras e lucrativas que possam ser algumas situações, o que vale a pena nesta vida é amar.

O Gravatinha? Olha, não me perguntes! Se me conheces sabes a resposta. Não vivo de aparências, meu querido! E, olha, gravatas... HÁ MUITAS! E, se me atraem gravatas, o certo é que na hora de tirar as máscaras e os trajes, não são as gravatas que ficam ou que importam, portanto...! 

Gravatas para quê?! Eu e uma gravata não saberíamos nunca desfrutar de um momento em silêncio, olhando o mar e sentindo a suave brisa embater-nos na face, inspirando doce e profundamente o forte cheiro a maresia que me faz sonhar e me transporta, tantas vezes (mesmo longe do mar) para junto de ti!

Eu e a gravata nunca seremos (simplesmente porque nunca fomos) duas faces de uma mesma moeda. Mas, espera aí? As gravatas têm cara? Hummm, não me parece.

By the way. Doctor Tie strikes again! "Eles andem mesmo aí!" e o Gravatinha volta  atacar. Acho que para tentar crescer no seu ego umbilical e tentar provocar que pode, quer e manda em mim! Lamento, Doctor Gravata! Não poderias estar mais longe da realidade.

Na verdade, ainda ontem caminhava calmamente pelo jardim e dei por mim a perceber que o que me atraiu tanto nele foi o que ele tanto (tentou!) copiou de ti! Todavia, tirei-lhe as máscaras, pouco ficou. Tirei-lhe a gravata e nada ficou, pois, ninguém consegue fingir tudo o tempo todo.

Queres saber mais? Desculpa. Desculpa mesmo, mas para me permitir ser eu como quero e ser feliz, tive de deixar de mim, essa parte de ti, para trás no caminho. Mas não fiques triste. Não estás sozinho. Nem nunca estarás. Guardo-te aqui, num cantinho, bem juntinho do meu coração. Para Sempre. Como mereces. Como mereces, MESMO! :))

«Ponto de Luz, Sara Tavares»


"Algum tempo depois da minha jornada para me encontrar... E após me ter encontrado... Parei para descansar. Tinha a certeza que esta vida nunca seria em vão. Nunca pode ser em vão quando se amou de verdade. Mesmo que não tenha sido a dois. Na verdade, nunca foi tempo perdido, nem dinheiro atirado fora (se considerares, como consideras!), que tempo é dinheiro. 

Nunca foi em vão comer bife de sola naquele jantar em que nos conhecemos, com arroz espapaçado, só para falarmos os dois. 

Nunca foi tempo perdido, ver-te cavalgar as ondas, como se um anjo com asas pela suavidade com que fazias tais acrobacias.

Nunca foi tempo perdido as mensagens partilhadas sobre sonhos, quando pensaste depois que eu nunca me iria lembrar delas...

Nunca teria sido tempo perdido os jantares que partilhámos, as piadas que contámos, os argumentos que usámos nas nossas teorias estranhas (estranhas para os outros!) sobre tudo e qualquer coisa. Obviamente que não poderia dizer que concordava contigo! Iria parecer demasiado suspeito, até mais porque eu desconfiava que lias a legenda dos meus pensamentos por vezes e os libertasses antes que eu os conseguisse verbalizar... :))

Nunca foram minutos perdidos, todos os que me ligavas, aos domingos, entre as 14 e as 15:30 com uma certeza britânica... mas foram minutos perdidos aqueles em que não tive a coragem de fazer o mesmo, por receio que estivesses ocupado... Curiosamente a mente e os dedos traíram-me quase vezes sem conta, quando me enganava e te mandava mensagens por engano, incluindo uma sobre o gravatinha...! caraças para mim!

......

É estranho, curioso... sei lá, é tantas coisas! É estranha a forma como um sorriso acende em nós uma luz, estranha, que nos acende a alma, que nos aquece por dentro, como mil sóis, que nos conforta com a suavidade de mil abraços, que nos eleva aos céus com a doçura de um beijo dado na testa na frescura de um abraço amigo. Não, não trocámos abraços, nem beijos na testa... tudo isso é conversa! Mas é interessante a forma como isso em mim desperta emoções. 

Curiosa a forma como um simples sorriso que nos é oferecido sem consciência, nos pode fazer sentir uma pessoa mais leve e, simultaneamente, uma das melhores pessoas do mundo, capaz de dar sem limites, crescendo em mim uma vontade enorme de ajudar toda a gente, de dar o máximo e o melhor de mim... para que aquele sorriso se repita muitas vezes, muitos anos, para sempre!, todas as vezes que trocarmos um olhar!!!

Por tudo isso, parto. Hoje tenho mesmo de partir. Não posso adiar mais a minha partida. Mas também não posso negar a tua existência na minha vida. NUNCA. Por isso, guardo os meus bons momentos. Meus pois decerto foram mesmo só da minha parte sentidos (isto às vezes é tão complicado).

Não me procures, não me prometas, não me puxes, não me agarres, não me abraces, não me beijes. Não me perguntes. Não questiones o que sinto por ti! 

Não me faças tremer as pernas agora que vou prosseguir viagem sem ti, o meu baú - arca cheia de tesouros valiosos que me ensinaram a ser uma pessoa plena, melhor, mais doce, mais amiga, mais brilhante, eu mesma, não a personagem Iva atrás da qual me escondo por necessidade de me ocultar (podendo ou não chamar-me mesmo Iva. É um melhor disfarce...! A verdade!!!).

Não me puxes, porque eu não quero voltar.
Não me perguntes, porque eu não quero responder.
Não me sintas, porque eu não te quero sentir.
Não me perguntes porquê. Porque eu não quero dizer que tenho medo. Muito medo! Muito! Muito!
Não me dês esperanças, porque eu não quero acreditar nelas. Não me peças, porque tenho medo.
Não me mexas, estou confortável!
Não me toques, não quero sentir. Não quero sentir-te!

Afasta as mãos do sítio especial onde aprendeste a tocar-me, arrepiando-me, sem ninguém perceber. Disfarças bem, mas eu não!

Não me olhes, não quero ver-te.
Se te vir, sinto-te e eu não quero sentir-te!
Não me puxes para fora do casulo, tenho frio.
Não me abraces, tenho medo.
Não me prometas, não digas palavras! Com palavras não sobrevivo, preciso de actos.
Não actues, tenho medo de te olhar de novo.
Tenho medo de te acreditar!
Se te acreditar, solto a chave e nesse baú verás o que sinto.
Portanto, não me peças...Não me perguntes... tenho medo.


Medricas. Sempre fui.
Deixa-me só ser. Por isso não faças barulho, não sussurres! Não me puxes o queixo para cima, não te quero olhar, tenho medo de te olhar. (Se te olho, como te nego?) Por isso não me perguntes e deixa-me ir...

Promete-me apenas que nunca te esqueces das minhas palavras "Nunca é tarde demais para lutarmos pelos nossos sonhos. Temos uma eternidade à frente, mas uma só vida para viver de cada vez".

Doce, suave, embalado pelo vento, guardei num baú (aquele de que trouxe a chave!), o meu sentimento e agora vou...


:))))

Não é triste não ser correspondido quando se ama. Triste é não saber despir o outro das aparências deste mundo para amá-lo de verdade, pois, triste é não saber amar assim! A isso chamo futilidade e ser simplório!"


Não me perguntes. Vou negar.
Não repitas a pergunta. Vou continuar a negar.
Não me digas que minto. Não quero chorar.
Não me digas que minto ao negar. Tenho medo. 
Medo de amar.
Medo de te amar.

Por isso hoje abri um pedacinho do castelo do meu coração e escrevi-te. Pela última vez.
Deixando o caso Gravata arrumado (pela parte má, claro!), mas despedindo-me também de ti, a parte doce (ainda que me tenhas dado uma palmada há uns meses, que não esqueci!!! ATREVIDO! AHAH).

Hoje abri o meu coração para ti. Voltei kms atrás. Tranquei o baú. Guardei a chave. E parti. Não, meu querido. Não parti. Parto agora.

Obrigada por existires, por sempre acreditares em mim. Obrigada pelo sorriso, por todos os sorrisos!

"Obrigada por seres um ponto de luz, que me guia e seduz", aproveitando parte da canção, assim me despeço, okis?


bjoka (como tu dizes)


"Agora a tua vida é o instante em que vives.
Nada mais, nada mais,mas não te lamentes. Sê inteiro na dignidade de
ti." Vergílio Ferreira, "Para Sempre"

"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive"

                  Ricardo Reis


(Com os olhos brilhantes de lágrimas que me tornam os olhos repolhudos, mas que acabam por não cair, e o coração cheio de amor, ternura, serenidade e muita paz, preparo-me para a última palavra. Sorrio, feliz. Pelo bom que sempre foste na minha vida, mesmo quando tudo o resto era negro.)

Adeus!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Fechando o baú, subindo à alta torre que se enche de água...

O baú fechou-se.

A torre do castelo embala-me, enchendo-se de água. Quase um fim, mas apenas um princípio.
A torre torna-se mais nítida...

Castelo de Pembroke, País de Gales... século XI...

A noite está muito escura, a lua muito cheia e mais próxima da terra. Quase o Verão. Não tenho frio. Os meus cabelos aloirados esvoaçam ao sabor da ligeira brisa enquanto toda a torre se enche de água. Tudo me manda saltar, pois chegou o fim. Saltar nos sonhos implica mudança! Resisto a saltar, condenando-me a morrer afogada. Qualquer uma das duas fatal! Resisto-. 

Confio e resisto. Parece tudo tão real. Os cheiros, o que vejo, o que escuto. De repente, não estou sozinha. Fui fiel a mim mesma e acreditei... :) Sorrimos ambos. Acabou! :)

O sonho agitado termina e acordo, sentando-me na cama. A Felicidade não é a meta, mas o caminho. Em todos os pequenos detalhes da vida. O Pesadelo acabou!

Vencemos.
Sorrio(-te) serena.
Ganhámos!

E o sonho não era apenas um sonho... mas um sinal! OBRIIGADA!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A minha telenovela...


A curiosidade por vezes mata o gato... ou quem se deixa espreitar, mas, por que não revelar-vos como ficou afinal a minha telenovela mexicana pessoal (mais complexa que a brasileira)?

Dura desde inícios de 2006, já há uns anitos e aqui vai.

Para quem tem seguido o blogue, já sabe muito bem quem são as personagens principais: aqui a menina Iva, o Dr. Gravatinha e o Lacoste (recentemente re-alcunhado de Mini-micro palitito...um dia explico porquê. É engraçado!!!).

Ora eu senti um clique quando num jantar em 2006 fiquei exactamente sentada à frente de um colega de trabalho com quem, de facto, nunca tinha interagido directamente. Um jantar em que tínhamos um papelito à frente com os nossos nomes...

Sempre fui extremamente tímida, talvez agora já não o seja tanto (é o que dizem!), mas... naquela altura tenho a certeza absoluta que corei imenso por reparar naqueles olhos castanhos escuros que me observavam com bastante curiosidade do outro lado da mesa... se eu pudesse, tinha colocado ali um painel duplo no meio só para não ser observada.ahahahah!

Curiosamente, ele meteu conversa, brincou com os papéis, "roubou-me" o meu e assim começámos a conversar... A NOITE TODA enquanto durou o jantar (quase 3 horas)!!! Isto por entre um arroz espapaçado e um bife de sola, duro p'ra caraças (na verdade foi o pior jantar do meu serviço em sete anos, mas o melhor em termos de companhia e isso vou guardar sempre no meu coração. Comesse eu bife de sola todos os dias para poder repetir aquelas poucas horas, mas adiante...!).

As pessoas que nos rodeavam, em especial a minha amiga S, acabou por reparar em tal conversa pois eu quase nada falava com mais ninguém, nem ele... Ela também estranhou imenso pois eu andava cada vez mais retraída, isolada, solitária... havia saído de uma relação muito dolorosa há quase um ano, mas as repercussões e episódios seguiram-se intensamente durante uns 8 meses após o fim (com recaídas, com desejo que ele voltasse para mim que eu perdoaria tudo... perdoaria tudo a uma pessoa que me maltratou tanto ou mais do que... nem sei! Nem existe termo de comparação! Mas eu achava que era amor...!). Também tinha tido um acidente que quase me punha sem andar para o resto da vida ... com outras supostas consequências também! Foi então surpreendente para a S. eu estar a falar assim com alguém que ainda por cima nem conhecia...

Meses antes tinha começado a trabalhar com o Dr. Gravatinha, mas sei que já me tinha cruzado com o Lacoste (na verdade o A.), por várias vezes pois recordo-me daqueles olhos de algum lugar... só pode ter sido daí.

Com o decorrer do tempo acabei por me ir aproximando do Gravatinha, mas lembro-me perfeitamente a forma como entrei em pânico por ter sentido algo forte pelo Lacoste só com aquela conversa. Tão forte que me fartei de auto-criticar "Iva, não podes sentir nada por ninguém com quem trabalhes!!! Iva!!!!! CHEGA!!!! NÃO PODE SER! NÃO MISTURES TRABALHO COM OUTRAS COISAS!!!!" No entanto, houve qualquer coisa de bom que ficou guardada no meu coração, além de eu ter colocado logo na cabeça que eu estava longe de ser a "mulher ideal" do Lacoste.

O tempo, o trabalho e mais coisas que agora acho que não foram coincidências, mas acções propositadas, acabaram por me aproximar do Gravatinha, que tinha CURIOSAMENTE! gostos semelhantes aos meus. Mais tarde descobri que foi mesmo tudo propositado e os gostos foram afinal estratégias de atracção que, passados quase 3 anos, acabaram por funcionar ainda que apenas brevemente.

Adiante, pois não vou entrar em repetições, o Gravatinha acabou por ser extremamente estúpido comigo, estivemos cerca de 9 meses sem falar, depois de tanto o ter ajudado, até quando um familiar faleceu e ele andou nas ruas da amargura. Voltou a aproximar-se e cerca de 3 meses depois dessa reaproximação, começámos a "namorar". Coloco entre aspas porque nunca foi namoro. Mais um à distância, que bueno!!!

Viamo-nos inicialmente umas duas vezes por semana (nas primeiras 2 semanas), depois uma vez por semana, depois de 15 em 15 dias... sempre com desculpas para isto e para aquilo.

Como trabalhava imenso, acabava por desculpar e mendigava uns abraços de vez em quando e pronto. Nem um beijo normalmente, para ser sincera, mas desculpava sempre tudo, afinal, se insistia em enviar sms ou em ligar, estava a ser possessiva, a "abafar" o santinho, etc. E quando falo em ligar, digo uma vez por dia; quando falo em sms digo de uma a três por dia, nem sempre... mas se calhar sou eu que vejo as coisas por outra perspectiva pois isso para mim não era ser controladora, era dar um miminho.

No Verão fomos de férias (o chamado vá pra fora cá dentro) e foram horrorosas. Nem me quero lembrar!!! Desde andar numa intensa correria, dormindo pouco, fartando-me de andar, sendo mal tratada e também mesmo muito maltratada (até doente fiquei e nada... INDA AGIU COMIGO DE FORMA MAIS BRUTA), até outros assuntos menos agradáveis...

O mais curioso é que quase no exacto momento em que comecei a "namorar" com o outro, tive um sonho em que via o Lacoste muito triste numa praia. Queria ir ter com ele e não conseguia. O Gravatinha fazia pressão e não me deixava, apesar de não me tocar. Nesse exacto momento, percebi que afinal gostava do G. , mas quem amava realmente era o L.

Não durámos 3 meses, mas mesmo esse tempo foi a mais.

Passaram-se entretanto dois anos. Percebi o meu erro. Tive a pessoa da minha vida ali ao lado, sempre muito atencioso comigo e não lhe dei o devido valor (ainda que nunca tenha existido momentos de toque de mãos, abraços ou mesmo um beijo...). Deixei-me seduzir por alguém que estava mais perto, mais fácil e que parecia dizer-me muito... mas era tudo ilusão.

Perdi por completo a minha oportunidade. Ainda tentei depois disso, mas acho que magoei indirectamente essa pessoa e, a partir de certa altura, foi ela que se afastou assim, devagarinho... o que é normal.

Como estou? Como me sinto? Bem, nem sei explicar como deve ser. Apenas sei que não dei o valor, porque não conseguia!, a quem tinha ali ao lado e que talvez me amasse da mesma forma.

Hoje posso dizer que esse amor não saiu (e duvido que saia) do meu coração, mas essa pessoa também não está feliz. Gostaria de dizer que ele está feliz e, mesmo dorida, diria que estou feliz por ele por ter conseguido encontrar a felicidade. Infelizmente, não o posso dizer. E isso também me custa.

Se era amor? Era e foi. Se é? Sim, mas tive de o colocar num baú fechado e colocar para trás, para conseguir avançar. Não posso ficar agarrada ao passado. Para a frente é que é e será sempre o caminho!

Creio que nesta vida tão curta as oportunidades de sermos felizes não aparecem propriamente todos os dias. E amar a sério, com alguém tão parecido connosco, não creio que seja oportunidade única, mas é muito raro, ainda mais quando pensamos da mesma forma, agimos do mesmo jeito, sentimos do mesmo modo.

No entanto, nem sempre o timing é o perfeito. Nem sempre as coordenadas acertam no mesmo lugar ao mesmo tempo, na mesma existência. 

Mas o amor existe. Está por aí. Há que procurar e não desistir NUNCA.
Como dizia uma pessoa muito querida que já me morreu (o meu segundo pai - o meu querido avô): parar é morrer e se "planos adiantados saem sempre furados", "o passado também nos espeta farpas de gelo no coração, congelando-o".
Assim, há que ter uma capacidade de amor/amar tão grande que consigamos perdoar mesmo quem nos magoou injustamente, quem fez falsas promessas, quem nos usou o corpo e abusou da carteira; quem nos atirou para a lama e pisou em cima, quem nos cuspiu no prato e jogou fora os restos, quem nos torturou a mente e adoeceu o corpo num vómito seco de dor e angústia.

Perdoar não é só uma grande virtude, é uma das formas de amar. E não é para todos! Acima de tudo, há que assumir os nossos erros, pedir desculpa a quem magoámos, implorar perdão, por gestos e atitudes, a quem partimos o coração. 

Mas, mais importante que isso tudo, é admitir que errámos e perdoar-nos a nós mesmos. Só assim evoluiremos e cresceremos enquanto pessoas, por muitos baús cheios de amores impossíveis que guardemos no porão do nosso coração.

E, sabem uma coisa? É mesmo verdade que depois da tempestade bem a bonança e às vezes a felicidade espreita pelas portadas da casa que mais parece abandonada, só à espera de ser captada pelo cantinho do nosso olho, para nos atingir em pleno e nos permitir sermos felizes. Às vezes até mais depressa do que esperamos pois a Felicidade não é uma partida nem uma chegada. A Felicidade é ela mesma a encruzilhada que nos conduz pelo caminho da vida. Uma vida plena, sábia, serena e, sobretudo, cheia de muita luz e muito, muito, muito amor. Assim consigamos amar e deixarmo-nos amar.

:))

Vossa,

Iva*




P.S. E às vezes o baú que julgávamos perdido no porão do nosso coração ganha vontade própria, sobe degrau a degrau sem nos apercebermos, e apanha-nos nos escassos centímetros antes de mais uma violenta queda no solo poeirento e seco há muito. Agora... schiuuuuuuu!!! "É Segredo!!!" :)))