Iva's place

Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.

Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!

Bem-vindos!

Iva*
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domingo, 1 de setembro de 2013

Almas Gémeas

Um pequeno pensamento...



Será que as ALMAS GÉMEAS existem mesmo? 

Será que as pessoas que reconhecemos podem estar dentro do leque de possibilidades daquela que será A nossa alma gémea ou são apenas partes de familiares que já conhecemos noutras vidas e não existe apenas UMA alma gémea, mas uma grande e vasta selecção de possibilidades de pessoas que entram em sintonia connosco de forma a fazerem-nos sentir SEREM A TAL pessoa, mesmo que não exista uma só e sim várias que nos podem fazer "eternamente felizes"?

Iva***

(imagem google)

sábado, 3 de setembro de 2011

Almas gémeas, metades do outro, lembranças do passado!


 (imagem google)

Toda a nossa vida pensamos que um dia encontraremos a nossa alma gémea e que o máximo dessa busca é ficarmos, para sempre, ao lado de quem a for.

Se eu contasse toda a minha história, tenho a certeza que muitos pensariam que se trata de um livro da mais pura ficção. Talvez um dia conte essa minha história, sim. No entanto, por agora, resta-me deixar aqui pequenos testemunhos, como este de agora...

Quando finalmente encontrei a minha alma gémea, julguei que os sinais eram tantos que eu estava a ficar louca. Ele chegou mesmo a contar partes de sonhos que eu tinha desde miúda que, não sendo lugares-comuns, nunca me tinha atrevido a contar a ninguém. Então, como podia ele descrever as mesmas coisas que eu?

Confesso que durante alguns meses sentia uma confusão tão grande na minha cabeça que julguei que tinha ficado doida de vez. Todavia, após um infeliz afastamento nosso, dizendo ele palavras tão más, tão más que senti morrer-me por dentro, entendi o Bem Maior.

Ele apareceu nesta minha vida, pois já tínhamos partilhado muitas vidas antes, certo é. Contudo, desta vez, a ideia não seria tanto o estar junto a, mas ajudar a quem. Encontrámo-nos pois eu falhei numa promessa que lhe fiz e, nesta vida, ele não consegue confiar em ninguém, tem pavor de água e, como eu, não sabe nadar... (Na anterior vida, eu morri muito jovem, afogada... essa é outra história que talvez nunca chegue a contar, ou talvez sim, quem sabe? Se vir no meu escrever algum bem útil, talvez o faça)... 

Assim sendo, encontrámo-nos uma vez mais para nos podermos despedir como não o fizéramos antes. Seguimos então, cada um, as nossas vidas. Com pessoas diferentes a nosso lado. Curioso é que, alguns meses mais tarde, foi ele que me contactou, admitindo que talvez não tivesse agido da melhor forma. Se o censurei, berrei, critiquei, acusei? Quem sou eu para o fazer? E se tivesse sido o oposto. Não o fiz. Escutei apenas, tal como tenho escutado de todas as vezes que me liga. Tal como tenho tentado ajudar, de todas as vezes que me procura para pedir ajuda.

Talvez, afinal, nesta vida em que agora sou feliz ao lado de outra pessoa, desejando que ele também o seja, o Bem Maior seja mesmo percebermos os dois que ninguém manda na vida nos pontos que já estão marcados. Decidimos todos os outros que não estão e que são mais, mas não podemos mudar os poucos que nos estão destinados. 

Nesta vida, creio que tinha de fazer a despedida que não fiz e ajudá-lo, afinal, sinto que foi para isso que vim cá procurá-lo. Não tendo necessariamente que ser feliz só com ele, mas cultivando a sua amizade, amando outra pessoa que me aprende dia-a-dia, me ama, me vê de verdade e a quem retribuo da mesma forma cada grão de areia desse mesmo amor. Afinal, por mais curioso ou lugar-comum que pareça, a pessoa que tenho agora a meu lado também já a encontrei há muito, muito, muito tempo atrás. Apenas nos cruzámos na altura e nunca caminhámos lado a lado. Agora? Bem, neste momento talvez já seja mais que altura de o fazermos.

Iva*

"Te encontrarei em algum lugar..."

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma (outra) história de amor...


Durante muitos anos namoraram. Família rígida, a dela, mas isso não impediu o seu amor.
Acabaram por casar, fizeram-se planos e conseguiram cumpri-los. Sempre os dois vivendo ao toque da batida de um só coração, pois era assim mesmo que eram: dois em um, um em dois - duas almas envoltas num só grande amor. 

Riam, brincavam, trabalhavam, decidiam, agiam. Sendo cada um, sempre, o melhor amigo e companheiro do outro. Não havia felicidade que igualasse. 

Também tinham os seus desentendimentos, claro, como todos os casais, mas isso fazia parte da aprendizagem e não diminuía o seu amor. Pelo contrário, aumentava-o.

Um dia ela não se sente bem. Vai ao médico. Sem avisar, diagnosticam-lhe uma doença incurável. É rapidamente internada e os meses passam num ápice. Ele não quer acreditar. Não consegue mentir a ninguém e o tempo congelou-lhe o coração, incrédulo, por sentir o outro bater agora de forma diferente do seu, mais fraquinho. Cada vez mais fraquinho.

Ela desapareceu do seu mundo e o seu mundo ruiu. Sentiu-se não alguém perdido, mas a metade de outro que já não existe no nosso mundo, o visível. Não compreende, não aceita, sente-se partido ao meio e falta-lhe a outra metade, a que necessita para viver.

Entretanto, os anos passam. Muitos. Sem pedir perdão. Ele isolou-se do mundo, mas, pouco a pouco reintegra-se. É difícil. É complicado, mas começa a aprender a sorrir de novo, a olhar para as crianças de forma diferente, a olhar para os outros casais de forma diferente. 

Sorri de novo, ainda que apenas metade.
Olho-o e sorrio ao ver a aliança. Não é estar preso ao passado. É continuar a amar mesmo depois desta vida. É ter encontrado a sua alma gémea e não ter tido tempo suficiente nesta vida para poder amar de novo, com corpo e com alma.

Tenham passado dois dias, tenham passado duas décadas, sei que usará aliança para toda a vida, mostrando a todos o amor que os une. 

Sim, falo no presente! É que, aqui entre nós... (schiuuu), quando se encontra a nossa alma gémea, ela nunca nos foge, permanece junto de nós até arranjarmos a coragem para sermos felizes de novo, até se poderem unir de novo para voltarem a ser felizes... Não há abandono. Permanece-se! :)

E, há coisas assim... nas quais só acreditamos, vendo! ;)

Bjoka,

Iva*