Iva's place

Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.

Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!

Bem-vindos!

Iva*

domingo, 2 de maio de 2010

Fantasmas

(esperando que a mensagem chegue a quem deve...)




Como é que podemos censurar alguém que nos magoa por não se ter ainda libertado dos seus fantasmas quando demorámos tanto tempo a livrarmo-nos dos nossos?

Como podemos odiar alguém que nos queimou a pele e esfrangalhou o coração em pedaços quando, no fundo, sabemos que as causas são outras?

O meu coração pode sangrar muito após queimado com ferro em brasa, ficando a pele em carne viva, pútrida; o meu peito pode sufocar-me por falta de ar, a minha cabeça pode doer e fazer-me sentir tonta de tal forma que só quero acabar com esta dor; posso ter em meu estômago um grande vazio, como se acabada de levar um murro após uma farta refeição, as minhas pernas podem não me obedecer, dormentes e incrédulas por serem incapazes de suportar o resto do corpo, mas… como se pode condenar o outro quando já estivemos nessa mesma posição, incapazes de nos libertarmos de alguém que nos deu um falso amor e só nos puxava para trás, impedindo-nos de nos libertar, impelindo-nos para acabar com a própria vida?

Demorei muito tempo a livrar-me dos meus fantasmas, mas de um em especial. Um que me fazia sentir que era ele o homem da minha vida, pela forma como se aproximou de mim. Um que me fez pensar que se não fosse fazer vida com ele, mais nenhum me conseguiria ver como realmente sou. Um que parecia pensar como eu, gostar das mesmas coisas que eu…

 Um que, pensei eu, me ensinou a amar e a ser amada, quando, de facto, fui eu que aprendi sozinha o que era amar incondicionalmente pois da outra parte só recebia ilusão e manipulação, pensando por várias vezes acabar com a minha vida, enterrando-me num mar raso de lama em que cada gesto pela libertação me levava cada vez mais para o fundo do abismo, ainda que por breves minutos parecesse encontrar terra seca e um galho a que me agarrar para de lá sair.

Mas sentia-me uma traidora por estar a abandonar daquela forma alguém a quem jurara amar, a pessoa que julguei que me ensinara a amar. Um alguém que parecia ser muitas coisas e estava sempre dentro da minha cabeça, o tempo todo… um que, na verdade, era apenas uma alma rasa e solitária que não queria estar mais só e apenas me queria para se exibir aos outros, parecer normal e esconder a sua extraordinária incapacidade de amar. Não são assim tão raras essas almas, sabiam? Mas sortudos os que não as encontram! Sugam-nos a vida, a alegria, os sorrisos, o bom humor, os amigos, a família, os dias de sol, os momentos de plena comunhão com a natureza. E julgamo-nos tão bem, apesar do mal que nos fazem, que qualquer tentativa de libertação, nos faz atirar tudo para o ar e voltar de novo ao chão. Por vontade própria. São de tal forma esmagadoras que, mesmo longe, nos fazem sentir mal quando conseguimos ser um pouco felizes. E, quando percebem que a vítima se afastou um bocadinho, voltam a investir e a fazer-nos voltar à lama, à dor, à solidão, ao sofrimento, mendigando por um bocadinho de atenção e carinho que, vendo bem, até são capazes de dar, afinal, quanto valerá ter alguém que é capaz de amor incondicional ali ao lado, quando até nem têm muito que se esforçar?

Libertar-se dói tanto!!! Dói muito mesmo! Sentimo-nos bem e atraímos de novo essa pessoa. Pensamos que afinal era só uma fase má, que será ela capaz de nos dar todo o amor de que necessitamos… depois põem-nos mal, sentimo-nos defeituosos e a pessoa volta a afastar-se. Afinal, a culpa é nossa. E entretanto, a vida passa lá fora e o tempo e as oportunidades que passam, nunca mais voltam. NUNCA, NUNCA… NUNCA MAIS.

E se, por mero acaso, numa tarde soalheira de Verão, deixámos escapar alguém que até parecia ser a pessoa certa… por medo de que a outra voltasse e depois já não tivéssemos tempo para ela… então foi tudo ilusão. Perdemos a verdadeira, idolatrámos a falsa, simplesmente porque a encontrámos primeiro e porque julgámos que ela nos encontrou…

Eu tive um sonho. Tinha 14 anos ou talvez menos.
Estava numa espécie de palácio aberto, uma espécie de corredor aberto, com muitos arcos de onde se via o mar ao longe e o rio que banhava as paredes desde castelo-apalaçado. Eu estava na ponta do corredor. A meio caminho estava alguém que olhava insistentemente pela janela contrária ao mar (se é que se pode chamar janela, visto tratar-se de um espaço aberto). Mais longe e na ponta desse corredor, estava outro homem que avançava para mim, a passos largos, sorridente. Olhei de relance para o homem que estava mais perto, mas ele não me olhou. O outro, pelo contrário, sorria e avançava para mim rapidamente…
Passaram muitos anos, mas finalmente descobri quem eram esses dois homens e descobri também o local, onde nunca havia estado, mas que reconheci no primeiro vislumbre que dele tive – Vila Nova de Mil Fontes. Os homens: o que estava parado e não me olhava, o Lacoste, o que avançava para mim a passos largos: o Gravatinha.


Esta noite tive outro sonho. Estava numa casa. Uma grande casa, com um longo corredor. Um apartamento. Tinha uma varanda. A certa altura saí do quarto e queria fechar a varanda. Era inclinada. De repente muito inclinada. Lembro-me perfeitamente de olhar para o céu e ver uma montanha de nuvens escuras a formar-se. Tinha de fechar o estoro e depois a janela. Tentei, mas o vento foi demasiado forte e vi mesmo que ia cair. Era alto. Não tinha hipótese. Pedi a Deus (estranha a forma como cada vez me torno mais religiosa!) e, não sei como, não caí. Consegui esticar as mãos e alcançar a outra extremidade da varanda, a que saía do quarto e consegui segurar-me. Fiquei ali encolhida e com medo. Sei que do outro lado alguém me via e não avisou ninguém porque sabia que a queda e a morte eram certas e nada havia a fazer. Consigo descrever todo o apartamento. Algumas partes em tons de pêssego, outras salmão, alguns prédios mas não muitos. Nunca lá estive nem conheço local semelhante.
Depois decidi de novo que tinha de fechar a varanda. Era perigosa, vinha aí uma grande tempestade e isso iria afectar a pessoa que esperava, ainda que pouco antes quase tivesse significado a minha morte. O vento era muito forte e a tempestade aproximava-se veloz. Teimei que iria conseguir fechar a janela, apesar do estoro da janela estar danificado e a varanda ainda mais inclinada que anteriormente. Resolvi espreitar de novo a varanda e apercebi-me que afinal não era assim tão alta. De facto, a queda já não me poderia fazer mal.
A minha camisa de noite voava, formando uma mancha branca e deixando-me as pernas a descoberto como anteriormente, sem nenhum misto erótico nem nada semelhante, apenas indicavam a força e a violência do vento. Consegui vencer a força do vento, fechar essa janela para o abismo. A casa voltou a ficar normal. Percebi o local onde estava. Era um grande apartamento por cima de um Banco. Recordo-me do nome do banco, mas logo esqueci. Banco Nacional, algo assim. Estranho.
A casa estava em segurança e havia uma segunda casa ali perto, da pessoa que eu esperava, com muitos vidros e muita luz. Disseram-lhe que não construísse ali, mas construiu. Era de fácil localização e nunca ninguém se perderia ao tentar encontrá-la. Acordei gravando na memória a pessoa que chegou. Não um rosto antigo, mas um novo, recente. Acordei e na realidade o rosto esfumou-se sem explicação, como se naquele momento voltasse ao meu sonho da varanda, onde me tentava agarrar com força determinada para não cair, mas onde tudo implicava a minha morte.

Não existe propriamente um porquê de contar este sonho. Foi apenas um pesadelo que se transformou em sonho e, quando acordei, era apenas um aviso de outro pesadelo.

O que quero deixar claro é que quando queremos, libertamo-nos. Colocamos de lado tudo o que nos lembra a outra pessoa, jogamos fora as lembranças, as fotos, quebramos os cds, apagamos as mensagens, o número de telemóvel, vendemos o que nos prende à pessoa sem medo de perder outra coisa qualquer, até mesmo dinheiro. Só quando o conseguirmos fazer, nos estamos verdadeiramente a libertar.

O amor é uma doença e pode tornar-se doentio. Pode mesmo matar-nos o corpo ou matar-nos a alma em vida, impedindo-nos de viver e tentarmos ser felizes, ainda que vivos. Podemos viver tipo zombies ou ter força para avançar para a nossa varanda e tentar fechá-la, mesmo que seja doloroso, mesmo que nos sintamos perder, cair… mesmo que sintamos que isso pode acabar connosco.

Eu tentei durante muito tempo libertar-me e, afinal, foi por uma fé que eu não sabia ter, que me libertei. Mesmo que não sejam crentes, tentem libertar-se como eu me libertei, interiorizando o valor contido na verdade destas palavras. Um dia, libertam-se. Foi assim que me libertei, não sem alguns meses de angústia, terror, desilusão, muito choro e muitas insónias…

Salmo 91

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do omnipotente descansará.

Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro: a sua verdade é escudo e broquel.

Não temerás espanto nocturno, nem seta que voe de dia.

Nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio dia.

Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido.

Somente com os teus olhos olharás, e verás a recompensa dos ímpios.

Porque Tu, ó Senhor, és o meu refúgio.

O altíssimo é a tua habitação.

Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. Pisarás o leão e o áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome.

Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei e o glorificarei.

Dar-lhe-ei abundância de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

Foi assim que me libertei. E um dia acordei e pude apreciar de novo o sol nascer, vermelho e poderoso, desmaiando nas suas cores enquanto eu inspirava a beleza fresca da aurora ilustrada pela geada do nascer de um novo dia, continuando a fazê-lo dia após dia. O ar fresco, livre, puro, sereno e pacífico da libertação.
Apercebi-me desta forma que independentemente de quem nos fez mal, quando nos libertamos, renascemos de novo, mais bonitos, mais livres, mais brilhantes, mais nós mesmos (pois encontrámo-nos de novo!).
É uma longa e árdua batalha, não sem alguns tropeções de dor… em especial quando vemos pessoas lindas, puras de sentimentos e fortes, a tentar libertar-se… julgando nós que se libertaram e depois… nada. Isso realmente dói. Dói muito. Mas não os podemos libertar pois não acreditariam em nós, nas nossas palavras. Têm de querer libertar-se. Têm de o fazer sozinhos.
Rasga em nós como se uma lança venenosa subisse dos infernos só para nos queimar a única parte do coração que já se recuperou. Pesa como se dissesse, malicioso e baixinho “é esta a pessoa certa para ti. Ou seria, se fosse livre. Ou seria caso se tivessem encontrado noutra altura. Ou seria se fosse mais forte que aquilo que sentiu por quem a magoou. Ou seria se fosses tu mais forte e conseguisses travar as suas batalhas…”
E é nessas alturas que nos sentimos impotentes. Primeiro com uma grande raiva e um grande sentido de injustiça. Depois com pena de nós. Posto isto, com um grave amargo trago de fel pelo coração quebrado, pela alma ferida…
Depois… Bem, depois pesa simplesmente porque não conseguimos ajudar, porque dói cá dentro pelas promessas feitas, pelas coincidências de personalidade, atitudes e pensamentos (quando NA REALIDADE NÃO EXISTEM MESMO É COINCIDÊNCIAS!). E depois fecho o meu coração, sabendo com toda a certeza que se for a pessoa certa, que se tiver sentido o bocadinho em que a amei, um dia voltará. Livre. Só assim será possível.
Fecho o meu coração e espero que a mensagem não seja em vão. Como eu um dia escrevi “se te amei um dia, se sentiste a força do bocadinho de amor que te dei, um dia voltarás para mim e não desistirás pelo meu coração fechado, lutando para teres o que é teu. Se não voltares, então é porque não eras tu a pessoa certa para mim.
Meu querido, quem tiver a chave do teu coração, que conduza o teu barco, mas não a dês a qualquer pessoa, pois não é qualquer pessoa que é digna do teu amor. Viaja, apaga a dor, encontra-te! LIBERTA-TE! Nunca acredites que és impossível de ser amado. Eu amei-te. Breves segundos. Aqueles que me foram permitidos. Se podia ser de outra forma? Não sei. Mas nessa parte mandas tu. Não eu”

E lá fora o tempo passa, o cuco canta, os gatos espreguiçam-se, sonhadores, ao sol, o galo faz valer o seu poleiro… e à tardinha as ovelhas voltam do prado chocalhando harmoniosamente, recordando-nos os nossos sonhos de criança, criando em nós força para querermos amar e ser amados… como de facto merecemos.

E, nesse momento, quando o lusco-fusco toma conta do universo e nos esforçarmos por ir mais longe e vencer a dor que nos mata cá dentro… Nesse exacto momento seremos capazes de nos erguermos mais alto e vermos além das nuvens negras e da mais profunda escuridão. Nesse exacto minuto conseguiremos ver claro e estender a mão para apanhar um pouco da luz que nos toca por segundos e que poderá tocar para toda a eternidade, assim o desejemos, assim lutemos por isso.
O Amor pertence aos determinados e persistentes. E, com a inexistência de coincidência, para quê mais fugir da felicidade quando até o próprio silêncio grita mensagens, quando até a própria distância se encurta na flor de uma escolha?

Esperando que esta mensagem chegue onde merece, onde deve, tocando uma pessoa em especial, mas muitas outras que se encontram na mesma situação, é com muito amor (de coração partido, claro está) e com muito carinho que me despeço, sem estar arrependida de me ter permitido amar quem amei, quando amei e ainda quando o fiz por poucos segundos na estrada desta vida que nos conduz à eternidade.

A vida espreita lá fora. E onde está o nosso coração, estarão também todos os nossos sonhos. J O amor não se mede pela distância ou pelos breves minutos em que o vivemos, mas sim pelas atitudes e pela intensidade com que foi vivido. Só esse vale a pena. Só esse é puro. Único, transparente e, de facto, inigualável. Agora. Para sempre. Por todo o sempre. Até à eternidade!

Iva*



“It will be all right, you said, tomorrow…

 When you wake up, I will still be here. When you wake up, we’ll battle all your fears…”




Just a little more time was all we needed…

Goodbye...



sábado, 1 de maio de 2010

Searching for the light... of LOVE



Por vezes desconhecemos as nossas atitudes, deixamo-nos magoar, ou magoamo-nos por recusarmos seguir os nossos instintos. Não sabemos simplesmente porquê... 

Creio que por vezes é preciso ultrapassar um oceano de dor, muitas correrias, muitas mágoas, muitas pessoas erradas para encontrarmos aquela que é a certa. Certa para nós.

O porquê de encontrarmos muitas pessoas erradas e de darmos constantemente cabeçadas? Bem, às vezes temos simplesmente de fazer a diferença na vida de alguém, fazer essa pessoa ver que existem mais coisas no mundo que a mágoa, a dor, a inveja e a maldade. 

Fazê-la ver que, no fundo, no fundo, a vida real, a única que vale a pena, se resume simplesmente ao Amor. Amor a cada passo, a cada gesto, a cada pensamento, a cada palavra e, muito especialmente, em cada atitude.

Se dou sempre o passo certo? Na verdade não. Mas sei que marquei a diferença. Acabei por sarar o coração das pessoas que partiram o meu. Mas o meu renasce, não sei como, das cinzas e esforço-me então para o sarar, tentar disfarçar as cicatrizes, fazendo o máximo pelos outros. 

É essa a minha forma de terapia. O porquê de tantas vezes me sentir enganada e iludida? Se calhar porque quero acreditar. Talvez porque muitas vezes me sinto no alto do pedestal, vestindo branco, indiferente a tudo, sentindo ou querendo sentir nada, observando a multidão à minha volta, lá em baixo, amando-se e odiando-se, mas sempre escolhendo a forma errada de demonstrar carinho e amor, maioritariamente pela sua extrema dedicação ao materialismo exacerbado.

Sinto-me no pedestal, não como se fosse superior. Apenas isolada deste mundo tão frio, tão físico, tão materialista, em que se descartam as pessoas e idolatram os bens materiais.

Porque falo de amor quando decidi não amar mais? Bem, lá no fundo, se calhar deixei de acreditar em ser eu a amar e ser amada, mas não perdi a fé nos outros, os que ainda se preocupam e querem/ tentam ser salvos.

Acho que o maior bem da Humanidade devia ser procurar a luz que existe em cada um de nós, mas é mais fácil iluminar o mundo à luz da cobiça, da inveja e da mágoa, do que mostrar o que nos vai cá dentro, permitindo a outro que nos magoe.

Se ainda acredito no amor... para mim?
De uma forma extremamente fria, e para minha segurança e conforto, gostaria de poder dizer que não, isolando-me definitivamente no meu pedestal de observação, garantindo que nunca mais em momento algum alguém me iria tocar e fazer voltar a acreditar. 

Se tenho medo...? Sim, muito medo. O tempo todo. Mas, tal como afirmei há algum tempo atrás, neste momento não quero para mim menos do que mereço.

Se ainda acredito no amor? Bem, pergunta difícil. Se calhar preciso, também eu, de quem me mostre que devo acreditar. Até lá, continuarei a reger-me pelos dois valores que trago pendurados no pescoço todos os dias, a cada passo que dou: o mundo move-se pela Fé e pelo Amor. É isso que vale a pena. O resto vem em consonância. E a serenidade e a paz interior não se conseguem a sós, nem do alto do pedestal, numa manhã fria e enevoada, onde se sente um cheiro de tudo, onde queremos sentir um pouco de nada...

O que é realmente importante é NUNCA DEIXAR DE ACREDITAR, NO MATTER WHAT!!!

Yours,

Iva*

«Take my heart back», Jennifer Love Hewitt

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A vida dá tantas voltas... percorremos tantos caminhos...!



As distâncias, tão vastas e por vezes obscuras, são facilmente vencíveis não pelo caminho que percorremos, mas sim pelo que sentimos e pelo que fazemos em relação a esse Amor.


Tenho dito.

Iva*

domingo, 25 de abril de 2010

You asked me what love is...



Love is complicated.
We never know when, at each step in our way we're going to find it.
We never know who is going to hurt us more or less, but we must know that, no matter what, the most important thing in this life is NEVER STOP BELIEVING!!!

sábado, 24 de abril de 2010

Amamos os outros ou amamos o amor? (poema)



Passamos pela vida
numa tal corrida
que nem damos por nós a passar.

Janelas indiscretas,
portas abertas,
às vezes queremos, mas não
conseguimos parar.

Sonhamos crescer,
ter uma vida a valer,
ser felizes sem senão
mas tem a vida uma condição
e amar faz sempre sofrer.

Queremos outro alguém sonhador
Que nos olhe e dê amor
Que nos faça crescer.

No entanto amar dói a alma
E nunca sabemos ter calma
Quando o verbo é amar.


Amamos um segundo
Ou no espelho uma ilusão
Do que somos no fundo
Amando o amor
Mas não outro coração?

Seremos nós todos capazes
De conjugar o verbo amar
Amando sempre sem olhar
A nossa imagem sendo amada
No espelho de uma noite estrelada?

Ou amaremos apenas o amor
Vencendo em frente
deixando aquele pedaço de gente
Que nos deu valor
No passado ingrato, cheio de dor?

Serei eu capaz
De ter tamanha paz
Que me dê de novo ao amor?


Serão outros tão boa gente
Que todo o sorriso seja inocente
E cheio de puro amor
Quando a vida é tão quente
E cheia de tanta gente
Que ame por si só o amor?

Amar o amor
Ou amar o amado?
Ou agir num doce amargo pecado
Amando só quem nos dá amor
Por ser inocente
E não temermos que tente
Por si só causar-nos dor?

Será todo o amor verdadeiro
Ou o interesse de ser amado
Chegará primeiro
E amar o outro fica no passado?

Procuramos o amor
Ou procuramos todos ser amados?
Ou será amador
Ter um mar de amores sonhados?


Procuramos no egoísmo ser amados
Deixando de lado o verbo amar…?
Ou seremos vistos como fracassados
Quando pensamos em dois a sonhar?

Será o amor amar alguém?
Será melhor se for só ser amado?
Será que neste mundo haverá quem
Feliz finja amar sem estar apaixonado?

Será o amor amar outra gente?
Será o amor amar o Amor?
Será que se sente menos dor
Quando se finge entrega inocente
Simulando um beijo num aconchego tão quente
E não damos ao outro valor?

Será amar deixar-se só ser amado?
Será ilusão ser amado e amar?
Será querer ambos pensamento errado?
Significará Morte nos dois acreditar?


Por Iva Filipa copyright
24 de Abril de 2010

«Quase Perfeito» - Donna Maria


Sempre hoje, mas... na verdade, ontem!


Quantas vezes enfrentar o passado-presente que julgáramos passado, quando no presente pensávamos ser futuro e depois ele se (re)apresenta perante nós como ofuscado por uma nuvem obscura e recentemente libertado, prestes a brilhar de novo para dar ao nosso ar um novo dia, um novo amanhecer?

Podem não existir novos inícios pois o tempo não volta atrás, mas existirão sempre novos fins se tivermos força e disponibilidade para isso!

Tenho dito!

Iva*

«Sempre hoje» - João Pedro Pais

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O momento que durar uma eternidade, por amor...


A cada dia que passa, sinto-me mais próxima de mim, mais serena, mais em paz, ainda que o mundo à minha volta se agite constantemente em turbilhões incessantes de dor, mágoa e raiva. Parecem simplesmente só me tocar por fora, enquanto o interior fica cada vez mais fortalecido, mais confiante, mais...o EU que eu julgava ter perdido e finalmente encontrei.

Andei, de facto, muitos anos perdida, mas finalmente consegui reencontrar-me. A pessoa que hoje sou, não precisa de ninguém para se afirmar.

O Gravatinha voltou a lembrar-se que existo e, dois anos depois de tão mal me ter tratado, usando inclusive caminhos obscuros, lembrou-se que existo, chegando a convidar para lanchar e uma conversa pois "gostaria muito de o fazer". A minha reacção? Bem, se fosse possível explicar por palavras o que é não sentir coisa nenhuma, nem raiva, nem nada... seria assim que eu o iria explicar, mais ainda perante a inércia de ver algo que eu julgava ter desaparecido do mapa da minha vida voltar a insurgir-se perante mim, lá tão de baixo que até mete pena a quem não tenha sido tão maltratado pelo próprio.

Lamento nem sentir pena. Aliás, não lamento nada. Nunca fiz nada que contrariasse a pessoa que sou e aquilo em que acredito. Não creio, igualmente, que alguém mereça ser menosprezado por revelar o que sente, por, a cada momento, fazer sentir especiais as pessoas que ama, ainda que estejam apenas de passagem na sua vida, sejam essas família, amores, amigos... Isso não é nem nunca poderá ser motivo de vergonha.

Nem sempre me orgulhei das decisões que tomei e das coisas que não disse. Arrependi.me muitas vezes não do que não fiz, mas do que não disse. Agora sinto e digo. Pelo menos tento. Sei que sou muitas vezes mal interpretada, sei que muitas vezes dizer a alguém "gosto de ti" ou "adoro-te" pode ser confundido com amor carnal, mas para mim nem sempre é assim. Um "adoro-te" pode ser meramente entre amigos, sendo muito especial e igualmente importante como um "amo-te" entre apaixonados, talvez mais ainda que este.

Nunca disse a ninguém "adoro-te" em vão. Disse-o poucas vezes e em relação ao "amo-te" acho que até sei contar as vezes que disse. Quanto ao Gravatinha, sei que o que disse não foi sentido pela forma como fui manipulada. Mas não quero ser vítima. Quanto ao Lacoste, lamento o que não disse. Aí é que nunca teria sido em vão. Mas o tempo passa e somos livres de fazer as nossas escolhas e, ainda que manipulados, as escolhas são nossas e pesam por isso. Para sempre. Para todos. Os que se cruzaram connosco, os que se cruzam, os que partem e os que desejaríamos que ficassem, ainda que perdure, o tempo suficiente em que para nós dure uma eternidade, a eterna frase "Lembra-te de mim!".

Amar é uma força que impele o universo, o expande, o converge, o modifica, o estagna um momento, todos os momentos que desejemos transformar numa eternidade. Para sempre. Nunca deverá ser motivo de medo. Ou vergonha.

»True Love Never Dies«

Lissie - Everywhere I Go...


 


Iva*

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nesting


Mais cedo ou mais tarde todos começam a fazer o ninho...como os pássaros! Mesmo os que parecem mais independentes e despreocupados se começam a sentir sozinhos e incomodados por verem todos acompanhados e com rebentos à sua volta e começa a "eterna procura"!

Outros, contrariando muito a maré, chegam aos 30 e decidem que afinal não foram moldados para esses efeitos e percebem, por fim, que querem outras coisas na vida além de desejar partilhá-la com alguém e ver os seus genes a crescerem e a alterarem-se fora de si mesmo (a isto chama-se o NO NESTING)..

Começa então o Nesting, construir o ninho. Começa a afectar verdadeiramente com a chegada dos 30 e ataca, em algum momento da vida, certamente, entre os 30 e os 35. Obviamente que ataca a muitos mais cedo, mas por motivos diferentes - o querer mostrar que "ai, tão novinho/a e já tenho o meu ninho". (Deu-me vontade de escrever ninho/a...ahahahah PRIVATE JOKE! Mas talvez não fossem perceber a piadinha privada).

Para os que têm medo de se sentir velhos com a própria descendência ou se sentem incapazes de ser responsáveis por outra pessoa, assumindo o compromisso PARA TODA A VIDA-COM OS FILHOS, há o nesting não no sentido de construir o seu próprio ninho, mas sim no sentido de procurar um ninho já construído e com crias. Ou seja, quando acabar o romance e o bom tempo de ser bom marido e pai de família / boa esposa e mãe de família, salta-se do ninho para fora sem levar responsabilidades, afinal aquelas não eram as suas crias. Isto acontece mais com os homens que com as mulheres e com motivos óbvios - no geral, são elas que costumam ficar com os filhos e não eles após a separação.

E vocês, em que ponto estão?

No "No Nesting" acima descrito?

 OU...

Nesting zero - antes dos 30 a querer mostrar aos outros o que de bom têm e eles ainda não

Nesting um - entre os trinta e os trinta e cinco a querer forçosamente construir um ninho apetecível pois querem finalmente partilhar a vida com alguém e terem a vossa própria descendência

Nesting dois - a quererem saltar para um ninho já construído, com muita vontade de serem pais ou mães de outros que não os vossos rebentos

ou o Nesting normal de, estou entre os 28 e os 35, já tenho casa e família por amor?

Há ainda o caso pós-nesting: deixei as minhas crias e um casamento com alguém que já não amava e agora apenas quero o nesting para partilhar muito amor, muitos momentos bons e afins, e não penso em crias?

Por último, existe ainda o extraordinário caso do "não sei se nesting ou não", em que o solteirão ou a solteirona quer o amor da sua vida, não faz muito por isso por não acreditar que exista alguém à sua volta que o/a ame como é; acredita que esse suposto amor será só por interesse e, nos entretantos, deixa a vida passar com uns namoricos e bons momentos pelo meio, atirando-se com força ao trabalho, tentando compensar assim outras partes da sua vida que foram ficando cada vez mais vazias, crescendo em si o pesado eco da solidão...

Cheers! See ya!

Vossa,

Iva*

quarta-feira, 24 de março de 2010

Calinadas

O que eu gosto mesmo é de ouvir coisas assim, no dia-a-dia, vindas de colegas com cursos superiores, DOUTORES MESMO À SÉRIA.

Vou ali aos Corrâios comprar uns envelopx (Pensamento da Iva: Ah, prendeste o caramelo na prótese e agora falas assim!!'Tadinha!!!!)

Vou ao Líder comprar umas coisas e depois vou para casa experimentar os meus novos armários castrados. (Pensamento da Iva: Epá, eu quando preciso vou ao Continente, Pingo Doce, Modelo, Lidl, mas o Líder não conheço, deve ser novo. E... CHIÇAAAAA!!! Armários castrados, que máximo!!! Os meus ainda são travestis, continuam com tudo no sítio. E a castração, foi cara???)

Comprei uma casa gírissima!!! É daquelas vivendas novas, supé caras, germinadas! (Pensamento da Iva: Opá, eu lá no meu quintal bem planto tijolos, cimento, telhas, ferro.... mas não nasce nada, nem uma parede!!!)

Sinceramente: PARABÉNS, PÁ! TU MERECES,"ERNESTO"!

Opá, Querido Januário,

... hoje trabalhei das 9 da matina às 23h, praticamente sem hora para almoço, lanche e outros... ainda nem jantei. Doem-me os pés "para caraças" de tanta correria e tantas horas "em cima das pernas". Portanto, "a ver se te avias" e mexes essas legs que me apetece uma massagem nos pezinhos, enquanto estou muito bem acomodada na minha cama, rodeadíssima de almofadas a ver mais um episódio hilariante de How I Met Your Mother....! Isto, claro, depois de um bom duche e uma belo jantar, que já mereço! E amanhã não me maces muito pois só trabalho 3 horas... Merecido, não?

By the way, Januário, se me pudesses ver agora, tenho a certeza que o meu aspecto seria algo como isto:


mas continuo a ser linda na mesma, não achas?!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Querido Januário de novo,

fui correr na meia maratona de Lisboa e aquilo estava cheio de gente aos saltos. Nunca fui tão apalpada na minha vida!!! Ainda por cima, como estava com as mãos em baixo, também me fartei de apalpar!!! Opá.....!!!


"Schiuuuuu!!! Não contes a ninguém, mas para o ano estou lá caída de novo! Até já fiz marcação!!! TRÁ LÁ LÁ...."



Querido Januário!

Por vezes visto-me de forma muito casual, vou na rua, ninguém olha para mim. Bem, talvez a intenção seja não repararem, mas um olharzito de apreciação, já ia, não?

Outros dias há em que me produzo um pouco, como hoje, a mostrar um palmo e meio de perna (por baixo de umas meias opacas, botas e um vestido amarelo-esverdeado que desenha os contornos do meu corpo à medida que dou umas passadas) e toda a gente me olha. Mulheres e homens! E eu ignoro-os todos! Se não me viram nos outros dias, hoje também não merecem sequer um olhar para lhes fazer notar a presença.

Humanos, pá! Que raça mais complicada e fútil! Comem sempre o prato pelo aspecto. Aliás, comem mesmo só o prato porque à comida que vai lá dentro... nem ligam!




Iva*

By the way, about Januário...

Pois é, esqueci-me apenas de um pequeno detalhe, Januário!!!

Eu para aqui a explicar o porquê do Januário e tal... não sei quê mais.... e blá blá blá...

e não vos mostrei o Januário! Será que adivinham como é ele?!


















Como não adivinham aqui fica uma fotozinha do Januário. Aqui ficou um bocado mal, mas prometo colocar umas novas em breve...

O Quê? Pensavam que era aquele velho do início? Nem sei como isso ali foi parar! Mentes perversas! Mas, pronto, se muita gente pode inventar muita coisa, este passa a ser o Januário e não se fala mais no assunto!!!!

Uma nova rubrica "Querido Januário"

Pois é, a partir de hoje decidi que vou escrever uma nova rubrica. Como já estou atolada com clichés como "Querido Diário", decidi que o meu gajo confidente vai ser o Januário. Porquê? Ora e porque não? O Ambrósio já estava ocupado com o Ferrero Rocher, a Leopoldina com o continente e a Popota irrita-me, portanto... aqui fica a partir de hoje o meu "QUERIDO JANUÁRIO".




One, two, testing.... testing...

"Querido Januário:

a princesa morreu. Mas a cabra também não voltou. A gaja feminina de coisitas moles e lamechas faleceu. Ou foi virose ou foi falta de upgrade... E a cabra que odeia todos não voltou... vai na volta acabou-se a bateria no GPS!!!!

Aqui fica então uma bem adequada para celebrar a morte da "princesa":


Nem parece meu, certo? Mas parece que tu e eu, Januário, ainda agora nos conhecemos. E, sim, é verdade, gosto de música clássica. TAMBÉM!
Portanto para ti, Januário, aqui fica Maurice Ravel, "Pavane for dead princess"

sexta-feira, 19 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Afinal... what goes around, comes around!



Curioso como a vida dá estranhas voltas e, no final de contas, acaba por ir dar ao mesmo sítio.

Passados quase 2 anos, Dom gravatinha dá notícias! Desculpa-se com trabalho e acaba por ligar, pedir desculpa por me ligar àquelas horas mas percebeu, pela minha resposta ao mail, que ainda estaria acordada... depois, propor que trabalhemos juntos, perguntando antes como vai o trabalho e se tinha algum tempo livre (se vos tentasse explicar a minha profissão e afirmasse o requisitada que sou... pensariam que vendo o corpo. Pensariam bem, vendo mesmo! Corpo, alma, suor, muitos quilómetros percorridos em nome das várias entidades para que trabalho...!!!)

Posto isto, como a conversa estava dada por terminada, pergunta-se se é normal uma determinada situação num dos locais onde nos colocaram a trabalhar... Então... SURPRISE, SURPRISE!!! Diz que gostaria muito de falar comigo, propõe um café. Fico absolutamente calada, esticando os dedinhos do meio e pensando "de facto, estava na cara que isto ia acontecer!#". 

Diz que as coisas terminaram de uma forma... que ficaram coisas por falar, que não devia ter sido assim. Digo-lhe que se quer saber muito sinceramente o que penso, é que as coisas terminaram. Acabou, passou e pronto. 

Fala, fala... diz que como vamos continuar a ser colegas (afinal foi experimentar um lugar de poleiro e agora quer voltar à capoeira!!!) devíamos resolver certas coisas... digo-lhe que uma coisa nada tem a ver com a outra e que se assim fosse, não teria respondido ao mail, nem atendido a chamada. Fica super calado. Eu também. POR AMOR DE DEUS! MAS AFINAL??? QUE RAIO DE MERDA É ESTA? Levou na trombinha e agora quer colinho?! Acabei por esclarecer que sou profissional e que nunca iria ter outra atitude (coisa que da outra parte sei que não aconteceria!!!)... 

E pelo meio lá diz outras coisas, que afinal tinha de experimentar outras coisas para perceber que o que quer fazer para toda a vida é o emprego que tinha antes (LOL. Não me contive a dizer que há 4 ou 5 anos atrás lhe disse exactamente isso: que era feito para aquilo! Disse-lhe também que devemos saber o que gostamos de fazer, como queremos as coisas e que quem é bom profissional, não tem medo de trabalhar e sabe o que quer, há-de arranjar sempre trabalho!)...

Enfim, lá se concluiu a conversa dizendo o dom coisito que "gostou muito deste bocadinho, de falar comigo". Estava a despedir-me e assim continuei.

Claro que houve mais pontos altos... estes são os essenciais. Parece tudo surreal. De facto, é preciso uma pessoa lavar o fatinho, estar segura, estar feliz, estar junto de quem ama, bem do coração e limpinha de merda... para repararem que existimos. SANTA LATA! Já estou a ver!!!

Claro que não escondi que estou bem, feliz, com tempo para quem importa. Para amar quem me ama e quem merece ser por mim amado (óbvio que não lhe dei esta importância e nem falei quase nada, mas deu para entender).

E não é que precisasse disto, de escrever digo, pois o capítulo dessa minha vida está encerrado. Apenas me questiono com a santa latinha de algumas pessoas. Agora o quê?

- sou boa pessoa, nunca teve ninguém como eu, nunca ninguém o apoiou tanto, sou excepcional, sou de facto a pessoa da vida dele, uma óptima colega, uma pessoa muito comunicativa e que se gosta de ter por perto, sou a mulher que quer ter ao lado dele porque, ah e tal (nas próprias palavras), a idade já é outra, já pesa... tinha de experimentar outras coisas primeiro para saber o que queria?! E depois o quê? Estou muito arrependido?!

Já ouvi essa merda toda! Umas quantas vezes. O que ouvi não mudou, apenas mudou o embrulho e o timbre de voz. 

Pena que no momento de me atirarem para o lixo, como um pedaço de merda agarrada a uns sapatos de griffe, ou me ignorarem não me dêem valor nenhum e no momento em que me vejam de verdade e sintam a minha falta consigam então perceber que fui a melhor coisinha da vida deles porque não minto, amo de verdade e faço pela pessoa que amo o que possa para a fazer feliz e nunca a deixarei cair!!!!

Temos pena! E não somos galinhas! Eu não sou! E tenho finalmente consciência do meu valor!
E, sinceramente, quando me perguntam porque trabalho tanto e não tenho vida pessoal, respondo da forma mais sincera possível e com toda a verdade que existe para mim neste universo:

NÃO CONHEÇO NINGUÉM QUE MEREÇA O MEU AMOR (e desafio qualquer pessoa a provar o contrário!)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Piece by piece...


Today's song: «Piece by piece, Katie Melua»

15 de Março...



Escrevi assim:

Haverá maior crueldade que na indecisão de uma certeza atirar com a força brutal da ignorância?

Haverá maior crueldade humana que jogar na cara de quem se ama a dolorosa chaga ardente de um “não sei” com amargo sabor a “nunca mais”?

15 de Março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Parar para pensar


Não sabemos, por vezes, o que é melhor para nós, ou então sabemos e tentamos ignorar, na esperança de que surja algo bom, mas sem dar trabalho, sem implicar decisões.

Passamos pela vida na sua maior parte sem a notar. Recolhemo-nos ao casulo quando as coisas correm menos bem, quando nos magoam. Achamos sempre que vai ser só por um momento, contudo, por vezes o momento torna-se uma quase eternidade e depois já não sabemos mais como de lá sair. Insiste-se em fazer coisas mecânicas pois as outras ... perdemos-lhe o hábito.

Infelizmente, o mundo move-se a 97% de sexo e sedução. Isso é simplesmente demasiado fácil. Satisfação de manipulação momentânea. Apenas isso. 

Eu posso ter a minha manta de retalhos, que se parecem a pequenos momentos felizes, todavia, no seu todo, formam algo mais que me completa, por mais desgostos que tenha passado, por mais que me tenham partido o coração, vezes sem conta, sem que eu esperasse.

O passo seguinte é sempre seguir em frente. Mesmo quando não temos todas as respostas. Mesmo quando não sabemos todas as respostas. Acho que às vezes não é suposto sabermos as respostas todas.

«Hush, Hush, Pussycat Dolls»




quarta-feira, 10 de março de 2010

Entre ele e ela... SEXO, quer ele!

(pensada agorinha mesmo!!!! Ivices, pois!)



Ele - Vá lá... mor! É rápido!

Ela - Ai, não me apetece. Deixa-me estar sossegada.

Ele - Mas podes estar sossegadinha aí, vá lá...

Ela - ... e calada também. Dói-me a cabeça!

Ele - Podes estar caladinha, falas só um bocadinho no início, fazes o que eu peço e pronto... Nem te chateio muito...

Ela - Cum catano! Deixa-me estar sossegada a "sofadar!". Não quero mexer-me, não quero falar, não me quero levantar, quero ficar sentada!!!

Ele - (levantando um pouco a voz, argumentando) - Mas podes ficar a sofadar, aí quietinha, quase não dás por mim, não precisas de te levantar... podes ficar sentada. Bem, talvez um pouco mais de luz!

Ela - Sabes bem que eu não gosto de luz assim... incomoda-me a vista.Cala-te e deixa-me em paz. Já te disse que não me apetece!

Ele - Ó mooooooor, vá lá, é só um bocadinho. É rápido... prometo!

Ela - Rápido? Da última vez tiveste de abrir a janela, acender a luz e mesmo assim não acertavas com os dedos! Não tens mesmo jeitinho. E ainda tive de te dar uma ajudinha!

Ele - Não foi bem assim... fiz quase tudo sozinho...

Ela - Fizeste??? mas fui eu que te dei as instruções... E, aliás, repeti!!! E fiquei com dor de pescoço e de mão e tu, nem jeitinho com dois dedos, quanto mais com as duas mãos... NÃO E NÃO!

Ele - PORRA, MOR! OU ME DÁS A PASSWORD CORRECTA DO COMPUTADOR OU LEVANTAS O RABO DE CIMA DO CÓDIGO PARA EU NÃO ME ENGANAR, PORQUE EU QUERO E VOU VER A MINHA QUINTA NO FACEBOOK! QUER TU ME AJUDES OU NÃO COM A HORTA!!!! Além disso, eu não me enganei com os dedos, apenas troquei as letras do código e o rato do pc estava avariado!!!!

(Ela barafustando entredentes... "e para isso precisavas de abrir a janela toda?! Estava a ver o "Crepúsculo" e gosto de ver tudo às escuras!!!!)

Suas mentes perversas!!! Pensavam que era o quê?!

P.S.  Sexo = Se És Xoné, Obedeces! (mente masculina a pensar, óbvio!)

domingo, 7 de março de 2010

Ok, ok, stop emailing! I’m back! Kind of…




Pensando que estava a escrever “para o boneco”, afinal não estou… Com tão poucos comentários, sempre pensei que fossem poucos os que lêem a página, afinal, a julgar pela conta de mails, parece que não são os poucos que eu julgava. Assim sendo, vou contar-vos uma história. A minha.
Eu e os gatos

Sempre adorei gatos. Não sei explicar o porquê. Apenas sempre os adorei. Muito, muito. E o seu ronrom seguro, hummmm, simplesmente relaxante. Sempre gostei de animais, mas os gatos foram os especiais, os “tais”.

Isso traz-me de volta aos dias de hoje. Afinal descubro que sempre adorei gatos pois sou como eles. Nas relações, isto é.

Detesto ser pressionada. Detesto esperarem sempre que eu saiba o que tenho de fazer numa relação, quando é óbvio que não sei. Detesto, qual os gatos, a forma como sou “abandonada” apenas por me afastar uns tempos quando, na verdade, gostaria de ser procurada com um belo pratinho de whiskas…

Os gatos são independentes, brincalhões, muito carinhosos, mas também se põem a milhas se os ofendem. Tremendamente orgulhosos e muito ofendidos se não os elogiam (no visual) ou não lhes fazem umas festinhas…

Talvez eu seja um gato. Talvez eu seja como os meus gatos. Medricas se me fecham a porta da rua, pensando não poder escapar, temerosa se me fecham a porta da rua para não poder entrar. Acima de tudo, um espírito livre que não quer ser preso, mas que sonha poder desejar, ele mesmo, ficar preso por vontade. Amarga por vezes, demasiado doce noutras, salgada o tempo todo, mas sem misturas agridoces. Na verdade, não gosto muito de misturar sabores. Enjoa-me. Adoro usar saia e vestido, mas raramente o faço porque até hoje sempre me preocupei mais com o que os outros diziam do meu físico do que aquilo que realmente gosto de usar.
 Sempre quis fazer um cruzeiro pelo Mediterrâneo, poucos o sabem, mas ninguém sabe que talvez deva essa influência ao facto de ter visto “N” vezes a série “The Love Boat”. Sou boa ouvinte e boa conversadora, mas raramente digo o que de facto penso. Não é ser hipócrita, é ser diferente e ter consciência que penso de forma diferente. Sempre pareci observar o mundo pelo geral, mas na verdade sempre o observei pelos pequenos detalhes, tal como faço com as pessoas, as cores, os tons, o timbre, o cheiro, a textura… o sabor. Quando quero uma coisa, quero-a pelo seu todo, mas, de facto, só quero a totalidade para poder absorver, segundo a segundo, tudo aquilo que a compõe, molécula a molécula, para a viver na sua integridade.
Digo sempre que não perdoo nada, mas acabo por perdoar se considerar que fui injusta. Digo sempre que o amor pode perdoar quase tudo, mas acredito que tudo se pode perdoar quando se ama. Digo sempre que não sou lamechas e talvez só tenha demonstrado essa faceta uma vez ou duas na vida, mas o que vai cá dentro é muito lamechas.

Digo sempre “nunca mais”, mas acabo, eventualmente, por voltar a acreditar, apesar de deixar passar muito tempo para o fazer e ainda que mais ninguém acredite.

Tenho medo das surpresas, mas adoro ser surpreendida. Tenho medo de ter medo, mas tenho medo muitas vezes e daí não tem necessariamente que vir uma coisa má.

Prometo sempre que da próxima vez não vou correr, não vou fazer ninguém sair a correr, mas acabo por cometer sempre o mesmo erro, apenas por ser uma forma de provar que … bem, de tentar provar que é impossível todas as pessoas do mundo falarem dos seus sentimentos da boca para fora.

Afirmo sempre que não sou forte, que tenho medo, que não sou capaz, mas sou a primeira de quem todos se lembram quando se fala de garra, força, coragem… e eu às vezes não consigo entender porquê. Não é falsa humildade, é receio de ser esquecida e de ninguém ter saudades minhas por nunca me ter visto, como sou, verdadeiramente.

Digo sempre que não acredito em impossíveis, mas… sou a primeira a acreditar que a impossibilidade é apenas um ponto de vista e uma falta de atitude!

Digo com frequência que é tarde demais, contudo não acredito mesmo nisso. Nunca é tarde, até ao cair do pano, até ao último fôlego, até ao último segundo antes da meia-noite.

Tarde demais e impossível é apenas vocabulário digno de perdedores. Vencer essa “hora tardia” e/ou essa “impossibilidade” é de facto uma questão de perspectiva e de ATITUDE “de homem” diria eu, mas sou mulher, portanto, corrijo para “ser humano”.

Não existem impossíveis. Não existe infelicidade que dure para sempre. É cientificamente impossível.

De volta,

Iva*

P.S. Obrigada pelos e-mails.

AMANHÃ É UM OUTRO DIA. UM NOVO. TIME TO START IT ALL OVER AGAIN!


«Pensamento positivo, atrai coisas positivas!» That's it!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mulheres e Homens - a sua fonte dos desejos, o seu pote das mágoas!

 (Antes de mais...)

Porquê o fim do blog?...e por que não?!



MULHERES E HOMENS - O QUE QUEREM AFINAL?!

Passei tantos anos no meio de tantas coisas, com tantos sentimentos à flor da pele, com a mesma questão sempre a martelar "o que querem os homens?"

E depois, quando descubro finalmente, eis que se quebra o mistério, a magia desvanece-se e... de facto tenho de concordar que as mulheres parece que não sabem o que querem, pois, agora que sei, preferia sinceramente não saber.

Nós, mulheres, queremos ser apaparicadas, desejadas, mimadas, admiradas... depois queixamo-nos se nos tratam como um pedaço de carne. Na verdade, queremos ser desejadas como um belo naco de carne e tratadas como uma frágil peça de cristal, afagadas como uma suave almofada de penas...

Os homens querem uma mulher ao lado que não lhes exija demasiada dedicação, que aceite os amigos, que traga a cervejinha fresca quando está a dar futebol, que saiba conversar, que seja uma bomba na cama 24/7 e que pareça extremamente dedicada (a eles) a 200%, mas que, na verdade, seja independente... e não quebre o momento com tolas e típicas questões como "o que estás a pensar?" "Oh, estamos tão bem hoje... e amanhã, como será?"

Chamamos-lhes egoístas e físicos porque são muito EU-HOJE / EU-AGORA, eles chamam-nos dependentes e lamechas porque somos completamente EU-AMANHÃ / E.EU.E.TU.AMANHÃ...?

Eles agarram-se mais ao agora, àquilo que sentem e desejam fisicamente... elas agarram-se mais ao amanhã e àquilo que querem ter e romantizar amanhã, na paz da família, rodeados pelos amigos...

Passados tantos anos perguntando-me porquê, neste momento pergunto-me "e por que não?" E por que não não saber o que eles querem? Queria ser ignorante, mas o que os homens querem mesmo-mesmo...? Não vou contar, mas outras como eu podem sempre tentar descobrir... 

Um conselho?! Não o façam. No fim sabe sempre a nada de qualquer forma. E melhor seria mesmo não saber...

Iva*

P.S. Aqui quando precisarem...