Todos os caminhos me levaram a ti!Procurei-te,não te achei.Nunca te deste a mais ninguém.Será que agora me vês?
Agora quero partir,mas sinto que continuo encostada a ti...e tu a mim e isso contraria a minha essência.
E quando pensei que o sonho tivesse terminado,encontrei-te...Será que tu me encontraste já?Não sei,mas,por agora vamos partilhar o silêncio de um abraço e, enquanto a vida não corre e a clepsidra não anda...ENCOSTA-TE A MIM!AGORA!
Iva's place
Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.
Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!
(Mostro o nome no visor à Maria. Ela faz um ar de incredibilidade. Eu rio-me ironicamente bem ao jeito “eu bem dizia!!!”. Atendo.)
- Sim, Iva? É o…
- Eu sei.
- Estás onde? Andei à tua procura…
- Estou … tenho estado cá o dia todo. – respondo secamente, tentando cortar a conversa, sem sucesso.
- ah, não te vi.
- Então quem pensas que abriu a porta hoje de manhã? (até parece que não me viste, dei de caras contigo, mal voltei a esquina e já estavas armado em pintarolas saindo do teu super carro de óculos enfiados nas trombas!) E tenho estado cá o dia todo (pois, até porque quando fui ao carro e regressei à sala, bem te vi a olhar fixamente pelas enormes janelas e quem estava contigo também viu).
- ah… não te vi!
(mentiroso!!!) – Pois.
- E agora estás onde?
- Estou …
- Ah é que eu precisava…
(Precisavas, precisavas, do que tu precisavas sei eu, meu grande #$”%&! Entre outras coisas precisavas de um gajo que entrasse por essa porta dentro e te partisse as trombas pelo que me fizeste, podia ser que caísses desse metro e oitenta e tal abaixo e perdesses a pose de fino!)
Acabei por informar onde estava pois não podia agir de outro modo. Trabalho é trabalho e não deixo cá outras coisas interferirem com a parte profissional, mesmo que não fique satisfeita com o assunto.
Meio minuto depois entra o pintarolas por ali a dentro. SURPRISE, SURPRISE! Eu não estava sozinha!!! Ficou um pouco incomodado e viu-se que não era o que esperava. Deixei-o na sala com o meu computador ligado para ele tirar o que queria, mas ele saiu também da sala e só voltou a entrar quando eu o fiz. Rapidamente lhe dei o que queria e continuei sempre a falar com a Maria. Voltando-se ela de costas para ele, fez-me sinal “olha p’ra isto. Veio atrás e diz que não te viu!!! E não parece satisfeito!”
Ri-me disfarçadamente. Agora quero ver se não acreditam em mim quando digo que anda atrás a tentar algo.
Para quem ainda não percebeu de quem se trata. É o Gravatinha. E isto aconteceu ontem.
(E depois eu é que faço filmes e/ou novelas!!! Nota-se!)
Adoro dizer "gaja" e "gajo" e "feio que nem cornos" e provocar a revolução das hostes!!! ahahaha. Eu sei que é grosseria, brejeirice e que irrite, mas sabe bem sair do trabalho e irritar quem me rodeia e dizer "gajo, gajo, ga
Bem, mas o post não seria mesmo sobre isto...
É uma bem curtinha...
Discutíamos as chefias (eu e uma colega) e, no meio de tantos elogios ao grande profissionalismo, apoio e motivação recebidas por parte de toda a chefia, centrámo-nos num dos chefes... e saiu uma brejeirice de gaja (o que em tantos anos de trabalho ali nunca tinha acontecido assim: 5 minutos! isso tudo!!!)
- Mas é bem giro!
(Eu) - é verdade!
- Tem charme!
- Sim, muito. Mas o que acho mais bonito é a parte dos olhos... muito pestanudos, muito castanhos, intensos...!
- É todo bem parecido!!! Não achas, Iva?
- (Ri-me!) Acho, acho! E tem cá um rabinho!!! Todo redondinho...ahahaah
- Não gosto é daqueles casacos muito compridos que usa no Inverno.
- Cortam-lhe a altura, não é, Maria?
- É verdade! Mas é todo jeitoso!
- E engatatão! Filas de namoradas... mas elas também oferecem-se!!! Mas agora está muito fixo. Eu gostava era que se casasse e tivesse filhos. Depois ia lá para a porta ver as fãs a chorar... e ria-me à gargalhada.
- És mesmo má, Iva!
- Não sou nada!!! Então fazem desfile a toda a hora! Coitado! É que são mesmo atiradiças!!!
- Pois, mas ele é giro...
- Pois é! Mas graças a Deus que nunca pendi para ali!!!!
- Que idade é que ele tem?
- 35 ou 36, se bem que até dava menos, mas deve ser por aí...
Há várias alturas da nossa vida em que nos encontramos perante uma bifurcação no caminho. Depois, pendemos entre a extrema desconfiança e a gigantesca burrice.
Balançamos entre mirabolantes histórias de vida e paranóicas teorias da conspiração. Afinal, o que é verdade? O que é mentira? E a cabeça gira e gira e gira…
É nestas alturas que ouço a minha avozinha (que ainda me ensina muito todos os dias): quem tem boas intenções, não fala, age! Quem quer, faz por isso, não coloca obstáculos! Se há coisas que consideras sagradas e queres para ti, não as destruas nos outros.
Com tantos clichés, a verdade é que me parece que sem ter provas palpáveis, não acreditarei em MUITAS coisas. E, para quê palavras se as atitudes na vida real e as burocracias no papel acabam por valer muito mais que palavras?!
Palavras bonitas e “ses” não pertencerão mais ao meu presente. Mereço muito mais que isso. Mereço coisas por completo, pessoas por inteiro. Não mereço ser segunda escolha, última opção ou tapete de entrada, corredor de transição entre salas.
E não me irei permitir menos que isso. Porque mereço!!!
Quem quer, move montanhas. Ora aí está!!!
Aliás, nem haverá sequer montanhas capazes de impedir quem quer e luta por aquilo que quer.
Suspiro em silêncio. Por entre a febre, a pouca força. Entre as cobertas nestes dias temerosos de Verão, fazendo o contrário a todos os outros: procurando conforto no vale suave dos lençóis ainda que a temperatura lá fora implore por sedutores e tórridos banhos de gelo.
Quando a parte emocional é afectada, desmorana-se-me a saúde. É como se o coração enviasse ao cérebro a mensagem “não estou feliz” e o cérebro, em consonância ordenasse ao corpo solidariedade, dizendo “estou doente”!
Há uns tempos atrás, denotei alguns laivos de arrogância quando me foi dito que nunca tinha conhecido ninguém assim “olha, outro!”. Pensei. O irónico é quando é mesmo verdade.
Tenho um trabalho que me permite trabalhar com centenas de pessoas diferentes todos os anos, homens então, nem se fala – a todo o momento, há 15, 20 novas pessoas para conhecer e, em simultâneo, novos colegas para integrar na equipa, ajuda, esclarecer, etc. Toda esta actividade mexe com chefias, subchefias, entidades, associações, instituições, uma quase infindável lista de novos locais para trabalhar, fora os extras – contactos que temos de fazer por conta própria para “keep moving on”.
Isso faz-me conhecer todo o tipo de pessoas. Homens ainda mais! O meio pode ser muito dominado por mulheres, mas, quando aparecem homens, não são só dois ou três. Parece que é como tudo: uma mulher nunca vai sozinha à casa-de-banho; um homem nunca pende para um lado sem levar uma equipa consigo.
Se me interessam? É como tudo também: há-os para todos os gostos – para enfeitar o carro, a prateleira, como boneco de pelúcia para enfeitar a cama, para enfeitar a carteira, para nos enfeitar, mas, para sentar à mesa e conversar?! Eu até poderia dizer que se contam pelos dedos, no entanto, estaria a mentir – não tenho assim tão poucos dedos!!!
Também, desta vez apenas, tenho de confessar que não posso negar as listas de fãs. É verdade que se fartam de me atribuir fãs e eu bem esperneio, chateio-me, mando a pessoas passear (sem palavrões,já agora!) e isso realmente ofende-me. Faz-me sentir um cartaz enorme, vistoso, com luzes de néon a piscar e a exigir atenção, piscando em gigantescas letras brilhantes “Hey, LOOK AT ME! LOOK AT ME!” Mas eles existem. E muito!!!
Acho que passo tanto tempo a negar a existências desses fãs (alguns até bastante bota-de-elástico) que, com certeza, quem não me conhece me toma pela maior convencida de todos os tempos, mas a verdade é que mesmo sem eu fazer nada de nada, cerca de 80% dos homens que conheço (senão mais) acaba por experimentar mandar os seus grandes piropos e ser um bocadito insistentes. Lamento a falta de humildade, mas a verdade é que me irrita, contudo, se fosse a contar só pelo edifício central do meu local de trabalho, a verdade é que desde o seguranças às chefias poucos seriam os que não se põem todos sorridentes e dispostos a satisfazer os meus caprichos. Às vezes de tal forma que me dá vontade de dizer: agora saltem ao pé coxinho! Isto, só para ver se vivemos todos no mesmo mundo.
Mas eu nego e continuarei a negar. Se sempre me calharam namorados ciumentos, se o próximo “futuro”se apercebe disto, então foge logo, achando que a concorrência é demais. Portanto, I will deny it until the end of times! Ai, se vou!
Lamento também para quem está já a fazer algum filme com alguma loira curvilínea, alta e ultra jeitosona…ahahah. Nada a ver! Acho que o facto de andar sempre a sorrir é que faz tudo. E, aqui entre nós, muito sinceramente, não creio que sejam apenas os olhos o espelho da alma. No meu entender, o sorriso acaba por revelar muito mais e a sinceridade e a simpatia também.
E isso esconde também o meu interior.
Sou a maior defensora do amor, a grande fada madrinha dos corações despedaçados e, sinceramente, sou uma óptima “Cupida”. As coisas resultam sempre a 100%. Só não resultam comigo. Ah, pois! No meu caso, é totalmente o oposto e é diferente.
Na realidade a vida deu-me tantas super-hiper chapadas que cheguei a um ponto em que tenho um cristalzinho delicado no coração: se não gosto, nem dou trela; se me incomodo é porque detesto; se gosto… tento afastar; se percebo que é mais que isso, CARAMBA!, que fujo a sete pés! Lamento, mas afinal não sou corajosa assim.
Se tenho muito medo da rejeição? Mas é óbvio que sim! Mas não é o meu maior medo. Esse grande medo nem sequer é amar. É simplesmente deixar-me amar. E tenho motivos para isso. Muitos mesmo. Todavia, agora não quero andar a divagar sobre eles. Iriam gerar pena e esse é mesmo o tipo de sentimento que não cultivo.
E sou pessimista e faço merda nestes negócios do coração? Também! Mas também me deverá ser concedido o desejo de ser imatura 1% das vezes quando o resto do tempo nunca sou. Se fujo do que sinto: ah pois! Porquê? E por que haveria de ter de explicar?! Não quero e pronto! Ah e tal, mas se sentes… Pois sinto, mas eu pedi para sentir? Se calhar pedi, quando desejei ser feliz, mas sinto e não quero. Tenho medo! Portanto fujo. Por que fujo? Porque tenho medo. Sim, da rejeição, claro, sempre! Mas com o não estou eu muito habituada a lidar. Então e se fosse sim, fazia o quê? E a distância e o resto? Bater com as trombas no chão (sim, sou grosseira e extremamente dramática nestas coisas. De fazer ir às lágrimas (de tanto rir!) quando um que me assista!). Bater com as trombas no chão, de novo? Não posso! Nem tenho forças para tal. Já o fiz tantas vezes!
Aventuras? Lamento, nunca foi o meu estilo. Se já as tive? Pois, por acaso já. Não por vontade própria. Uma por impulso. A outra por engano. E são o que são “a ave (em) “n” turras” – uma ave à cabeçada! São o durante. Nunca o antes, nunca o depois.
São o vazio branco. O branco que também é cor, mas que, ao contrário das outras cores, não transmite nada. Que transmite somente o nada. Que permite sermos branco, mas nunca a cor das emoções, daquelas que fazem o sangue correr nas veias constantemente, mesmo quando não estamos ligados à corrente, mesmo em dias de chuva, mesmo em dias de forte ventania, mesmo em delírios de dormente epifania…!
É a cor que quero. Quero o não-branco! Quero o vermelho da paixão! O verde da esperança! O rosa da doçura! O amarelo da luxúria! O azul da calmaria! O castanho-Terra do coração! O laranja da fantasia, o cinzento da misteriosa sedução…!
Assim, não esperando nada, dei por mim a percorrer as páginas da surrealidade, com o cursor do computador piscando perante mim, em páginas bem reais:
O que mais é amar,
senão um olhar perdido na loucura,
embevecido de luta e de ternura
de querer sentir e contra isso lutar?
E isso estremece-me. Arrefece-me o corpo quente. Fico em pânico. Dormente!
Depois faço o inesperado. Repito. Faço merda. Numa avalanche de palavras, mostro-me e despeço-me. Mais rapidamente do que é possível assimilar. E fujo novamente. Se quem me conhece soubesse diria que tenho de viver. Se o “EU” que me conhece, soubesse, diria – compreendo-te! Queres mais. Estás cansada! Queres mais que caixas flutuantes sob água veloz. Queres falar tanta coisa. Sentes demais! Foi-se-te a voz!
Amizade? Essa doeu. Da última vez que o fiz, levei 9 anos a tentar assimilar essa amizade, a desenganar-me e a passar de paixão a um amor cada vez maior. E doeu. Muito. Doía de cada vez que em angústia pensava: um dia liga e diz que se vai casar. Nunca aconteceu. Nem mesmo hoje. Calhou! Entretanto, sete anos se passaram. Talvez oito ou nove. Já não sei. Na verdade, não interessa.
O que quero? Eu sei o que quero. Não tenho dúvidas. Sempre tive certezas daquilo que não queria. Mas se o posso ter? Parece-me que não, que não é para mim.
Dizem que não há histórias de dragões ou de cavaleiros encantados. Mas era o que eu agora queria. A irracionalidade da força física a derrotar as atrocidades da vida tais como as distâncias, a impossibilidade, as burocracias das leis escritas que se dizem divinas!
Por uma vez, queria que a pessoa certa fizesse a coisa errada, à semelhança de uma pessoa errada – que fez a coisa certa, que trepou os muros que construí e se deteve perante mim, fazendo-me acreditar, viajando milhas sem fim, por 50 minutos de conversa, troca de olhares e pouco mais.
Por uma única vez na vida queria o telemóvel a tocar, a partilhar um silêncio a três – duas pessoas e uma nova tecnologia – adivinhando-se-me do outro lado se estou a sorrir, nervosa ou de olhos fechados, esticada sob as cobertas a permitir-me sonhar por cinco minutos, tentando entender aquela clarividência que só (re)conheço em mim, observada por mim de fora, mas nunca tendo eu a centralidade dessas atenções – nem a desejando!
Por uma única vez, queria esse bichinho inquieto, de teclas e sons e mensagens, a dar o seu toque especial, de foto bem espetada no visor, sorrindo um sorriso do outro lado do meu mundo (que eu transportei para este mundo e não conheço neste mundo!), enquanto suaves e breves palavras, com as sílabas todas a seguirem-se, bem articuladas (e uns ouvidos bem despertos à escuta, não se chocando com as minhas provocações de repetir “gajo” e outras grosserias tais!), se soltariam pelos ares dizendo uma estupidez qualquer, sem certezas mas também sem ilusões, como: “Onde estás? Estou aqui de passagem. (segue-se um breve silêncio) mas sou capaz de demorar um bocado”.
No entretanto, as horas passam, os minutos sussuram – PESADOS -, os segundos perseguem-me – MALVADOS!, e as palavras enrolam-se! Os sentimentos impedem os sentidos, trocam-me os sonos, dão-me, na cama, as voltas contrárias. Se pudesse, escondia!
Não me escondia a mim. Escondia o que sinto, perante o desânimo de ter sido descoberta e ter sido eu a descobrir por último o que, afinal, tão óbvio se anunciava e só eu não observava.
Escondia e não sentia.
Assim fecho o coração, e sinto a mágoa da burrice. Culpabilizo em mim a falta de amizade. Mas há que ser óbvia: isso não consigo tornar em mim possível.
Tenho as malas para preparar – as das férias de tantos anos, as da doença que me atinge, e agora a pesada bagagem do coração. Penso nas malas por fazer e vejo em mim o ânimo de um burro perante a ausência de um belo fardo de palha.
Se a vida fosse facilitada como a fluidez dos dedos sobre o teclado, quando os sentidos me despertam o coração de cristal e impelem nele sentimentos a que me tenho recusado!!!
Tenho de me levantar da cadeira e fazer as malas. Pôr a vida para trás dos ombros. Se alguém houve a culpar. Só eu. Não acredito em contos de sapos e príncipes encantados. Colocar os cabelos para trás e deixá-los esvoaçar ao vento intemporal das burrices cometidas e erros repetidos.
Fugir.
Partir para o areal das mil fontes e espalhar no areal as lágrimas que teimaram em não querer correr. Deixar o sal curar as feridas da incerteza, preferindo-a à certa possibilidade de um nunca.
Folheio folhas fingidas. Fracas. Falsas. Fúteis. Mas também verdadeiras e encontro palavras que desejaria minhas:
Tenho dez linhas
Para te dizer que te amo
As mesmas dez linhas que separam um poeta de um actor
Um irmão de um irmão
Sei que muito antes de me leres
Vais saber que esta contagem decrescente
Te pertence
Agora já não tenho dez linhas
Só me resta uma
A linha da vida para te amar
(Carlos Peres Feio / António Feio)
Pois é, mas eu já não tenho dez linhas. Nem sequer uma palavra.
Vou, então, imaginar que já estou deitada de cabeça na almofada, no meu refúgio-carregador de energias. E aí, nesse porto de abrigo – esconderijo sagrado, vou ter contigo e, na forte impossibilidade de dizer algo mais, balbucio uma palavra muito sincera (a única que consigo dizer) “desculpa!”.
Não consigo dizer mais pois nada retira o que disse, o que fiz, ou afasta de mim o rubor das faces ao aperceber-me da minha descoberta. Muito menos tiraria as pantufinhas estúpidas que teimam em saltar dentro do estômago, angustiando-me e fazendo-me tremer.
Rio perante a certíssima impossibilidade de alguém fixar ou sequer entender estas palavras, que fluem à velocidade do meu próprio pensamento entristecido – MMUITO RÁPIDAS!
Penso apenas que, no MEU sonho, hoje o desfecho será diferente. E amanhã, ao acordar, tudo continuará igual: luminoso, brilhante, mas branco, vago e vazio – não pela aventuras, mas pela falta de sabor nas cores que me rodeiam, tão cheias de sem-rostos! E aí, nesse momento, vou sorrir porque vou desejar-te o máximo de felicidade: amar e ser amado na totalidade. Sem ilusões, sem dor, sem mágoas e, sobretudo, sem o sal das lágrimas. Aquele mesmo sal que vou encontrar nas próximas semanas e que desejo para mim. Para me sarar as feridas que auto-infligi. Sim. A mim mesma.
Quanto a ti? Será felicidade o meu desejo para ti: as pessoas especiais e que recuperam o brilho há muito perdido, após um lúgubre oceano de vetustas torturas, merecem esse “quê” de especial – não apenas serem amadas na totalidade de um corpo suado em êxtase, mas por toda uma vida, durante todas as vidas que lhe forem concedidas. De uma forma única, indubitável, extraordinária e plena de amor verdadeiro. Daquele que vem nos pacotes da farinha predilecta e no fundo das embalagens de cappuccino! Para sempre e… até ao fim!
“O amor pode ser um lugar estranho” e “o coração pode ter razões que a razão não conhece”, mas eu ainda consigo ser mais complexa que tudo isto e, no entanto, tão simples ao mesmo tempo.
“E no final, tudo dá certo. Se não deu certo, ainda não terminou.” Às vezes é preciso um empurrãozinho.
Se as minhas emoções estão arrumadinhas em caixinhas? Sim, sem dúvida. O problema nunca foi esse!
Falo, falo, falo. Digo disparates, sou insegura quando não pareço, exijo sacrifícios e talentos extra-ordinários. Na verdade, basta a força de um abraço apertadinho e a doçura de um beijo para me devolverem aos meus sentidos, à minha confiança plena e a quem, na realidade, SOU.
…agora vou imaginar-me com a cabeça na minha almofada… porque sim… e o resto fica comigo. Porque quero.
Schiuuu! Não estou… e um bichinho de teclas que não beija com o seu toque a meio da noite não me acorda do meu dormente e profundo sono…
«Somos quem amamos, como amamos e quem nos permitirmos deixar amar. O resto é irrisório... assim.! Apenas não ser desta forma é condenável. Apenas isso não perdoo nem a mim!»
Iva*
O meu coração será de quem eu amar e me souber ensinar a deixar-me amar. Nem mais, nem menos.
Vamos fingir por momentos que sou uma daquelas cantoras de jazz, muito bem pintadas e penteadinhas, com vestidos deslumbrantes, a um canto do palco mal iluminado, cantando a alma na voz, de tempos idos e tristes, enquanto o mundo inteiro a ouve e todo o mundo a ignora (Com isto acabei de descobrir porque, durante tanto tempo, nem podia ouvir jazz... pela tristeza e alma na voz...!)...
Adiante e...
assim sendo, aqui fica a canção número um numa versão diferente. Esta é muito especial para mim.
«Coisas que eu sei, Greice Ive»
Canção número dois:
Esta é quando a noite já vai alta, a madrugada se levanta e a alvorada se anuncia e, no palco, apenas a voz permanece, o corpo que a solta é indiferente...
«They're writin songs of love...»
E por muitas mais que se seguissem, esta encerraria a noite enquanto um único casal dançaria na pista, contente com a canção, ignorante quanto à sua letra, alheio ao mundo pesado que corre lá fora, exterior ao seu abraço. E isto, apesar de melancólico, tal como o dourado do vestido da cantora de jazz... Isto é bonito! Because it is unique! :))
ta, ta you all!
See yah,
kissie, kissie,
Iva (over and out)*
p.s. resolvi agora acrescentar esta. Somente porque sim, porque é linda. :) «True colours, Sheena Easton»
E agora sim, o cair do pano, o apagar das luzes, ficando apenas a serenidade trazida pela terapia musical... :)
Have a good night sleep, wherever you are, whoever you are...
"I'm (...) impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control (sometimes!) and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best."
Ora eu acho que sou assim às vezes, e faço, sem dúvida, esse teste aos homens, mesmo que muitas vezes o faça de forma inconsciente e não me aperceba! Mas é esta a verdade: quem não me consegue aturar no meu pior (o que, felizmente, ocorre uma ou duas vezes por ano! E já é demais!!!), também não me merece no meu bom e, muito menos, no meu melhor!!! Ah, pois é: quem está no meu coração é tratadinho com pezinhos de lã, na palminha da mão (gostaram desta visualíssima metáfora confusa? Ora pois, eu adorei!)
Se pensam que a roupinha não faz a simpatia e a fama da pessoa, desenganem-se! Nesta sociedade consumista tem tudo a ver!!! E se lhe juntarem um sorriso... uiui!!!
Experimentem então uma roupinha q.b., uns acessoriozitos e um sorriso nos lábios! Parece que têm imã e deitam fogo a cada passo que dão! Irra!!! O hábito faz mesmo o monge...
Nem quero pensar o que um piscar de olhos seria capaz de fazer...!!! ehehehe
A todo o segundo, nalguma parte do mundo, alguém vê o seu coração partido. No outro lado do mundo, alguém se apaixona também.
Acima de tudo, queremos ser vistos como somos e ser respeitados e amados por isso, ainda que, para ser assim amados, muitos tenham tendência a colocar máscaras, que nunca poderão resultar, pois, quem poderá fingir a vida toda, toda uma vida? Poucos, certamente, mas, ainda assim, alguns!
Ponham, no entanto, isto na vossa cabecinha:
1 - uma relação que faz sofrer, não é amor!
2 - se discutem constantemente, então casam para quê?
3 - se as coisas já estão mal, não é um filho ou um casamento que resolve.
4 - "dar um tempo" é apenas uma expressão habilmente usada pelos homens para terminar tudo quando têm medo de dizê-lo.
5 - "temos de falar" vindo de uma mulher não é necessariamente sinónimo de que algo vai mal ou que querem terminar/avançar para algo mais sério. Será sim sinónimo de se sentirem com falta de atenção. O resto virá daí.
6 - se a pessoa que amam não vos dá atenção constante (não estou a dizer a toda a hora!), lamento, mas isso não é amor!
7 - uma mensagem por dia, por caridade, não é sinal de que gostam de ti!
8 - dizer que és giro ou gira, inteligente ou interessante, também não! Pode ser apenas sinal de corte ou nem isso, sendo apenas amizade.
9 - quem ama, luta, faz por isso (no início, sim, pode ser complicado demonstrar sentimentos!).
10 - quem ama faz para que a outra pessoa se sinta especial, faz surpresas, surpreende constantemente, viaja quilómetros, liga a meio da noite só para dar um oi, graceja, conta piadas, cantarola, dança...! Porquê? Porque ama!
11 - quem te esquece, não te ama! quem só se lembra de ti quando está mal, não te ama. quem passa dias sem te dizer algo, não te ama! quem apenas diz que te ama, não te ama! quem não demonstra interesse, nem se importa com os teus sentimentos, não te ama!
12 - quem não sabe lidar com os teus defeitos e te faz sentir mal com eles a toda a hora, MEU QUERIDO/MINHA QUERIDA, NÃO TE AMA DE TODO!!!
Afinal, QUEM AMA, APARECE! QUEM AMA, ACONTECE! (E faz acontecer!!!)
Ora bem, nós mulheres até podemos reclamar das "canções do bandido", mas há assim umas quantas que, se bem dedicadas e, quiçá, cantaroladas ao vivo e a cores, numa vozinha meio rouca (super sexy quanto a mim, hehe), num ambiente bem pensado... nos seriam capazes de deixar KO em poucos minutos...ahah.
Aqui ficam algumas:
«More than a woman, Bee Gees»
«you picked me, a fine frenzy» (ok, esta mais dedicada de mulher para homem...ahah)
(Ok, confesso que já dediquei esta... aliás, já a cantei e é preciso mesmo muito para me porem assim a cantar, sem playback...ahah. Dediquei a quem pensei ser a pessoa da minha vida, não creio que a volte a cantar novamente. Só uma pessoa realmente muito especial seria dela merecedora)
Bem, poderia passar aqui horas a divagar e talvez um dia o faça para dar conta de todos os detalhes, no entanto, como já me despedi há mais de um ano, apesar de ter a situação a arrastar-se durante muito mais tempo (até Dezembro), não me parece que seja muito importante divagar. Além disso, as pessoas não se medem por aquilo que dizem que são ou pelo que fazem por si mesmas, mas sim pelas suas atitudes com os outros.
Resumindo e concluindo, quem ainda em Dezembro andava a mandar mensagens que creio não serem pura e desinteressada amizade em Julho casa-se, em segredo, quando pouca gente sabia que namorava...!
Como me sinto? Bem, confesso que foi um soco em seco no estômago quando soube em Junho que ia casar, no entanto, foi mesmo pela surpresa e também pelas coisas que ele dizia. De qualquer forma, poucos minutos foram necessários para que tudo passasse. Sendo bem sincera, senti um peso tão grande sair de cima que andei feita maluca aos saltos pela casa, a cantarolar e a dançar (coisa que não fazia há imenso tempo).
Não espero que alguém compreenda. Não espero sequer que acreditem que aquilo que senti foi mesmo amor. Acho que só quem ama compreende. Apenas digo que quando as coisas não começam bem e uma determinada situação nos faz sentir constantemente mal, nunca dará certo, e, além disso, só poderá ser de extrema liberdade e grande alívio verificar que FINALMENTE terminou, quando se arrastou e arrastava durante tantos anos!!!
Havia sempre o receio de ter outra pessoa e ele começar a insistir e surgirem dúvidas. Não daquelas que me fariam voltar atrás ou magoar alguém, mas daquele tipo que me iria desequilibrar e começar a fazer andar a sentir-me muito mal e deprimida. Agora já não as há.
Nem vos sei explicar a sensação de grande alívio que sinto, ver finalmente todos os fantasmas dissipados, diluídos na névoa do tempo, tendo ido para um sítio de onde jamais regressarão pois deixaram de existir. Pela primeira vez em MUITOS ANOS estou livre!
Se magoou? Claro que magoou. Caraças, andava com conversinhas bonitas e depois casou-se! Não sou uma cabra insensível como muitas vezes desejo ser, mas não magoou como magoaria há uns 14 meses atrás, ou há 19, para ser mais precisa. A despedida da minha parte já havia sido feita. Se ele está bem e feliz, pois seja! Apenas não volte atrás nas suas decisões, isso para mim é inadmissível, é sinal de fraqueza e de uma imensa falta de carácter!
O que tenho ainda a dizer? MUITO, MUITO, MUITO SINCERAMENTE?
Obrigada! OBRIGADA POR ME LIBERTARES DESTA PRISÃO DE HÁ MUITAS VIDAS! (Um dia explico).
Por isso aqui fica: obrigada. Be happy! Agora posso tentar ser feliz! FINALMENTE!
Iva*
Today I really feel very ... free!!!! Born to win, born to love, born to be finally free!!! :)
«Empire State of the Mind, Alicia Keys, and Jay-Z»
Bem, com o Gravatinha, creio que já contei a maior parte do que aconteceu nos últimos tempos, se bem que há coisas que é preferível nem recordar. Mas foi assim que tudo aconteceu...
Há dois anos e qualquer coisa atrás tivemos um suposto namoro que durou menos de três meses. Basicamente, ele queria exibir-me como troféu, em especial no nosso local de trabalho e pensou que eu seria uma pessoa de personalidade fraca que ele moldaria a seu belo prazer. Ora adivinhem lá! Nem sou uma coisa, nem outra, portanto, "a modos que" lhe correu muito mal.
Passados quase dois anos do final que ele mesmo impôs, (mês e meio após o qual ele me tentou lixar com F grande a vida no local de trabalho e não conseguiu (provou ele do próprio veneno 6 meses depois!)), eis que o menino volta ao antigo local de trabalho e tenta uma reaproximação, com a desculpa de um projecto em que infelizmente para mim, temos de trabalhar juntos! Com essa desculpa fartou-se de mandar mails, mensagens e, por fim, ligar.
Convidou-me para irmos "lanchar" quando, na verdade, queria era uma porta aberta "para voltar a ser tudo como antes" - a menina a tratar dos documentos do menino, a dar apoio 24h/7dias, a ir às compras com ele, ajudando-o a escolher roupa, decoração para a casa (segundo ele, eu tenho óptimo gosto. Na verdade, nunca tal me tinham dito, mas ok, fico lisonjeada, mas deixa cá guardar isso só para mim e ignorar o tipo!)... e mais não sei quantas coisas, mas... NÃO ME PARECE, GRAVATAS! Quando fecho portas não as volto a abrir. Arranco-lhes a madeira e coloco tijolo e cimento! ;) Em especial quando se trata do passado. Acabou, está acabado.
Nota final: na última reunião adivinhem lá quem passou o tempo todo a olhar para mim (de tal forma que até uma colega que é distraída reparou e a verdade é que sempre que eu levantava o olhar, lá estava ele a olhar, sempre a olhar...), a incluir-me em todas as conversas e a fazer de propósito apontando outros projectos anteriores em que trabalhámos juntos. E depois, quando eu estava literalmente entalada... aproveitou para se roçar em mim e tocar no cabelo que na altura estava a meio das costas e de facto bastante comprido...
Lindo, não é? Entretanto, como não dei vento àquelas faíscas, deixou de ligar. OH, QUE CHATICE!! Terei ganho a lutaria?! I HOPE SO!!! HEHEHEH!
Podemos ter muitas pessoas especiais na nossa vida, mas daquelas a quem dedicar canções com verdadeiro significado, é mais difícil. Para uma pessoa especial, um dia será esta canção (ou semelhante) que lhe irei dedicar (outra que poderia escolher seria dos Fine Frenzy - you picked me), mas por agora fico-me por esta magnífica:
Quando a 25 de Novembro de 2007 iniciei este blog com o título "uma mensagem, um sinal", sofria há um ano e tal (quase dois) por uma pessoa que parecia uma bola de pingue-pongue - tão depressa insinuava gostar e se colava como uma lapa, como a seguir passava imensos dias ou semanas sem nada dizer.
Não posso de forma alguma dizer que há 3 anos atrás era uma jovem inconsciente ou sequer adolescente - muito, muito longe disso... mas andava tão mal que nem no trabalho já me conseguia concentrar.
Entretanto, as coisas correram, o tempo passou e acabou por ter o seu desfecho - verdade é que quando uma situação não se inicia bem e não começa com felicidade jamais assim poderá acabar e é essa uma valiosa lição a tirar de duas histórias estranhas e quase paralelas a foram assistindo aos longo destes quase três anos. Quando as coisas têm de dar certo, iniciam bem, com sorrisos, gargalhadas e boa disposição - o que assim não é, nem futuro tem.
Nunca esperei vir a ter tanta assistência aqui neste local, muito menos conseguir ajudar tanta gente, mas agradeço essa oportunidade que me deram pois foi, ao mesmo tempo, uma forma de sarar as minhas próprias feridas e avançar, deixando o passado onde ele realmente pertence - lá atrás.
Por todo o carinho e anos de partilhas aqui, que me fizeram ganhar novos e verdadeiros amigos que hoje fazem parte da minha vida real - e não virtual - por tudo isso, aqui vos deixo desde já o meu obrigada.
Perante tantos e-mails e comentários, decidi voltar.
Garanto que desta vez pensei mesmo não o fazer. Não só porque achei que tinha deixado de fazer sentido como, para ser muito sincera, comecei a achar que não tinha conseguido ser assim tão relevante nas vossas vidas... Se calhar sempre fui um pouco.
Esperem por mim daqui a umas horas, em alguns novos posts sobre os finais das histórias do Gravatinha e do Lacoste. Nem imaginam o que aconteceu entretanto...! Garanto-vos que, se me oferecerem, vendo os direitos para uma telenovela pois é mesmo o que parece.
Esperem para ler! Garanto-vos que além de quase não credível, vos vai deixar de boca aberta. Até a mim deixou e sou a protagonista...!
É de muita felicidade resolver finalmente os assuntos pendentes do passado, por anos e anos. Mas também é de muita tristeza a machadada final ser exactamente a que esperávamos, como sempre adivinháramos que iria ser, mas quando não esperávamos, com os maus da fita a darem-se bem, sem punições e os bons perdidos pelo caminho, solitários na inactividade da sua atitude. E os intermédios por ali, num vaivém inconstante e imperceptível, incompreensível e, não obstante…bem!
Assim me escrevo e assim me despeço.
Agora.
Não sei se voltarei.
Muitas forças a todos os que ajudei durante mais de dois anos, ainda mais forças a quem não tive disponibilidade para responder… (ainda o tentarei fazer, apenas não estarei aqui activa no blog!).
Quem me ficou no coração, mantém-se agora na minha vida. Quem não está lá, nunca teve a menor importância. É muito menos que insignificante. E isto é válido para todos!
Os laços desatam-se, mas eis que surge, não uma punhalada, mas, pior que isso, uma autêntica machadada para nos despedaçar o pedacinho de coração que ainda está intacto, acabadinho de refazer, chupando-nos o único pedaço de sanidade mental que nos restava… Os pormenores não interessam.
Apenas foi o suficiente para me aperceber que, de repente, as feridas se abriram. Afinal estavam cá! Ou isso ou as cicatrizes também doem.
Apercebi-me que neste momento estou melhor isolada no meu egoísmo, um sentimento novo do qual irei ser mestra!, do que na ilusão de… Bem, na ilusão! Qualquer que seja, boa coisa a ilusão não pode ser.
Sendo de um egoísmo tal, não me parece que neste momento exista alguém capaz de me ajudar a sarar as feridas, abdicando de 5 minutos de si, por mim. Dando-me um bocado da sua vida, só porque si. Investimento a fundo perdido, quase… E, como se há coisa que não existe são príncipes encantados e contos de fadas…, o melhor é resumir-me à minha considerada insignificância sentimental e ficar no meu cantinho, longe de tudo, longe de todos. Morta para o mundo.
Não há, nem haverá, quem me acorde às 3 da matina, para me dar um abraço e dizer que vai ficar tudo bem. Não há cinco minutos para dizer uma patetice qualquer e o mundo parecer de novo fazer sentido. Apenas há coisas do passado que, a resolver-se, nos dão uma chicotada com a força e o impacte de um coice gigantesco, pior que uma onda de três metros, embatendo directa em nós, enrolando-nos na areia, num misto de sal, saliva, pedras, água, sangue e areia… perdendo nós o fôlego e o lugar certo dos ossos, num abraço quase fatal de dor, remorso e de flashes de vida.
Não há sempre finais felizes. Há finais. Há ciclos de vida. E, de facto, life is a bitter sweet symphony…!
Há pessoas que sabem o que querem, fazem loucuras, lutando por isso e se dão bem. Há outros que não arriscam. E não se dão mal. Normalmente, “não se dão”. Mas isso agora não interessa. Nada interessa. Nem o silêncio interessa pois ele é pesado.
Não quero, não posso, não consigo falar disso. Não consigo falar de como me magoaram, de como arquitectaram para me magoar mais só porque não me tinham nem iriam ter… não quero falar de confirmar dúvidas do passado enterrado e ele, por entre as camadas de terra e de tecidos putrefactos e insípidos, me agarrar pela perninha e me puxar para o fundo, enchendo-me as cavidades de terra, de tal forma que não consigo mais respirar e só vou para o fundo, cada vez mais para o fundo. Farta. Cansada. Cansada de muito lutar.
Funeral não houve. Nos assassinatos de se ser comido para a terra por um passado mal cheiroso deve ser sempre assim, digo eu. Nem houve muitos gritos. Houve o silêncio, o telemóvel amigo que não tocou, o toque quente e silencioso, amigo, que nunca chegou. Que nunca chegou quando não seriam necessárias palavras para sarar um coração ferido.
Deixem-me estar. Não quero palavras. Também não quero o silêncio. Não quero nada pois agora sei que nada me pertence. Nem a perda me pertence. E o coração que era meu, esvaiu-se, líquido, na insuficiência de formar plaquetas que o segurassem.
Não quero nada. Não peço nada. Não desejo nada. Quero o esquecimento, o nada. Isso acho que posso ter.
É um adeus. Vou lamber as feridas e talvez não gerem gangrena, se não é ou foi isto já gangrena!, e vou ficar sozinha, aqui, no meu cantinho. Certa de quem amei, certa de quem ama. Completamente com a certeza que ainda mais vou perder, mas tendo plena consciência (se puder esta ser minha!), de que agora preciso de algo que não era meu, mas agora rebusco nalgum canto do meu pacote de brindes de há umas décadas atrás: o meu próprio egoísmo.
Escrevo-me e morro-me. Morri para o mundo. Agora. Aqui. Sem sequer mais uma palavra. Neste ponto final.
Alguns de nós amam o amor, outros amam a ideia de ter alguém, uma família para passear com ela, outros há que amam a ideia de se casarem na Igreja, rodeados de muita gente, para que toda a gente os veja... outros amam ser amados... outros amam com egoísmo ter alguém sempre ali atrelado... Bem, mas poucos há que consigam aceitar outro alguém com todos os defeitos, aceitando-o pelo todo, não porque está certo ou porque parece bem, mas tão simplesmente porque o amam e desejam a sua felicidade.
Hoje não me alongo mais...
O verdadeiro amor não é egoísta. Apenas isso.
Podemos ser felizes mesmo sem estarmos com quem amamos, se soubermos que a outra pessoa está bem. Isso não é estupidez ou burrice, é amor. Profundo como o oceano.
E esse tipo de amor não é muito comum, infelizmente. Nasce no acaso, cria-se no companheirismo, floresce pelos minutos que se transformam em momentos especiais e são guardados num lugar muito especial a que, de facto, chamamos coração. E não nesse outro suposto coração social, que serve para envergar uma máscara, adquirir bens materiais, alguém para exibir, alguém para cultivar e aumentar o nosso egocentrismo. Isso, meus queridos... Isso não é, de todo, amar! Ainda assim, cada um escolhe o seu. Ser feliz ou não com as suas escolhas, já depende da consciência de cada um.
A Iva? A Iva prefere ser feliz sozinha do que render-se às aparências da sociedade "só porque sim", pois a Iva já abriu mãos de um grande amor simplesmente por achar que essa pessoa seria mais feliz com outra... Aí, talvez tenha sido burrice. Não havia outro alguém. No entanto, o que tem de ser, tem muita força e podemos fugir a muitas coisas, mas nunca ao puro e verdadeiro... AMOR.
Fiquem bem e mantenham-se bem dispostos! :) E, sobretudo, AMEM!
Não! O amor não é vão, mas pessoas são.
Vãs! Fúteis! Falsas! Interesseiras! Superficiais! Vazias... com sabor a eco, ausência de maresia...
E são essas e apenas essas que tornam o amor... VÃO!
Mas existem excepções, sempre, o tempo todo!
Basta encontrá-las... Como? Nunca desistindo de as procurar, nunca desistindo de acreditar nelas... A Fé move montanhas!!!
E depois? Bem, depois, quando encontramos essa excepção, é agir como diz o Principezinho de Saint-Exupéry "Cativa-me!".
E ter a certeza que as vamos cativar a cada dia, pois as pessoas, tal como o amor, não se compram, não se vendem, não se conseguem, não se ganham... CONQUISTAM-SE! E é essa a verdadeira diferente entre um amor real e um amor fingido!!! Pois o amor real é sempre, sempre, sempre amigo e companheiro e tudo o mais que daí advém. Jamais será egoísta, interesseiro, frio, cruel, reles, ordinário, aguçado...!
«Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.»