Iva's place

Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.

Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!

Bem-vindos!

Iva*

sábado, 14 de agosto de 2010

Eu, sentimentos… e o “passado”?



Quem lê apenas os pequenos trechos do que escrevo, talvez não me compreenda ou em mim entenda uma grande confusão emocional. Mas não é. Está tudo resolvido. Muito resolvido. Finalmente.

O meu primeiro amor, na verdade não D.Q. mas P.R. (falando em alcunhas, claro) ficou resolvido há imenso tempo. Quase outra década.

Depois veio um triste egoísta, super concentrado no corpo. Não era bonito, era elegante. Não era inteligente, nem sequer muito esperto. Era egoísta, egocêntrico mimado e com a mania de se fazer de vítima. Bem, com um saco na boca e caladinho, quem sabe? Iei! Ahah – resolvido há muito!!! Não podemos dar amor 100% do tempo, também tem de haver um espaço para receber amor e carinho, certo?

Depois veio a pessoa com quem quase casei. Curiosamente a sua alcunha era eu que a usava quando me queria referir a pessoas tolarecas. Depois conheci-o e apaixonei-me. Diz ele que se apaixonou pelos meus gestos suaves com as mãos, como se fosse uma bailarina (?). Na verdade, quando demos o “beijo” mais sério (o primeiro implicou cinema e uma tremenda cabeçada. Yautch!), ouvi música.
Estávamos à beira-rio, com uma grande cidade iluminada do outro lado. Adoro a calma das águas e o brilho de tudo o que luze de noite, reflectindo-se na maré silenciosa…
Beijámo-nos e, de facto, comecei a entender por que é que se diz que se vê estrelas e se ouve música quando há ali um sentimento muito grande – parecia estar a ouvir música celta.
Não se riam nem desacreditem. É bem mais simples que isso. Aquela cidade estava em festa e NA REALIDADE EU ESTAVA A OUVIR MÚSICA!!! Ahahahah. Esta é mesmo para recordar, apesar do que se passou muitos meses depois.
Não casámos, mas sinto como se tivesse sido um casamento falhado. É um pouco complicado explicar. Casamento marcado, convites prontos para mandar fazer, listagens feitas, família a participar, enumerar listas, escolher igreja, ver gastos, casa escolhida… procurar tratar do crédito… foi tudo muito de sonho.
 A parte de me pedir oficialmente em casamento e, dias antes dessa oficialização com a família me ter traído e, por insistência minha (por andar desconfiada com tantos presentes que me dava – 2 ou 3 por semana! E pela sua insistência gigantesca em casar), ter descoberto que ainda sentia algo pela sua ex, é que foi totalmente de pesadelo.
Cortei com tudo. 15 dias depois implorou que voltássemos, que se tinha enganado, teceu-me os maiores louvores…! Foi muito difícil para mim, seria mais fácil termos voltado e não enfrentar a desilusão de toda a família e o apontarem-me o dedo por “ter fracassado”, mas decidi que não podia ser assim. Ameaçou e tentou matar-se para me fazer sentir culpada. Disse que ia morrer e, depois disso, soube que estava na Holanda. LOL! Meses depois recebi um telefonema dos Países Baixos, mas nunca confirmei quem seria – era alguém a falar mal inglês e parecia haver alguém ao lado. Não soube o resto.

Depois disso veio a pessoa que mais me marcou. Que me “perseguiu simpaticamente” enquanto eu insistia nos meus piores defeitos, até os que não tinha, para ele se afastar e desaparecer, mas como aquele não era esperto, mas sim inteligente, percebeu mesmo do que eu tinha medo. Tanto insistiu que quem não resistiu fui eu e uns meses depois começámos a namorar… e depois ele começou a falar em casamento (por esta altura aprendi que os homens falam mais em casamento que as mulheres!!!), eu comecei a reagir com fobia à conversa, mas tentava disfarçar (será possível disfarçar ataques de pânico e falta de ar?! Pois, mas eu bem tentava). Tudo muito bem. Entretanto, uma suposta amiga comum, invejosa e cobra, inventou que eu tinha alguém aqui (morávamos muito longe) e ele foi acreditando…  e a história foi, de facto, magnífica: quando resolvemos as coisas, ele pede-me em casamento numa semana, durante a semana faço anos e trata-me mal, e, no fim-de-semana – oito dias depois -, termina tudo comigo porque “afinal”, eu não sou como ele pensava. Pergunto o que isso quer dizer e lá acaba por confessar que não era bem isso, mas sim a sua ex namorada que andava a rondar (a mesma que o traiu com os melhores amigos, com a qual ele namorou um ano à distância, dando-lhe dinheiro e prendas e ela nas ilhas, com outro!!!) e ele estava mais para aí voltado.
Fui acusada de ser fria porque não chorei à frente dele – mas, convenhamos, se chorasse ele ia dizer que eu estava a ver se tinha pena de mim; como não chorei… sou fria, cabra, insensível e incapaz de amar! E ficámos por aí, com ele a tentar voltar toda a gente contra mim só porque não me viu chorar…
Quanto à cabra da suposta amiga comum, mais minha até, bem, acredito em kharma e desejo apenas o dobro do que ela me desejou e me fez! Um dia vai arrepender-se de não me ter desejado nem feito bem!!! A vida é assim!

O que veio depois não interessa muito. Uma ilusão passageira de dois meses, com o mesmo nome do ex. e, depois, surgem na historia da minha vida o Lacoste e o Gravatinha, com este último a dizer mal e a invejar o primeiro. O resto já sabem. Com L. nunca houve nada. Com o G. não posso dizer que aquilo fosse coisa alguma… digamos que foi um filme de terror que durou, em directo e na pele, quase três meses, de inícios de Junho a finais de Agosto.
Depois disso? Bem, creio que nada há de relevante a dizer. A vida é uma estrada, a todo o momento nos cruzamos com viaturas, algumas vezes mais rápido, outras, em marcha lenta, dando tempo para trocar uns acenos e uns sorrisos e ponto final. Ah, mentira. Outras vezes se a marcha é demasiado lenta e em sentido contrário segue alguém interessante, surgem pantufinhas no estômago, estúpidas a fazerem-nos ficar com angústia… e é nessas alturas que usamos a berma da estrada para ultrapassar e enveredar por caminhos velhos, antes que o carro dos interesses, vire o sentido da marcha, estacione ao nosso lado e nos diga “olá! Posso conhecer-te?!”

Na verdade, está tudo finalmente resolvido e o passado é mesmo isso: está par trás e já passou. Ficaram alguns, mas raríssimos momentos bons. Full stop.
Quanto ao presente: é, como o nome indica, uma oferenda, uma prenda. Mas, como tudo na vida, vem embrulhada e eu tenho algum receio a desembrulhar ofertas…ahah. (Lembrei-me dos aniversários onde as criancinhas curiosas ajudam os amiguinhos que fazem anos a abrir euforicamente as prendas. Pois, uma ajudinha! Se calhar é isso).

Adieu!

Iva*

Do passado muito atrás, para o presente, e no futuro sem dúvida



Ontem tive novidades inesperadas do meu primeiro amor. Aquele que tentei à força esquecer e ficar “só amizade”. Claro que ficou. Nunca houve nadinha de nada. Apenas demorei quase uma década a ultrapassar o assunto.
Sim, sim. Foram mais de 9 anos a amar a mesma pessoa. Dia após dia. Nada mais dava certo pois ele continuava lá a ocupar o seu lugar e, por mais que eu achasse que sim, voltava sempre a ele ou ele acabava por surgir quando eu estava com alguém. Foi muito complicado. Depois, finalmente!, resolveu-se. E ficou amizade. Uma amizade muito pura e bonita, mas não próxima. Entretanto passaram-se quantos? Sete, oito anos? Por aí…
(Isto recorda-me que com o lacoste-mini-micro-partícula-de-palitito também tentei que fosse só amizade. E continuei a tentar… entretanto passaram 4 anos comigo a tentar “que fosse só amizade”. E não posso dizer que fosse muito mais. Nunca houve nada).
Assim, aprendi que não é possível ser “só amizade” quando se sente algo mais pela pessoa. E, se da parte dele – homem, diz que “só quer amizade” isso traduz-se por “como não quero nada sério e talvez tu não queiras aventuras, é melhor ficarmos por aí pois como ombro e tapete para o meu ego, serves muito bem e não me chateio muito.” Esta parte aprendi bem demais. Com o gravatinha, por exemplo!

Quanto ao D.Q. – o meu primeiro amor – fiquei sinceramente feliz. Voltou aquela emoção de gaiatos, em que falávamos dos nossos planos e ambições, sonhos… ena! Tantas coisas! E passaram tantos, tantos anos!
Disse-me que tem imensos cabelos brancos. Eu confessei que encontrei um e o cortei. Ah. Ah. Ele está contente com os dele. Parece que dão charme. LOL. Ahahah. Aposto que parece muito mais velho que a idade que tem. Mas eu também não estou mais nova. Disfarçar idades para quê? É a mesma com um mês e poucos dias de diferença, ganhando-me ele na “velhice”. É curioso pensar assim e conhecer muito bem as bases de uma pessoa – por mais que mude, os alicerces já eu os conheço. Há duas décadas. E isso é assim… MUITO TEMPO!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O perfume

 (O perfume envenenado do exibicionista - seria um melhor título)


Tal qual como na presença do assassino minucioso da obra “Perfume”, assim ontem entrámos no local de trabalho, momentos antes do telefonema (the call), e a Maria comenta.

- Cheira a perfume. Perfume de homem.

- Pois. Também me cheira. Deve ser “dele”.

- A sério?! – exclama Maria, incrédula.

- Pois. – confirmo, não dizendo mais nada. Para mim não é estranho.

(Pouco depois do telefonema e da presença do gravatinha na minha sala, Maria olha-me como que a querer falar. Eu adianto-me enquanto avançamos pelo corredor sem ninguém por perto.)

- Vês? Era dele!

- Pois é. Bem, mas pelo menos é um perfume bom.

- Pois eu sei. Ofereci-lho eu.

Maria olha-me de boca aberta e não faço ideia do que pensa. Só não sabe a parte do nosso suposto envolvimento. Não porque eu tenha problemas com isso, mas simplesmente porque não posso considerar uma relação aquilo que, de facto, não houve. Muito menos não sendo importante para mim.
Avanço atrás dela e recordo palavras de há mais de dois anos atrás.
“Quando te quiser chamar a atenção e meter-me contigo, uso o perfume que me ofereceste. É o meu perfume especial.”

Sinceramente, penso para mim mesma: que curioso como apago essas coisas e mesmo com o olfacto despertando-me memórias não há sentimentos envolvidos. Nem me recordo o nome do perfume, apenas a embalagem e vagamente. Até o odor me deixou de atrair. E tenho de admitir que há perfumes que “mexem” realmente comigo. Agora nada de nada. É assim quando tudo se vai e nada fica. Nem o rancor ou a raiva. É indiferente apenas. Só isso.

Ponto final.

The call



(Mostro o nome no visor à Maria. Ela faz um ar de incredibilidade. Eu rio-me ironicamente bem ao jeito “eu bem dizia!!!”. Atendo.)

- Sim, Iva? É o…
- Eu sei.
- Estás onde? Andei à tua procura…
- Estou … tenho estado cá o dia todo. – respondo secamente, tentando cortar a conversa, sem sucesso.
- ah, não te vi.
- Então quem pensas que abriu a porta hoje de manhã? (até parece que não me viste, dei de caras contigo, mal voltei a esquina e já estavas armado em pintarolas saindo do teu super carro de óculos enfiados nas trombas!) E tenho estado cá o dia todo (pois, até porque quando fui ao carro e regressei à sala, bem te vi a olhar fixamente pelas enormes janelas e quem estava contigo também viu).
- ah… não te vi!
(mentiroso!!!) – Pois.
- E agora estás onde?
- Estou …
- Ah é que eu precisava…
(Precisavas, precisavas, do que tu precisavas sei eu, meu grande #$”%&! Entre outras coisas precisavas de um gajo que entrasse por essa porta dentro e te partisse as trombas pelo que me fizeste, podia ser que caísses desse metro e oitenta e tal abaixo e perdesses a pose de fino!)

Acabei por informar onde estava pois não podia agir de outro modo. Trabalho é trabalho e não deixo cá outras coisas interferirem com a parte profissional, mesmo que não fique satisfeita com o assunto.

Meio minuto depois entra o pintarolas por ali a dentro. SURPRISE, SURPRISE! Eu não estava sozinha!!! Ficou um pouco incomodado e viu-se que não era o que esperava. Deixei-o na sala com o meu computador ligado para ele tirar o que queria, mas ele saiu também da sala e só voltou a entrar quando eu o fiz. Rapidamente lhe dei o que queria e continuei sempre a falar com a Maria. Voltando-se ela de costas para ele, fez-me sinal “olha p’ra isto. Veio atrás e diz que não te viu!!! E não parece satisfeito!”
Ri-me disfarçadamente. Agora quero ver se não acreditam em mim quando digo que anda atrás a tentar algo.
Para quem ainda não percebeu de quem se trata. É o Gravatinha. E isto aconteceu ontem.


 (E depois eu é que faço filmes e/ou novelas!!! Nota-se!)

To give me a little bit of quietness and peace in both heart and soul

«All angels, songbird»

Coisas... de gaja!


Adoro dizer "gaja" e "gajo" e "feio que nem cornos" e provocar a revolução das hostes!!! ahahaha. Eu sei que é grosseria, brejeirice e que irrite, mas sabe bem sair do trabalho e irritar quem me rodeia e dizer "gajo, gajo, ga

Bem, mas o post não seria mesmo sobre isto...

É uma bem curtinha...
Discutíamos as chefias (eu e uma colega) e, no meio de tantos elogios ao grande profissionalismo, apoio e motivação recebidas por parte de toda a chefia, centrámo-nos num dos chefes... e saiu uma brejeirice de gaja (o que em tantos anos de trabalho ali nunca tinha acontecido assim: 5 minutos! isso tudo!!!)

- Mas é bem giro!
(Eu) - é verdade!
- Tem charme!
- Sim, muito. Mas o que acho mais bonito é a parte dos olhos... muito pestanudos, muito castanhos, intensos...!
- É todo bem parecido!!! Não achas, Iva?
- (Ri-me!) Acho, acho! E tem cá um rabinho!!! Todo redondinho...ahahaah
- Não gosto é daqueles casacos muito compridos que usa no Inverno.
- Cortam-lhe a altura, não é, Maria?
- É verdade! Mas é todo jeitoso!
- E engatatão! Filas de namoradas... mas elas também oferecem-se!!! Mas agora está muito fixo. Eu gostava era que se casasse e tivesse filhos. Depois ia lá para a porta ver as fãs a chorar... e ria-me à gargalhada.
- És mesmo má, Iva!
- Não sou nada!!! Então fazem desfile a toda a hora! Coitado! É que são mesmo atiradiças!!!
- Pois, mas ele é giro...
- Pois é! Mas graças a Deus que nunca pendi para ali!!!!
- Que idade é que ele tem?
- 35 ou 36, se bem que até dava menos, mas deve ser por aí...
- Pois...
- Pois...
(risos)

Why?



Há várias alturas da nossa vida em que nos encontramos perante uma bifurcação no caminho. Depois, pendemos entre a extrema desconfiança e a gigantesca burrice.
Balançamos entre mirabolantes histórias de vida e paranóicas teorias da conspiração. Afinal, o que é verdade? O que é mentira? E a cabeça gira e gira e gira…

É nestas alturas que ouço a minha avozinha (que ainda me ensina muito todos os dias): quem tem boas intenções, não fala, age! Quem quer, faz por isso, não coloca obstáculos! Se há coisas que consideras sagradas e queres para ti, não as destruas nos outros.

Com tantos clichés, a verdade é que me parece que sem ter provas palpáveis, não acreditarei em MUITAS coisas. E, para quê palavras se as atitudes na vida real e as burocracias no papel acabam por valer muito mais que palavras?!

Palavras bonitas e “ses” não pertencerão mais ao meu presente. Mereço muito mais que isso. Mereço coisas por completo, pessoas por inteiro. Não mereço ser segunda escolha, última opção ou tapete de entrada, corredor de transição entre salas.

E não me irei permitir menos que isso. Porque mereço!!!

Quem quer, move montanhas. Ora aí está!!!
Aliás, nem haverá sequer montanhas capazes de impedir quem quer e luta por aquilo que quer.

O cristal do coração – um mui longo post, inacabado!




Suspiro em silêncio. Por entre a febre, a pouca força. Entre as cobertas nestes dias temerosos de Verão, fazendo o contrário a todos os outros: procurando conforto no vale suave dos lençóis ainda que a temperatura lá fora implore por sedutores e tórridos banhos de gelo.

Quando a parte emocional é afectada, desmorana-se-me a saúde. É como se o coração enviasse ao cérebro a mensagem “não estou feliz” e o cérebro, em consonância ordenasse ao corpo solidariedade, dizendo “estou doente”!

Há uns tempos atrás, denotei alguns laivos de arrogância quando me foi dito que nunca tinha conhecido ninguém assim “olha, outro!”. Pensei. O irónico é quando é mesmo verdade.

Tenho um trabalho que me permite trabalhar com centenas de pessoas diferentes todos os anos, homens então, nem se fala – a todo o momento, há 15, 20 novas pessoas para conhecer e, em simultâneo, novos colegas para integrar na equipa, ajuda, esclarecer, etc. Toda esta actividade mexe com chefias, subchefias, entidades, associações, instituições, uma quase infindável lista de novos locais para trabalhar, fora os extras – contactos que temos de fazer por conta própria para “keep moving on”.
Isso faz-me conhecer todo o tipo de pessoas. Homens ainda mais! O meio pode ser muito dominado por mulheres, mas, quando aparecem homens, não são só dois ou três. Parece que é como tudo: uma mulher nunca vai sozinha à casa-de-banho; um homem nunca pende para um lado sem levar uma equipa consigo.
Se me interessam? É como tudo também: há-os para todos os gostos – para enfeitar o carro, a prateleira, como boneco de pelúcia para enfeitar a cama, para enfeitar a carteira, para nos enfeitar, mas, para sentar à mesa e conversar?! Eu até poderia dizer que se contam pelos dedos, no entanto, estaria a mentir – não tenho assim tão poucos dedos!!!
Também, desta vez apenas, tenho de confessar que não posso negar as listas de fãs. É verdade que se fartam de me atribuir fãs e eu bem esperneio, chateio-me, mando a pessoas passear (sem palavrões,já agora!) e isso realmente ofende-me. Faz-me sentir um cartaz enorme, vistoso, com luzes de néon a piscar e a exigir atenção, piscando em gigantescas letras brilhantes “Hey, LOOK AT ME! LOOK AT ME!” Mas eles existem. E muito!!!
Acho que passo tanto tempo a negar a existências desses fãs (alguns até bastante bota-de-elástico) que, com certeza, quem não me conhece me toma pela maior convencida de todos os tempos, mas a verdade é que mesmo sem eu fazer nada de nada, cerca de 80% dos homens que conheço (senão mais) acaba por experimentar mandar os seus grandes piropos e ser um bocadito insistentes. Lamento a falta de humildade, mas a verdade é que me irrita, contudo, se fosse a contar só pelo edifício central do meu local de trabalho, a verdade é que desde o seguranças às chefias poucos seriam os que não se põem todos sorridentes e dispostos a satisfazer os meus caprichos. Às vezes de tal forma que me dá vontade de dizer: agora saltem ao pé coxinho! Isto, só para ver se vivemos todos no mesmo mundo.
Mas eu nego e continuarei a negar. Se sempre me calharam namorados ciumentos, se o próximo “futuro”se apercebe disto, então foge logo, achando que a concorrência é demais. Portanto, I will deny it until the end of times! Ai, se vou!
Lamento também para quem está já a fazer algum filme com alguma loira curvilínea, alta e ultra jeitosona…ahahah. Nada a ver! Acho que o facto de andar sempre a sorrir é que faz tudo. E, aqui entre nós, muito sinceramente, não creio que sejam apenas os olhos o espelho da alma. No meu entender, o sorriso acaba por revelar muito mais e a sinceridade e a simpatia também.
E isso esconde também o meu interior.

Sou a maior defensora do amor, a grande fada madrinha dos corações despedaçados e, sinceramente, sou uma óptima “Cupida”. As coisas resultam sempre a 100%. Só não resultam comigo. Ah, pois! No meu caso, é totalmente o oposto e é diferente.
Na realidade a vida deu-me tantas super-hiper chapadas que cheguei a um ponto em que tenho um cristalzinho delicado no coração: se não gosto, nem dou trela; se me incomodo é porque detesto; se gosto… tento afastar; se percebo que é mais que isso, CARAMBA!, que fujo a sete pés! Lamento, mas afinal não sou corajosa assim.
Se tenho muito medo da rejeição? Mas é óbvio que sim! Mas não é o meu maior medo. Esse grande medo nem sequer é amar. É simplesmente deixar-me amar. E tenho motivos para isso. Muitos mesmo. Todavia, agora não quero andar a divagar sobre eles. Iriam gerar pena e esse é mesmo o tipo de sentimento que não cultivo.
E sou pessimista e faço merda nestes negócios do coração? Também! Mas também me deverá ser concedido o desejo de ser imatura 1% das vezes quando o resto do tempo nunca sou. Se fujo do que sinto: ah pois! Porquê? E por que haveria de ter de explicar?! Não quero e pronto! Ah e tal, mas se sentes… Pois sinto, mas eu pedi para sentir? Se calhar pedi, quando desejei ser feliz, mas sinto e não quero. Tenho medo! Portanto fujo. Por que fujo? Porque tenho medo. Sim, da rejeição, claro, sempre! Mas com o não estou eu muito habituada a lidar. Então e se fosse sim, fazia o quê? E a distância e o resto? Bater com as trombas no chão (sim, sou grosseira e extremamente dramática nestas coisas. De fazer ir às lágrimas (de tanto rir!) quando um que me assista!). Bater com as trombas no chão, de novo? Não posso! Nem tenho forças para tal. Já o fiz tantas vezes!
Aventuras? Lamento, nunca foi o meu estilo. Se já as tive? Pois, por acaso já. Não por vontade própria. Uma por impulso. A outra por engano. E são o que são “a ave (em) “n” turras” – uma ave à cabeçada! São o durante. Nunca o antes, nunca o depois.
São o vazio branco. O branco que também é cor, mas que, ao contrário das outras cores, não transmite nada. Que transmite somente o nada. Que permite sermos branco, mas nunca a cor das emoções, daquelas que fazem o sangue correr nas veias constantemente, mesmo quando não estamos ligados à corrente, mesmo em dias de chuva, mesmo em dias de forte ventania, mesmo em delírios de dormente epifania…!
É a cor que quero. Quero o não-branco! Quero o vermelho da paixão! O verde da esperança! O rosa da doçura! O amarelo da luxúria! O azul da calmaria! O castanho-Terra do coração! O laranja da fantasia, o cinzento da misteriosa sedução…!
Assim, não esperando nada, dei por mim a percorrer as páginas da surrealidade, com o cursor do computador piscando perante mim, em páginas bem reais:
O que mais é amar,
senão um olhar perdido na loucura,
embevecido de luta e de ternura
de querer sentir e contra isso lutar?
E isso estremece-me. Arrefece-me o corpo quente. Fico em pânico. Dormente!
Depois faço o inesperado. Repito. Faço merda. Numa avalanche de palavras, mostro-me e despeço-me. Mais rapidamente do que é possível assimilar. E fujo novamente. Se quem me conhece soubesse diria que tenho de viver. Se o “EU” que me conhece, soubesse, diria – compreendo-te! Queres mais. Estás cansada! Queres mais que caixas flutuantes sob água veloz. Queres falar tanta coisa. Sentes demais! Foi-se-te a voz!
Amizade? Essa doeu. Da última vez que o fiz, levei 9 anos a tentar assimilar essa amizade, a desenganar-me e a passar de paixão a um amor cada vez maior. E doeu. Muito. Doía de cada vez que em angústia pensava: um dia liga e diz que se vai casar. Nunca aconteceu. Nem mesmo hoje. Calhou! Entretanto, sete anos se passaram. Talvez oito ou nove. Já não sei. Na verdade, não interessa.
O que quero? Eu sei o que quero. Não tenho dúvidas. Sempre tive certezas daquilo que não queria. Mas se o posso ter? Parece-me que não, que não é para mim.

Dizem que não há histórias de dragões ou de cavaleiros encantados. Mas era o que eu agora queria. A irracionalidade da força física a derrotar as atrocidades da vida tais como as distâncias, a impossibilidade, as burocracias das leis escritas que se dizem divinas!
Por uma vez, queria que a pessoa certa fizesse a coisa errada, à semelhança de uma pessoa errada – que fez a coisa certa, que trepou os muros que construí e se deteve perante mim, fazendo-me acreditar, viajando milhas sem fim, por 50 minutos de conversa, troca de olhares e pouco mais.
Por uma única vez na vida queria o telemóvel a tocar, a partilhar um silêncio a três – duas pessoas e uma nova tecnologia – adivinhando-se-me do outro lado se estou a sorrir, nervosa ou de olhos fechados, esticada sob as cobertas a permitir-me sonhar por cinco minutos, tentando entender aquela clarividência que só (re)conheço em mim, observada por mim de fora, mas nunca tendo eu a centralidade dessas atenções – nem a desejando!
Por uma única vez, queria esse bichinho inquieto, de teclas e sons e mensagens, a dar o seu toque especial, de foto bem espetada no visor, sorrindo um sorriso do outro lado do meu mundo (que eu transportei para este mundo e não conheço neste mundo!), enquanto suaves e breves palavras, com as sílabas todas a seguirem-se, bem articuladas (e uns ouvidos bem despertos à escuta, não se chocando com as minhas provocações de repetir “gajo” e outras grosserias tais!), se soltariam pelos ares dizendo uma estupidez qualquer, sem certezas mas também sem ilusões, como: “Onde estás? Estou aqui de passagem. (segue-se um breve silêncio) mas sou capaz de demorar um bocado”.
No entretanto, as horas passam, os minutos sussuram – PESADOS -, os segundos perseguem-me – MALVADOS!, e as palavras enrolam-se! Os sentimentos impedem os sentidos, trocam-me os sonos, dão-me, na cama, as voltas contrárias. Se pudesse, escondia!
Não me escondia a mim. Escondia o que sinto, perante o desânimo de ter sido descoberta e ter sido eu a descobrir por último o que, afinal, tão óbvio se anunciava e só eu não observava.
Escondia e não sentia.
Assim fecho o coração, e sinto a mágoa da burrice. Culpabilizo em mim a falta de amizade. Mas há que ser óbvia: isso não consigo tornar em mim possível.
Tenho as malas para preparar – as das férias de tantos anos, as da doença que me atinge, e agora a pesada bagagem do coração. Penso nas malas por fazer e vejo em mim o ânimo de um burro perante a ausência de um belo fardo de palha.
Se a vida fosse facilitada como a fluidez dos dedos sobre o teclado, quando os sentidos me despertam o coração de cristal e impelem nele sentimentos a que me tenho recusado!!!
Tenho de me levantar da cadeira e fazer as malas. Pôr a vida para trás dos ombros. Se alguém houve a culpar. Só eu. Não acredito em contos de sapos e príncipes encantados.  Colocar os cabelos para trás e deixá-los esvoaçar ao vento intemporal das burrices cometidas e erros repetidos.
Fugir.
Partir para o areal das mil fontes e espalhar no areal as lágrimas que teimaram em não querer correr. Deixar o sal curar as feridas da incerteza, preferindo-a à certa possibilidade de um nunca.
Folheio folhas fingidas. Fracas. Falsas. Fúteis. Mas também verdadeiras e encontro palavras que desejaria minhas:
Tenho dez linhas
Para te dizer que te amo
As mesmas dez linhas que separam um poeta de um actor
Um irmão de um irmão
Sei que muito antes de me leres
Vais saber que esta contagem decrescente
Te pertence
Agora já não tenho dez linhas
Só me resta uma
A linha da vida para te amar

(Carlos Peres Feio / António Feio)

Pois é, mas eu já não tenho dez linhas. Nem sequer uma palavra.
Vou, então, imaginar que já estou deitada de cabeça na almofada, no meu refúgio-carregador de energias. E aí, nesse porto de abrigo – esconderijo sagrado, vou ter contigo e, na forte impossibilidade de dizer algo mais, balbucio uma palavra muito sincera (a única que consigo dizer) “desculpa!”.
Não consigo dizer mais pois nada retira o que disse, o que fiz, ou afasta de mim o rubor das faces ao aperceber-me da minha descoberta. Muito menos tiraria as pantufinhas estúpidas que teimam em saltar dentro do estômago, angustiando-me e fazendo-me tremer.
Rio perante a certíssima impossibilidade de alguém fixar ou sequer entender estas palavras, que fluem à velocidade do meu próprio pensamento entristecido – MMUITO RÁPIDAS!

Penso apenas que, no MEU sonho, hoje o desfecho será diferente. E amanhã, ao acordar, tudo continuará igual: luminoso, brilhante, mas branco, vago e vazio – não pela aventuras, mas pela falta de sabor nas cores que me rodeiam, tão cheias de sem-rostos! E aí, nesse momento, vou sorrir porque vou desejar-te o máximo de felicidade: amar e ser amado na totalidade. Sem ilusões, sem dor, sem mágoas e, sobretudo, sem o sal das lágrimas. Aquele mesmo sal que vou encontrar nas próximas semanas e que desejo para mim. Para me sarar as feridas que auto-infligi. Sim. A mim mesma.
Quanto a ti? Será felicidade o meu desejo para ti: as pessoas especiais e que recuperam o brilho há muito perdido, após um lúgubre oceano de vetustas torturas, merecem esse “quê” de especial – não apenas serem amadas na totalidade de um corpo suado em êxtase, mas por toda uma vida, durante todas as vidas que lhe forem concedidas. De uma forma única, indubitável, extraordinária e plena de amor verdadeiro. Daquele que vem nos pacotes da farinha predilecta e no fundo das embalagens de cappuccino! Para sempre e… até ao fim!

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“O amor pode ser um lugar estranho” e “o coração pode ter razões que a razão não conhece”, mas eu ainda consigo ser mais complexa que tudo isto e, no entanto, tão simples ao mesmo tempo.
“E no final, tudo dá certo. Se não deu certo, ainda não terminou.” Às vezes é preciso um empurrãozinho.
Se as minhas emoções estão arrumadinhas em caixinhas? Sim, sem dúvida. O problema nunca foi esse!
Falo, falo, falo. Digo disparates, sou insegura quando não pareço, exijo sacrifícios e talentos extra-ordinários. Na verdade, basta a força de um abraço apertadinho e a doçura de um beijo para me devolverem aos meus sentidos, à minha confiança plena e a quem, na realidade, SOU.

…agora vou imaginar-me com a cabeça na minha almofada… porque sim… e o resto fica comigo. Porque quero.

Schiuuu! Não estou… e um bichinho de teclas que não beija com o seu toque a meio da noite não me acorda do meu dormente e profundo sono…




«Cry me out, Pixie Lott»
Cry me out... in my secret life... the future...!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Behind the blinds


«Somos quem amamos, como amamos e quem nos permitirmos deixar amar. O resto é irrisório... assim.! Apenas não ser desta forma é condenável. Apenas isso não perdoo nem a mim!»

Iva*

O meu coração será de quem eu amar e me souber ensinar a deixar-me amar. Nem mais, nem menos.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Canções das "horas" mortas...


Vamos fingir por momentos que sou uma daquelas cantoras de jazz, muito bem pintadas e penteadinhas, com vestidos deslumbrantes, a um canto do palco mal iluminado, cantando a alma na voz, de tempos idos e tristes, enquanto o mundo inteiro a ouve e todo o mundo a ignora (Com isto acabei de descobrir porque, durante tanto tempo, nem podia ouvir jazz... pela tristeza e alma na voz...!)... 

Adiante e...

assim sendo, aqui fica a canção número um numa versão diferente. Esta é muito especial para mim.

«Coisas que eu sei, Greice Ive»


Canção número dois:

Esta é quando a noite já vai alta, a madrugada se levanta e a alvorada se anuncia e, no palco, apenas a voz permanece, o corpo que a solta é indiferente...
«They're writin songs of love...»

E por muitas mais que se seguissem, esta encerraria a noite enquanto um único casal dançaria na pista, contente com a canção, ignorante quanto à sua letra, alheio ao mundo pesado que corre lá fora, exterior ao seu abraço. E isto, apesar de melancólico, tal como o dourado do vestido da cantora de jazz... Isto é bonito! Because it is unique! :))

ta, ta you all!

See yah,

kissie, kissie,

Iva (over and out)*

p.s. resolvi agora acrescentar esta. Somente porque sim, porque é linda. :)

«True colours, Sheena Easton»


 
E agora sim, o cair do pano, o apagar das luzes, ficando apenas a serenidade trazida pela terapia musical... :)
Have a good night sleep, wherever you are, whoever you are...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

This is surely my test towards men, even when I'm not quite aware of it!


"I'm (...) impatient and a little insecure. I make mistakes, I am out of control (sometimes!) and at times hard to handle. But if you can't handle me at my worst, then you sure as hell don't deserve me at my best." 

— Marilyn Monroe


Ora eu acho que sou assim às vezes, e faço, sem dúvida, esse teste aos homens, mesmo que muitas vezes o faça de forma inconsciente e não me aperceba! Mas é esta a verdade: quem não me consegue aturar no meu pior (o que, felizmente, ocorre uma ou duas vezes por ano! E já é demais!!!), também não me merece no meu bom e, muito menos, no meu melhor!!! Ah, pois é: quem está no meu coração é tratadinho com pezinhos de lã, na palminha da mão (gostaram desta visualíssima metáfora confusa? Ora pois, eu adorei!)

Kissie, kissie,
bjokas,

Iva*

O amor...?



... não se rouba! Não se ganha! Planta-se, cultiva-se, conquista-se!
(Todos os dias um bocadinho mais!!!)

:))

Iva Filipa*

«Where is the love? Black Eyed Peas»

Afinal, o hábito faz o monge! Ou deverei dizer a freira?!



Se pensam que a roupinha não faz a simpatia e a fama da pessoa, desenganem-se! Nesta sociedade consumista tem tudo a ver!!! E se lhe juntarem um sorriso... uiui!!!

Experimentem então uma roupinha q.b., uns acessoriozitos e um sorriso nos lábios! Parece que têm imã e deitam fogo a cada passo que dão! Irra!!! O hábito faz mesmo o monge...
Nem quero pensar o que um piscar de olhos seria capaz de fazer...!!! ehehehe


Greetings, 

Iva*

Amar, afinal de contas, que bicho secreto é esse?


A todo o segundo, nalguma parte do mundo, alguém vê o seu coração partido. No outro lado do mundo, alguém se apaixona também. 

Acima de tudo, queremos ser vistos como somos e ser respeitados e amados por isso, ainda que, para ser assim amados, muitos tenham tendência a colocar máscaras, que nunca poderão resultar, pois, quem poderá fingir a vida toda, toda uma vida? Poucos, certamente, mas, ainda assim, alguns!

Ponham, no entanto, isto na vossa cabecinha:

1 - uma relação que faz sofrer, não é amor!

2 - se discutem constantemente, então casam para quê?

3 - se as coisas já estão mal, não é um filho ou um casamento que resolve.

4 - "dar um tempo" é apenas uma expressão habilmente usada pelos homens para terminar tudo quando têm medo de dizê-lo.

5 - "temos de falar" vindo de uma mulher não é necessariamente sinónimo de que algo vai mal ou que querem terminar/avançar para algo mais sério. Será sim sinónimo de se sentirem com falta de atenção. O resto virá daí.

6 - se a pessoa que amam não vos dá atenção constante (não estou a dizer a toda a hora!), lamento, mas isso não é amor!

7 - uma mensagem por dia, por caridade, não é sinal de que gostam de ti!

8 - dizer que és giro ou gira, inteligente ou interessante, também não! Pode ser apenas sinal de corte ou nem isso, sendo apenas amizade.

9 - quem ama, luta, faz por isso (no início, sim, pode ser complicado demonstrar sentimentos!).

10 - quem ama faz para que a outra pessoa se sinta especial, faz surpresas, surpreende constantemente, viaja quilómetros, liga a meio da noite só para dar um oi, graceja, conta piadas, cantarola, dança...! Porquê? Porque ama!

11 - quem te esquece, não te ama! quem só se lembra de ti quando está mal, não te ama. quem passa dias sem te dizer algo, não te ama! quem apenas diz que te ama, não te ama! quem não demonstra interesse, nem se importa com os teus sentimentos, não te ama!

12 - quem não sabe lidar com os teus defeitos e te faz sentir mal com eles a toda a hora, MEU QUERIDO/MINHA QUERIDA, NÃO TE AMA DE TODO!!!

Afinal, QUEM AMA, APARECE! QUEM AMA, ACONTECE! (E faz acontecer!!!)

Canções de Engate...

Ora bem, nós mulheres até podemos reclamar das "canções do bandido", mas há assim umas quantas que, se bem dedicadas e, quiçá, cantaroladas ao vivo e a cores, numa vozinha meio rouca (super sexy quanto a mim, hehe), num ambiente bem pensado... nos seriam capazes de deixar KO em poucos minutos...ahah.

Aqui ficam algumas:

«More than a woman, Bee Gees»




«you picked me, a fine frenzy» (ok, esta mais dedicada de mulher para homem...ahah)



«Bryan Adams - Have You Ever Really Loved A Woman» (o som da viola faz milagres, certo?!)

 Aqui fica outra das minhas top mais :)

«Você é linda, Caetano Veloso»

 «Se eu não te amasse tanto assim, Ivete Sangalo»

 (Ok, confesso que já dediquei esta... aliás, já a cantei e é preciso mesmo muito para me porem assim a cantar, sem playback...ahah. Dediquei a quem pensei ser a pessoa da minha vida, não creio que a volte a cantar novamente. Só uma pessoa realmente muito especial seria dela merecedora)

«Florence And The Machine - You've Got The Love»

«From this moment on-Shania Twain ft Bryan White»



«In my secret life, Leonard Cohen»


 E muitas, muitas, muitas mais... sugestões?!

Fim da novela 2: mini-micro palito (aka lacoste)


Bem, poderia passar aqui horas a divagar e talvez um dia o faça para dar conta de todos os detalhes, no entanto, como já me despedi há mais de um ano, apesar de ter a situação a arrastar-se durante muito mais tempo (até Dezembro), não me parece que seja muito importante divagar. Além disso, as pessoas não se medem por aquilo que dizem que são ou pelo que fazem por si mesmas, mas sim pelas suas atitudes com os outros.

Resumindo e concluindo, quem ainda em Dezembro andava a mandar mensagens que creio não serem pura e desinteressada amizade em Julho casa-se, em segredo, quando pouca gente sabia que namorava...!

Como me sinto? Bem, confesso que foi um soco em seco no estômago quando soube em Junho que ia casar, no entanto, foi mesmo pela surpresa e também pelas coisas que ele dizia. De qualquer forma, poucos minutos foram necessários para que tudo passasse. Sendo bem sincera, senti um peso tão grande sair de cima que andei feita maluca aos saltos pela casa, a cantarolar e a dançar (coisa que não fazia há imenso tempo).

Não espero que alguém compreenda. Não espero sequer que acreditem que aquilo que senti foi mesmo amor. Acho que só quem ama compreende. Apenas digo que quando as coisas não começam bem e uma determinada situação nos faz sentir constantemente mal, nunca dará certo, e, além disso, só poderá ser de extrema liberdade e grande alívio verificar que FINALMENTE terminou, quando se arrastou e arrastava durante tantos anos!!!

Havia sempre o receio de ter outra pessoa e ele começar a insistir e surgirem dúvidas. Não daquelas que me fariam voltar atrás ou magoar alguém, mas daquele tipo que me iria desequilibrar e começar a fazer andar a sentir-me muito mal e deprimida. Agora já não as há.

Nem vos sei explicar a sensação de grande alívio que sinto, ver finalmente todos os fantasmas dissipados, diluídos na névoa do tempo, tendo ido para um sítio de onde jamais regressarão pois deixaram de existir. Pela primeira vez em MUITOS ANOS estou livre!

Se magoou? Claro que magoou. Caraças, andava com conversinhas bonitas e depois casou-se! Não sou uma cabra insensível como muitas vezes desejo ser, mas não magoou como magoaria há uns 14 meses atrás, ou há 19, para ser mais precisa. A despedida da minha parte já havia sido feita. Se ele está bem e feliz, pois seja! Apenas não volte atrás nas suas decisões, isso para mim é inadmissível, é sinal de fraqueza e de uma imensa falta de carácter!

O que tenho ainda a dizer? MUITO, MUITO, MUITO SINCERAMENTE?

Obrigada! OBRIGADA POR ME LIBERTARES DESTA PRISÃO DE HÁ MUITAS VIDAS! (Um dia explico).

Por isso aqui fica: obrigada. Be happy! Agora posso tentar ser feliz! FINALMENTE!

Iva*

Today I really feel very ... free!!!! Born to win, born to love, born to be finally free!!! :)

«Empire State of the Mind, Alicia Keys, and Jay-Z»

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A canção mais verdadeira!

Depois de tantas peripécias na minha vida e de tantas que tenho conhecido, creio que esta canção até podia ser tema deste blog, senão reparem:


«I said I love but I lied, Michael Bolton»

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O fim da novela 1: gravatinha


Bem, com o Gravatinha, creio que já contei a maior parte do que aconteceu nos últimos tempos, se bem que há coisas que é preferível nem recordar. Mas foi assim que tudo aconteceu...

Há dois anos e qualquer coisa atrás tivemos um suposto namoro que durou menos de três meses. Basicamente, ele queria exibir-me como troféu, em especial no nosso local de trabalho e pensou que eu seria uma pessoa de personalidade fraca que ele moldaria a seu belo prazer. Ora adivinhem lá! Nem sou uma coisa, nem outra, portanto, "a modos que" lhe correu muito mal.

Passados quase dois anos do final que ele mesmo impôs, (mês e meio após o qual ele me tentou lixar com F grande a vida no local de trabalho e não conseguiu (provou ele do próprio veneno 6 meses depois!)), eis que o menino volta ao antigo local de trabalho e tenta uma reaproximação, com a desculpa de um projecto em que infelizmente para mim, temos de trabalhar juntos! Com essa desculpa fartou-se de mandar mails, mensagens e, por fim, ligar.

Convidou-me para irmos "lanchar" quando, na verdade, queria era uma porta aberta "para voltar a ser tudo como antes" - a menina a tratar dos documentos do menino, a dar apoio 24h/7dias, a ir às compras com ele, ajudando-o a escolher roupa, decoração para a casa (segundo ele, eu tenho óptimo gosto. Na verdade, nunca tal me tinham dito, mas ok, fico lisonjeada, mas deixa cá guardar isso só para mim e ignorar o tipo!)... e mais não sei quantas coisas, mas... NÃO ME PARECE, GRAVATAS! Quando fecho portas não as volto a abrir. Arranco-lhes a madeira e coloco tijolo e cimento! ;) Em especial quando se trata do passado. Acabou, está acabado.

Nota final: na última reunião adivinhem lá quem passou o tempo todo a olhar para mim (de tal forma que até uma colega que é distraída reparou e a verdade é que sempre que eu levantava o olhar, lá estava ele a olhar, sempre a olhar...), a incluir-me em todas as conversas e a fazer de propósito apontando outros projectos anteriores em que trabalhámos juntos. E depois, quando eu estava literalmente entalada... aproveitou para se roçar em mim e tocar no cabelo que na altura estava a meio das costas e de facto bastante comprido...

Lindo, não é? Entretanto, como não dei vento àquelas faíscas, deixou de ligar. OH, QUE CHATICE!! Terei ganho a lutaria?! I HOPE SO!!! HEHEHEH!

E por aqui termina a história 1...

Iva*

Pessoas especiais ... a canção!

Podemos ter muitas pessoas especiais na nossa vida, mas daquelas a quem dedicar canções com verdadeiro significado, é mais difícil. Para uma pessoa especial, um dia será esta canção (ou semelhante) que lhe irei dedicar (outra que poderia escolher seria dos Fine Frenzy - you picked me), mas por agora fico-me por esta magnífica:

«You've got the love, Florence and The Machine»

O início!



Olá a todos! Voltei! :)

Quando a 25 de Novembro de 2007 iniciei este blog com o título "uma mensagem, um sinal", sofria há um ano e tal (quase dois) por uma pessoa que parecia uma bola de pingue-pongue - tão depressa insinuava gostar e se colava como uma lapa, como a seguir passava imensos dias ou semanas sem nada dizer.

Não posso de forma alguma dizer que há 3 anos atrás era uma jovem inconsciente ou sequer adolescente - muito, muito longe disso... mas andava tão mal que nem no trabalho já me conseguia concentrar.

Entretanto, as coisas correram, o tempo passou e acabou por ter o seu desfecho - verdade é que quando uma situação não se inicia bem e não começa com felicidade jamais assim poderá acabar e é essa uma valiosa lição a tirar de duas histórias estranhas e quase paralelas a foram assistindo aos longo destes quase três anos. Quando as coisas têm de dar certo, iniciam bem, com sorrisos, gargalhadas e boa disposição - o que assim não é, nem futuro tem.

Nunca esperei vir a ter tanta assistência aqui neste local, muito menos conseguir ajudar tanta gente, mas agradeço essa oportunidade que me deram pois foi, ao mesmo tempo, uma forma de sarar as minhas próprias feridas e avançar, deixando o passado onde ele realmente pertence - lá atrás.

Por todo o carinho e anos de partilhas aqui, que me fizeram ganhar novos e verdadeiros amigos que hoje fazem parte da minha vida real - e não virtual - por tudo isso, aqui vos deixo desde já o meu obrigada.

Iva*

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eu, aqui, de novo!

Perante tantos e-mails e comentários, decidi voltar.
Garanto que desta vez pensei mesmo não o fazer. Não só porque achei que tinha deixado de fazer sentido como, para ser muito sincera, comecei a achar que não tinha conseguido ser assim tão relevante nas vossas vidas... Se calhar sempre fui um pouco.

Esperem por mim daqui a umas horas, em alguns novos posts sobre os finais das histórias do Gravatinha e do Lacoste. Nem imaginam o que aconteceu entretanto...! Garanto-vos que, se me oferecerem, vendo os direitos para uma telenovela pois é mesmo o que parece.

Esperem para ler! Garanto-vos que além de quase não credível, vos vai deixar de boca aberta. Até a mim deixou e sou a protagonista...!

Até já, Iva*