Iva's place

Aqui, fala-se de amor...esse sentimento louco que mexe cá dentro e nos faz vibrar de emoção.

Seja curto ou duradouro, dele todos queremos um pouco ou não pule cá dentro o coração!

Bem-vindos!

Iva*

domingo, 6 de dezembro de 2009

Pauzinho Doce...

Longe dos olhos, longe do coração... é assim que costumam dizer... parece que sim. O tempo cura tudo, deixa lá ver se cura também esta parte e depressa...

Só lamento que quem tanto mal me fez não ganhasse a guerra mas ganhasse uma das batalhas mais importantes e acabasse por não dar sequer hipótese de pensar em ti, em nós e num "e se...".

Poderia ter sido muita coisa, mas não paro de pensar que foi ele a fonte do afastamento...

Hoje ouve-se isto...

«With or without you, Keane»



Ouve-se sem dor, sem remorsos, apenas com a sala do coração tendo como presença uma imagem muito ténue tua...

É certo...


O que é mau não dura sempre e não há nada que não seja curado. É preciso é ter persistências e muita força de vontade!!!

Sorriam!!!

Tenho a certeza que amanhã o dia será muito melhor!!! ;)))

Bjinhos,

Iva*

Broken heart(s)


Nada é mais difícil de curar que um coração partido.
Nada é mais fácil de ganhar que um coração partido, em especial quando o ajudamos a colar os pedacinhos para voltar a sentir de novo.

Entretanto, as horas transformam-se em dias, os dias em meses e um ano passa.
Às vezes passa rápido demais.
Outras vezes, quem sabe?!

Certo é que a vida tem de continuar para a frente e não podemos nunca deixar que as amarguras do coração nos tornem em seres frios, insensíveis e cruéis, não importa quem e como nos tenham feito mal.

Tenho dito!

Have a nice day,

Iva*

domingo, 29 de novembro de 2009

Imagem do momento...

Não foi, mas também não me esqueço...


... da mensagem que deixaste à foto de uma gaja morena mamalhuda no teu hi5... a elogiares a boa disposição e o sorriso... no meu tempo chamavam-lhe outra coisa e não sorriso!!! Ainda para mais quando a gaja mamalhuda nem está a sorrir!!!

Por tudo isso, apaguei o hi5. (Criei outro novo, claro, mas esse não conheces!). LOL

Quanto ao Pauzinho Doce... podia ter sido uma longa viagem e um apertado abraço celebrando o amor sentido... Podia ser, mas não é.


Pois é, nem me lembro se já aqui escrevi sobre o "Pauzinho Doce!", aliás, sobre como lhe comecei a chamar "pauzinho doce"... começou com o nome e sobre alguém dizer que eu precisava de chá disso... a brincar, a brincar, lá houve um trocadilho e ficou pauzinho doce (nada de conotações eróticas pois não teve mesmo a ver com isso). Anyway, é mesmo a forma de poder chamá-lo sem ele ou alguém próximo dele perceber de quem se fala...

Se houve algo que a vida me ensinou é que nem sempre podemos ganhar e as nossas escolhas acabam por condicionar o nosso futuro, a bem ou a menos bem... quanto a ele, acabei por ser enganada pelo gravatinha e... acabei por o perder a ele. De qualquer forma, que futuro poderíamos ter nós há 2 anos e tal atrás se nem mesmo eu me tinha apercebido que gostava dele e que gostava tanto como do meu primeiro amor?

Apesar de tudo, creio que precisava passar pelas mãos do outro parvalhão para conseguir realmente ver o que era amor e o que apenas era atracção. Só assim lhe soube dar o seu verdadeiro valor (já o valorizava imenso, mas não da forma correcta, lamento admitir).

Olho através do cortinado laranja transparente da janela e compreendo que não ganhei. Não o ganhei a ele, mas nada poderá tirar de dentro de mim o que sinto e isso, sim, é puro e belo. Era bom... seria muito bom, aliás, poder cantar a plenos pulmões "todo o tempo do mundo>" e ter todo esse tempo, infelizmente a nossa vida é muito limitada e hoje vejo e receio admitir que não o tenho... mas é verdade.

Talvez um dia, pauzinho doce, te tivesses tentado aproximar e eu tive tanto medo, mas mesmo tanto medo que fugi desalmadamente... "por que é que não me agarraste? Por que é que não me fizeste ver?" Mas também não conseguias, não é? E agora, acordei tarde demais. Não para amar, mas para ter oportunidade de te deixares amar e te deixares também amar-me...

Tenho de me resignar à verdade das evidências. Tenho de arrancar esta dor que sinto quando não dás sinal.

Tenho de evitar sentir e tentar não admitir que as saudades que sinto de ti me fazem sentir um aperto tão grande no peito que sinto dificuldade em respirar, tenho de ignorar que uma mensagem tua me faz surgir espontaneamente um incontrolável sorriso de orelha a orelha, como quando era miúda, tenho mesmo de fingir que não me tremem as pernas quando sei que estás perto, que uma ou outra música não me fazem lembrar de ti quando acabo involuntariamente por pensar demasiado em ti...mesmo a dormir... tenho de ignorar a manada de elefantes em fuga (quais borboletas!) que sinto no estômago quando te aproximas para me cumprimentar...

Disse-te adeus directamente em Agosto. Não sei se percebeste. Talvez tivesses percebido em parte.

Não te posso pedir mais. Não posso, eu sei. Deste e dás o que consegues. Perdi. Nunca vai passar disto porque, afinal talvez não sentisses ou talvez já não sintas o que eu só há pouquíssimo tempo achei que sentias...

Como diz a canção "eu só queria mais um dia..." mas não era para viver essa paixão, mas sim este amor que sinto. Lamento, mas não o tenho. Por isso, olha, vou-me despedindo da forma que sei. Não fiques magoado de novo, mas não posso ficar parada à espera de te ouvir, à espera que ligues, à espera que elogies, à espera que repares que eu existo. Já nem tenho idade para isso.

Perdi o ar que podia ter dentro do peito. Tenho ar dentro do peito. Não consigo respirar ainda assim. Gosto mesmo muito de ti, mas... tenho de ir embora. Tenho mesmo de ir. Não me posso perder no reino dos "e se..." ou dos "quando tu vieres...". Tenho de encarar o reino do "tenho de dizer adeus", podendo, de facto, abrir o baú encantado do "lugarzinho especial no coração para ti!". Não consigo evitar o "como poderia ter sido, mas...".... Mas já chega, Iva! Já chega de ilusões.

Adoro-te. Amo-te. Com total pureza. Desejo que venças os teus fantasmas, percas o emdo e sejas feliz. Não deixes mais gelo invadir o teu coração. Não te entregues à tristeza da solidão. Não.

Adoro-te, queria ter mais um dia, um dia que se prolongasse por muitos, muitos, muitos anos. Mas não pode ser.

ADEUS.

Hoje quando me for deitar não vou pensar em ti.
Outro dia que me resolvas ligar, já não vou ter a tua fotografia no visor, já não vou ter um toque personalizado para ti se um dia resolveres ligar como fizeste a 3ª feira passada.

E, meu querido, amanhã quando me levantar. Não vou pensar em ti. E um dia vou acordar... e não me vou lembrar mais de ti. É assim a vida. Mas, por agora, aqui fica uma canção que poderia ter sido como que uma das canções-base de uma relação baseada em muita amizade, carinho, confiança... e amor, após tantos dias, emses, anos afastados. Podia, mas não é.

"Até podia ter feito de outra forma, mas depois já não era a mesma coisa"... (Private joke).


Mais um dia... de magia... de ternura e emoção, dizer-te meu amor, que bom que é, nós ficarmos sempre assim...

Para ti, em tom de despedida, com muitos "e ses..." e "poderia ter sido, mas não é...".

«Mais um dia, José Cid»




Sim, ainda acredito! Ainda acredito no amor!


Todos os dias tento encontrar uma nova razão para viver. Não que me faltem motivos, mas há que saber viver e não apenas tentar sobreviver com umas breves respiradelas.

É certo que me parece que o gravatinha deu mesmo cabo de tudo entre mim e o... bem, não interesse o nome. No entanto, se me perguntarem se ainda acredito no AMOR, a minha resposta será, cada vez com mais convicção, esta: SIM, AINDA ACREDITO! CADA VEZ MAIS! TODOS OS DIAS! Mesmo nos dias de chuva... Ainda acredito! :)))

Uma bjoka,

Iva*

sábado, 28 de novembro de 2009

A verdade crua: ISTO? NÃO É AMOR!!!


Se a pessoa que amam ou por quem se sentem atraídos não dá sinal de interesse, se não convida para sair, se anda semanas, ou até mesmo meses, a enrolar, parece que gosta e dás uns sinais intermitentes estilo "pisca-pisca", mas essa história não desenrola, então, meus queridos e minhas queridas, ELE/A NÃO GOSTA ASSIM TANTO DE VOCÊS!!!!

Caiam na real. Partam para outra!!! Valerá a pena dedicarmos o nosso tempo, aquilo que somos, a nossa vida a alguém que nunca nos vai amar pelo que somos e que, muito provavelmente, nem sequer nunca na vida nos IRÁ MESMO VER?!

Bjoka,

Iva*

E já agora, durmam MUITO bem. Vocês merecem! Eu sei!!!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CURTAS E GROSSAS: Príncipes, princesas e contos, mas não de fadas...


O príncipe aproximou-se. Muito mesmo. Parece que vai dar tudo certo.

Depois não foi bem assim... ainda veio a minha casa num convívio de amigos, mesmo ao último minuto, quando eu já achava que ele não iria aparecer e isso para mim talvez tivesse facilitado muito as coisas... ou não!

Mas, pelo menos, seria mais uma coisa a que me agarrar na tentativa de o esquecer pois, se o magoei antes sem dar por isso (por estar cega, demasiado cega, literalmente!), agora era óbvio que ele não se iria deixar magoar de novo nem dar hipótese a que isso acontecesse... então, o melhor para mim seria afastar-me... obviamente!

Peleo meio e há poucas semanas, fica a cena, digna de filme, da palmada no rabo...

Eu chego com a minha colega e ele está no sítio onde me vou encontrar com uma das minhas chefes, estranhamente... a limpar o interior do jipe.(? DON'T ASK!)

Saio do carro e vou cumprimentá-lo, ficando meio escondida ao lado dele e do jipe, com a minha colega do lado exactamente oposto aos dois veículos, a fumar calmamente o seu cigarro...

conversa mais ou menos assim...

- Então, emagreceste?
- Sim, então, stress, correrias...
- Deixa lá ver se estás mais magra - agarra-me pelo braço e cotovelo e gira-me, ficando eu voltada de costas para ele... De repente, nem sei bem como, trás! Palmada no rabo, não uma palmadita inocente entre dois amigos, diga-se de passagem... volta-me de novo para ele e está meio a rir. Eu? Nem tive reacção, aquela é que eu não esperava!!!

Depois começa a passar-me a mão na cara e diz que tenho febre. Confirmei e disse que de tanto stress tinha um bocadinho...

E sinceramente não me lembro de muito mais... Acabei por ir para as aulas com a minha colega (nós em aulas, na nossa idade...ahah, mas foi mesmo assim!). A minha chefe não apareceu para eu lhe entregar as coisas, separei-as e deixei-as com ele, não sem ele passar umas três vzes atrás de mim, a olhar-me para o rabo, que eu bem vi... (a conclusão é que tenho um rabo bom e que chama as atenções!!! Pobre cara, se calhar nem existe!!!).

No caminho de regresso a casa, depois das aulas, volto-me para a minha colega...

_ Não viste nada atrás do jipe (na verdade era mais ao lado)?
- Vi, a vossa sessão de apalpamentos... - riu-se ela.
- Nossa??? NOSSA NAO!!! Que eu não apalpei nada!!!!
- Vontade não te faltou... disse ela.

Aí lembrei-me que quando chegámos, ele estava a mexer no porta-bagagens e eu lancei devagarinho para a minha colega:

- Passa lá mais devagar o portão, qu'é p'ra eu apreciar bem... (Yaps, ele estava voltado de rabo para nós...hihihi)

Logo em seguida, fiquei toda coradona e pergunto muito atrapalhada...

- Por favor, diz-me que a janela do teu lado está fechada. Está??????

(Sim, a janela do carro estava fechada... Imaginem se tem ouvido isto... tinha havido uma 2a palmada, não?!).

Quanto ao parvalhão do Gravatinha... parece que vamos trabalhar juntos de novo, após cerca de ano e meio depois de tudo terminar (para minha boa sorte!!!).

O amanhã? Não sei. Não faço ideia. Tenho pena de não ter reconhecido quem gostou de mim e, pior ainda, não ter admitido de quem eu realmente gostava, gostei e gosto... este tempo todo. Assim sendo, príncipes e princesas, népias. Sinto-me mais o esfregão cá do sítio, novo mas sujo; resistente, mas cansado... Por ora será melhor seguir caminhabndo sozinha, conseguir deixar o passado para trás e ter força para um dia voltar a acreditar em contos de fadas.

Tristeza? NÃO? Desistir? NUNCA!

Tenho plena certeza que ainda vou ser MUITO FELIZ!!!

Bjokas,

Iva

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O que o mundo precisa...


é de amor! Muito, muito, muito AMOR!!!

É o meu conselho!!!

Hoje levantem-se e façam algo em nome do amor!!! Depois venham contar-me o que foi!!!

Tenho novidades fresquinhas para vocês... volto em breve para contar!!!

Peçam-me, peçam-me muito... e pode ser que vos conte um pedacito da história já amanhã! ;))

bj,

Iva*

domingo, 1 de novembro de 2009

Hoje ouve-se isto...

«Bittersweet, Within Temptation»


Palavras doces...


Dizem que o hábito não faz o monge, mas, se calhar, faz.

Passada a frase do gravatinha-parvalhão (já passaram 14 meses desde a minha liberdade!!!), eis que agora decido que, apesar de tudo, o melhor é afastar-me de tudo. Mas é difícil. Em especial desde o meu sonho, aquele com outras vidas em que eu te via... em que me vi morrer e te vi chorares junto ao meu leito por eu ter partido tão cedo, na única vida em que tivemos de facto alguma oportunidade para nos amarmos, ainda que por tão curto período de tempo...

Talvez esse sonho fosse nada mais que uma ilusão. Não sei. Tenho medo de querer saber e isso nada mais ser que outra ilusão deste minha vida...

Quero sempre acreditar que nada há de impossível nesta vida, mas vejo-me constantemente forçada a ver o oposto... mas... nós dois? Será realmente possível? Acho que não... e, por outro lado, tenho medo de um sim... ao não já eu estou habituada a reagir, ao sim... não sei como reagir e isso deixa-me deveras insegura...

Ofereceste-me há pouco uma prenda, um ser vivo, é lindo!!! E a imagem que fixei na memória, tu com ele ao colo, será daquelas que vou guardar para sempre. Não a roubei a ninguém. Foi-me oferecida assim, como que por magia, quem me dera ter muitas assim...!!! Penso tudo sem pausa, daí a fraca pontuação!!!

A nossa diferença de idades é apenas um dos factores... mas acho que te habituaste demasiado a ficar sozinho...

Este fds recheaste-o de palavras doces, algo assim... Começando pelo "olá princesa" e o "estás muito gira" passando pelo facto de afirmares que naquele dia fui a mulher mais bonita que esteve no centro, reafirmando o "não te afastas de mim" e o facto de ser eu que não me aproximo... enfim... Fui bela só naquele dia, só naquele sítio... O resto? Não quero pensar muito nisso. Já chega de sofrimentos... se calhar o melhor será mesmo agarrar-me ao trabalho... No entanto, esquecer-te? Por agora é muito difícil... ainda mais quando te continuo a ver em sonhos... no meu futuro!

Iva*

O complexo de Bela


Sempre tive um verdadeiro fascínio por homens misteriosos, geralmente mais velhos... E Justificar completamentenão foi senão há dias, durante um colóquio de especialização da área (gosto sempre de me cultivar) que me apercebi que o meu problema foi sempre ter sofrido do complexo de Bela (como da história A Bela e o Monstro).

Quem sofre do complexo de Bela tem tendência a achar que pode mudar os outros (no meu caso, homens). Quer os achemos monstros, quer achemos que conseguimos acabar com o seu sofrimento.

Se estiverem sós, achamos que lhes conseguimos acabar com a solidão, que os faremos felizes. Se viverem constantemente sem sorrisos, achamos que lhes conseguiremos pôr um na cara... e assim sucessivamente. Talvez por tudo isso eu sempre tenha sofrido desse complexo. Coincidência ou não "A Bela e o Monstro" sempre foi a minha história de encantar favorita!!!

Sofrer deste complexo faz não só com que nos apaixonemos pelas pessoas erradas, como, quando o outro se revela um verdadeiro monstro (seja homem ou mulher), essa agressividade é cíclica/fásica:

1 - fase de enamoramento
2 - fase de namoro
3 - lua-de-mel
4 - humilha
5 - maltrata
6 - agride psicologicamente com frequência
5 - pico de violência (que costuma ser física)

Depois volta à fase 1 após o arrependimento do "Monstro" que faz valer os bons momentos, oferece prendinhas e conquista de novo...

Por isso tenham atenção! Não se apaixonem (constantemente) por um Monstro (em especial pelo mesmo monstro!).

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ainda há tempo para ser feliz...! :)


Sair do local de trabalho, já tarde na noite, e saber que vou ter de te encontrar acelera-me o coração, faz-me esquecer o cansaço, faz-me animar todos em meu redor, sonhar acordada (coisa que me proíbo o tempo todo... ou quase!) e sentir um conforto, carinho, paz tal que... só me apetece correr para os teus braços, dar-te um abraço daqueles bem apertadinhos e cobrir-te de mimos até amanhecer!!!

Mas... sair do local de trabalho, já tarde na noite, e encontrar-te logo ali, com ele, à minha espera, como se viessem ambos ao meu encontro para me levar para casa, faz-me sentir algo que nunca pensei ser capaz de voltar a sentir. Não agora, não depois de tudo o que o mísero gravatinha me fez!!!

Como pude eu algum dia ter tanto medo de te amar, de sentir este amor, que me agarrei desesperadamente ao outro, sem sequer me aperceber, com o medo que tinha de tentar sonhar ou pensar sequer em lutar por algo contigo, que eu julgava tão impossível...?! COMO PODE ALGUÉM SER TÃO BURRO?! Mas fui e agora tenho de viver com isso...

No entanto, sorrio. Sozinha, mas sorrio. Estás bem. Andas sereno. Jogado ao trabalho como nunca antes, mas... estás bem. Isso aconchega-me o coração. MUITO, MUITO!!!

Ainda agora, aqui sentada na cadeira, totalmente a cair de sono, não sei como consegui resistir à tentação de correr para os teus braços e abraçar-te durante muito tempo, assim num abraço muito apertadinho, sem pedir licença, sem esperar um pedido, só assim, fazer o que sentia... muito de mansinho... :)


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

DR. Love


Tenho estado ausente, mas bem presente em e-mail. Por brincadeira, alguém me chamou Doctor Love por conseguir ajudar as pessoas...

Espero que continuem a enviar mails, bem como espero poder continuar a ajudar-vos a todos.

Até breve,

DR. Love (Iva)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O amor não tem cor

Esta é um pouco para/ e em homenagem do "Pedro" que comentou o post "Como recuperar de um desgosto de amor...".

O amor não tem cor.
Isto significa que não tem sexo, não tem idade, não tem raça, fé ou convicção.
Amor quando é verdadeiro, é amor e pronto!
E se para muitos isto só não chega, então é porque nunca amaram na vida! Os meus Pêsames então.

Hoje quando olho para trás verifico que amar (passado), só amei uma vez na minha vida.
Foi um amor platónico que me veio desde o início dos 14 (ou 13) e durou 9 anos. 9 anos sem nunca haver um beijo ou algo assim, mas era amor. Depois, não havendo nada físico, ficou um carinho muito especial, de irmã!!!

Da segunda vez que estava a começar a amar... ele terminou tudo, virou tudo e todos contra mim... e voltou (entre aspas) para a ex. A ex que pensou que ele tinha muito dinheiro só por na altura ser empresário. Se ela soubesse!!!

Depois pensei que estava a amar de novo quando iniciei este blog e devido à pessoa pela qual o iniciei. Como estava enganada! Usou de tudo para me "dobrar". Foi difícil. Mas ao fim de 2 anos e tal, conseguiu em parte. Ainda assim não conseguiu o que queria. Mas conseguiu afastar-me de quem eu queria...

E essa questão leva-me à situação actual - triste mas bonita. Triste porque o Gravatinha parvalhão me conseguiu afastar de uma pessoa; bonita porque estou a amar de novo, ainda que à distância. Um amor tão lindo, sincero e verdadeiro como o meu primeiro amor.

Curioso, dizem que a vida volta sempre ao ciclo inicial e começo a ver um padrão.

1 - amor muito grande e platónico (Pedro) » 2 - gajo parvo que me fez sofrer imenso (Eduardo) » 3 - gajo super ciumento com quem quase casei (que me pediu em casamento e também me trocou pela ex apesar de se ter arrependido logo a seguir) (Telmo)» 4 - gajo que comecei realmente a amar mas que me trocou pela ex, me traiu, depenou a carteira, etc... (Bruno) » 5 - outro caso forte que eu julgava ser amor, afinal foi tipo aventura(?), que horror, a primeira e última (o que só comprova a minha teoria de não gostar de aventuras pois nada tem a ver comigo!) (Bruno) » 6 - gajo que me quis como troféu, entendeu que havia de afastar do outro e usou de tudo (até bruxedo) para me ter... e conseguiu em parte » 7 - e a pessoa de quem fugi...


O estúpido nesta situação é que quando me aproximava dele julgava que era um refúgio para fugir do gravatinha, afinal foi sempre o oposto. Foi também o primeiro colega de trabalho por quem me senti atraída, apesar de ter jurado a mim mesma que nunca o faria!!!

O jantar onde nos conhecemos de facto era uma autêntica merda - bife de sola com arroz espapaçado- mas, curiosamente, é o que recordo com mais carinho, de tantos que tive: falámos uma noite inteira e, sinceramente, nem me recordo bem de quem estava em meu redor... Lembro-me daqueles olhos castanhos muito escuros a brilhar intensamente, lembro-me do sorriso e lembro-me de pensar que estava a falar com alguém que pensava exactamente como eu e a quem incomodavam as mesmas coisas. Creio que foi em 2004 ou 2005, não tenho bem a certeza. E depois só pensei: bem, Iva, vais ter de controlar isto pois mais umas horas a falar e pode ser a tua desgraça. Agora que penso bem nisto, julgo mesmo que deve ter em 2005 pois eu não tinha namorado na altura (O Bruno I tinha saído da minha vida). Assim sendo, acho que foi o jantar e depois o acontecimento que mudou toda a minha vida e que foi bastante grave (mas não quero falar dele agora).

A conclusão deste texto talvez disconexo é que neste momento estou muito feliz por sentir um carinho tão grande por ele... :) E sorrio ao pensar nele, no quentinho que sinto no coração quando me lembro dele e na alegria que sinto simplesmente por saber que ele está bem.

Neste momento seria totalmente egoísta da minha parte pensar que iria ficar tudo bem entre nós. Nalguma parte do caminho sei que ele se deve ter apercebido de algo entre mim e o gravatinha parvalhão e sei que o magoei, aliás, já verifiquei isso na pele num jantar horrível que tivemos os dois, em que ele me disse coisas que me magoaram imenso e ainda hoje doem. Apenas não foi directo... mas disse-as!

Às vezes quero ser um bocadinho egoísta e pensar que um dia acordo e serei perdoada por me ter deixado manipular, ainda que não conseguisse mesmo evitá-lo!!! Mas não posso ser. Portanto, resta-me desejar que el seja feliz. Que abandone a solidão pois merece. É uma pessoa super querida, o meu guardião, alguém que me dá mais valor que a minha própria família, apesar de eu não perceber porquê e de me sentir muitas vezes tão despida e imperfeita perto dele. Às vezes parece que com um olhar ele me perdoa tudo e nesses momentos sinto que não mereço. Mas tal não acontece. Dói e sinto-me viva também com essa dor. Ele TEM de ser feliz. Eu? Desperdicei a minha oportunidade e toda a vida ouvi dizer que a felicidade não bate duas vezes à mesma porta.

Neste momento lamento que talvez o preconceito da idade lhe pese muito. Preferia antes que desatasse aos berros comigo e dissesse que não acredita no que sinto por ele. Sei que o desconfia ou já confirmou, mas eu também não quero abrir o jogo. Aliás, não consigo mesmo! É a minha forma de me proteger. Perdoa-me, meu querido, mas além de imperfeita sou humama.

O amor não tem cor. Não tem idades. Não deve ter um A + um B... Deve ser simplesmente amor.

Neste momento estou triste por ver a impossibilidade que é estar/ficar contigo para sempre. Sei que já nos cruzámos noutras vidas. E amo-te mais por me ter finalmente lembrado de ti. Nesses momentos sinto-me muito feliz.

É uma dádiva amar, saber amar e deixar a pessoa que amamos ser feliz com as suas escolhas, mesmo que essas não nos incluam. Por tudo isso, e muito mais ainda, por tudo o que me ensinaste, pela pessoa que és (com defeitos incluídos, porque também os tens!), pelo prazer que é ter-te na minha vida (ainda que apenas como amigo), pela sorte que tenho em conhecer-te e contactar contigo... por isso tudo agradeço a Deus e também te agradeço a ti.

E é nestes momentos assim pequeninos, insignificantes talvez, em que uso um outro nome e vesti uma outra máscara, que o meu coração se enche de um sentimento perfeito, profundo, puro... alegria, calor, emoção... borboletas no estômago e um rubor nas faces... É neste exacto momento que dou um sorriso daqueles que pouca gente viu e partilho comigo, no meu silêncio, no meu cantinho iluminado onde só entra AR, uma parte do que sinto por ti e não me coíbo de dizer... AMO-TE!

Amo-te e o meu amor por ti não tem cor. Não tem pois o arco-íris cheio de sensações boas e de todas as cores da galáxia e sentimentos do universo não pode ser definido numa só cor. Mas para quê palavras se as acções representam muito mais? Portanto, da próxima vez que te vir, seja isso lá quando for, vou dar-te um sorriso daqueles muito especial (e talvez piscar-te o olho se ninguém estiver a olhar) e será então (ainda que apenas no meu coração) que saberei que te disse, sem palavras e pela primeira vez, que te amo...!!!




É a ti que quero encostado a mim...agora e PARA TODO O SEMPRE.
És o meu querido AR, o ar que respiro, a brisa suave que me embala, o silêncio impune de um amor sufocado que me cala...!

Despertas o que de melhor há em mim, salientas para mim o que de melhor o mundo tem!!! É por isso que eu sei que é amor!!!


(E para ouvirem depois de lerem... aqui fica...POUR QUE TU M'AIMES ENCORE)


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

E depois do adeus...?



Ergue-se a cabeça, limpam-se as lágrimas, olha-se para o Céu e faz-se força para voltar a acreditar. Amor e Fé nunca devem abandonar o coração.

E... o caminho é... EM FRENTE!!! :D

terça-feira, 1 de setembro de 2009

É a balada do adeus, amor meu, passados 50 km de lágrimas



(para ouvir antes de ler – clicar aqui)

Dizem que costuma ser kharma. Também há quem diga que as cartas não mentem nunca. Eu já não sei. Ou se calhar cansei-me de amar verdadeiramente alguém sem obter algo em troca, sem a semente que carrego dentro do peito ser regada.



Acima de tudo, cansei-me de ser manipulada e de as minhas escolhas erradas terem-me conduzido para longe de ti. Quem és? Acho que já não interessa. Eu sei quem és e isso chega-me. Por isso agora escrevo-te. Uma vez mais, mas talvez esta seja a última.


«Era um dia de Verão como os outros, mas este talvez com um pouco mais de ansiedade que os outros. Decidiu meter-se no carro e levar uma prenda que talvez não chegasse a entregar, mas mesmo assim insistiu. Resolveu-se por uma cor pura e pacífica para as calças e uma cor mais celeste e motivante para o top. Tinha a certeza que ia estar calor.


A entrada na festa assemelhava-se a um casamento e deu por si a pensar “e dizia eu que este ano não tinha ido a casamentos!”. O manjar era dos deuses e estava muito acima do esperado em muitos casamentos, apesar de não ser esse o evento ali. Um casal amigo também tinha vindo e encontrava-se, com o filho pequeno, entre as dezenas de desconhecidos que por ali circulavam, à excepção do aniversariante. Curiosa e ironicamente (ou talvez nem tanto!) deu pelo casal a falar dele – criança demasiado enérgica, a pior que a bisavó de C. recordava. “Às vezes," contava C., "ninguém sabia dele e iam encontrá-lo em cima dos telhados. Sozinho. A reflectir. Nunca souberam por que o fazia.”


Gostou de ouvir falar dele. Era como ter ganho uma súbita e inesperada janela para um pedacinho do seu castelo que nunca esperara que lhe fosse revelado. Depois, seguiram-se breves relatos e observações mais recentes. Deu-lhe a sensação que viajava numa máquina do tempo – um trauma que ele teve, que não se sabe ao certo quando foi provocado e as consequências do mesmo, bem como a sua consequente auto-condenação à solidão.


Já pela tarde decidiu mandar-lhe mensagem. “Tenho de fazer a despedida. Isto assim não pode continuar. Assim não consigo dormir, mal como, ando triste e se ando melancólica, fico doente. Tenho de me despedir e isso vai acontecer hoje.”


A resposta à mensagem chegaria horas mais tarde. Mas ele agora já não enviava mensagens. Ela não entendia porquê. E a alcunha de “princesa”, que terminara quase dois meses antes quando ele escrevera por duas vezes “minha princesa” nas mensagens (e até a chamara assim ao telefone), já há muitas luas não se fazia ouvir. Desta forma, em vez de mandar mensagem, ele ligou. Mas ela não ouviu o telefone. Como consequência só lhe ligou cerca de 40 minutos depois. E no meio de tanto “podes dar-me a morada?” e de vários “porquê?” pelo caminho ela decidiu que “dou-te isto hoje, passo por aí e dou-te.” Ele alegou que já não ia sair nessa noite, ela replicou que não fazia mal, que era só dar-lhe aquilo (e não lhe disse o que era) e que iria embora logo em seguida.


Ela enviou-lhe mensagem quando saiu do local da festa. Chegou perto da residência dele e esperou num pequeno largo que havia ali perto. Enquanto esperava observava a lindíssima baía lá em baixo, bastante iluminada, com os pequenos barquinhos a servirem de decoração naquele lusco-fusco quase escuridão das nove e pouco da noite de uma calma noite de verão.


Adivinhou que ele se aproximava poucos segundos antes de ver a manga da camisola a abanar, rente à parede. Tinha estacionado estrategicamente na direcção de um caixote de lixo e nem se dera conta disso. E não, não cheirava mal, parecia acabado de ser tirado da fábrica e ali plantado.


Saiu do carro e ele olhou-a deixando escapar, pelo que a ela lhe parecera – sem querer!, um “estás toda produzida, já foste partir mais corações”. Ela respondeu-lhe com um sorriso triste, que ele nem deve ter visto, enquanto se esticava para o porta-bagagens do pequeno carro comercial e tirava um saco que rapidamente lhe pôs nas mãos.


Ele espreitou lá para dentro e os seus olhares cruzaram-se. Ela sorriu pouco depois. Ele tinha entendido sem ela ter tido necessidade de falarem. De facto, ela não queria que ele abrisse ou visse algo ali. Não queria mesmo. Era um presente de despedida que continha uma frase que o deixaria a pensar. E nessa mesma frase estavam contidas tantas alegrias, tanta esperança, tanto amor! Essa parte ela achava que ele nunca iria alcançar e nem tinha a certeza de querer que ele entendesse pois ainda a iria deixar muito mais exposta.


Ela não queria que ele visse nada ali e ele, olhando-a, compreendeu. Depois, ela entrou no carro, que nunca chegou a parar, e preparava-se para ir embora. Ele começou a fazer perguntas e observações. Ela ficou surpreendida por ele querer conversa, ainda por cima por ter percebido logo pelas suas palavras que ele se preparava para jantar no momento em que ela lhe deu toque e mandou nova mensagem anunciando a sua chegada.


A meio da conversa, ou talvez no fim, anunciou que andava a fazer as despedidas e que, como tal, decidira passar por ali para lhe deixar aquilo. Ele sorriu, mas os olhos não concordaram de todo com o sorriso. Pareceu-lhe a ela ter visto uma pequena nuvem de preocupação passar entre o brilho daqueles olhos tão escuros. Ou talvez fosse apenas imaginação sua. Mas essa parte ela nunca iria saber.

- Despedida? Então? Vais viajar?


Ela não respondeu, fez um sorriso que tinha a certeza que ele entendera como melancólico e não como troça, como ela queria dar a entender. Mas já não importava e, na verdade, nem se esforçara muito por isso.


- Vais para fora do país? – perguntou ele, dando-lhe, em simultâneo, um pequeno carolo na testa, só para implicar com ela.


Ela voltou-se para o olhar e deu-se conta da proximidade dele, todavia, nem ele se deve ter dado conta da mesma. Uma vez mais, como tantas outras, ao longo daqueles anos (desde que o conhecia, de facto!), deu-se conta de quão bonitos eram os seus olhos, de um castanho intenso, profundo, muito brilhantes, muito grandes, a observá-la ali de tão perto. Uma vez mais não lhe respondeu com palavras, apenas pensando “como se não soubesses!”.


- Vais para onde?

- Para a quinta do conde… - respondeu ela, sem qualquer referência real ao topónimo utilizado. E novamente a resposta foi um pequeno carolo na cabeça, no que a ela lhe pareceu apenas uma desculpa dele para lhe tocar no cabelo, a ficar já muito comprido, e nessa noite bastante lisinho e solto, de ter sido arranjado em casa.


- Bem, tenho de ir embora e tu tens de ir comer. Não empato mais o teu jantar.

- Ah… vais daqui, vais continuar a festa…

- Festa? Não me parece!

- Ah… mas tu tens idade para isso, eu já não…

- Lá vem ele com conversas parvas de novo! – explodiu furiosa, ainda que apenas a meia voz. – És mesmo parvo!!! (E com esta alegação ela lembrou-se de todas as outras vezes anteriores em que ele se intitulara “cota”, alcunhando-a de “ainda menina e linda”.)


“Se não fosses burro, verias que o que eu quero de ti está aqui mesmo à minha frente, mas sem saco. Não quero mais nada, mesmo assim, não tenho tanta sorte!” – pensou, furiosa e melancolicamente taciturna.


Acabou por se ir embora pouco depois dele perguntar isoladamente pela mãe e pelo pai (coisa que ela muito estranhou e nem sabia se tinha entendido a razão para tal, talvez apenas para fazer conversa, quem sabe?), pela continuação dos estudos (que ela não iria mesmo seguir pois o seu coração já não lhe pedia aquilo. De todo! Se tivesse oportunidade, e se fosse amada com tanta força como o amava, era a ele e a uma futura família que se queria dedicar, mas, como a própria dissera dias antes a uma amiga “minha querida, já não existem contos de fadas nem príncipes de encantar”).


- Daqui a um ano, ano e meio continuas os estudos.

- Duvido porque…

- Ah, vês?! É como te digo!!! – interrompeu-a ele, certo do que dizia. E no interior dela, teve a certeza que se fosse possível, ser-lhe-iam vistas lágrimas de sangue correndo em fio do coração trespassado por aquelas palavras. Por essas e pelo que vira momentos antes nos seus olhos. “Ele gosta de mim. Ele gosta mesmo de mim. Mas tem medo. Não quer tentar.”


Pôs o carro em andamento e ainda lhe gritou, a ele, que já se afastara, estranhamente a passo incerto e inseguro (nada típico):


- Nem pensar! Não é isso que quero para mim! Tchau!


“Tchau? Devia era ter dito adeus. Era isso que devia ter dito pois é mesmo o que é.”


Chegou ao primeiro cruzamento e sentiu aquele ímpeto dos filmes, em que, no último momento um dos dois abria o coração e revelava o que lá ia dentro, talvez mesmo correndo atrás. No entanto, todas as suas entranhas doíam num estranho rodopio, provocador de tontura e vómito. Era ansiedade e certeza. Tristeza e dor também. Era amor, mas, da parte dele, o “correr atrás” sabia que não iria acontecer.


Desceu velozmente a inclinação com a costa norte em frente, vendo o esbranquiçado das ondas irrompendo na agora noite escura. Vidros abertos na quase totalidade. Cabelos soltos ao vento.


“E quem diz que o fim não pode ser como nos filmes?! Apenas não tem de ser o final de um contosde fadas, mas é o terminar de algo.”


Acelerou quando conseguiu verificar que o seu carro era o único a rodar naquela zona da cidade, numa “noite criadora”, como ele lhe chamara momentos antes. Desejou ouvir “bitter sweet symphony” pois sabia que a canção acompanharia quer os seus pensamentos, quer o que sentia. Porém, tal como ele não abrira a boca, também a canção não surgira. Então, por ali foi ela, estrada fora, com os quilómetros cada vez mais longe do zero. Ele insistira com os dedos dentro do carro para pôr tudo a zeros. Quereria saber quantos kms os separavam? Mais tarde ela verificou serem 52,400. Coisa que ele jamais iria saber. Não da boca dela, não por ela. Dissera um “tchau”, mas na verdade era um adeus.


O resto? O resto ela decidiu guardar num lugar muito seguro, num cantinho muito especial no seu coração, onde ainda não morava ninguém, onde agora passou a morar ele e tudo o que sentira por ele ao longo daqueles cerca de três anos. “Se ele soubesse!!!” Mas não sabia. Ela nunca contara. Achava que ele tinha desconfiado, mas nunca abrira a boca. Tivera medo, muito medo.


Quando nos partem o coração uma vez, sofremos muito. Quando o partem a segunda vez, achamos que morremos, mas quando o partem mais vezes que isso, temos de ser conquistados devagarinho, por alguém com certezas, por alguém com um coração puro e cheio de amor para dar. Como o dele. Mas ela também tinha noção que o dele havia sido partido. E não podia pedir milagres.


Percorreu novamente os 50 kms (aliás, o que ela agora sabia serem 52km e 400 metros), tal como em Abril após o jantar horroroso onde se apercebeu da “para ela” terrível verdade. Os tais 50 kms de lágrimas. Só que, desta vez, não havia lágrimas para chorar.



Achou e sentiu a vida injusta, sentiu-se injustiçada uma vez mais, mas talvez da única vez em que ele estivera disposto a arriscar ela estivesse demasiado cega para se conseguir mover e, sempre que o tentava, sentia-se tão doente que essa doença só passava quando se afastava dele.


No fundo desejou que lhe saísse o euromilhões… não, para ser sincera, ela desejou que ele não tivesse o que tinha. Porém, também sabia que isso só resolveria metade do problema. A parte da idade nunca conseguiria ocultar, manipular, fazer esquecer… e se a primeira parte o fizera tornar-se extremamente desconfiado com as pessoas, a segunda era incontornável.


De qualquer modo, ela também nunca iria suportar que algum dia ele a acusasse de interesseira quando, de facto, ela só se apercebeu de tudo em Abril, por ver a forma como o tratavam, por ver como toda a gente o conhecia e por ouvi-lo falar e notar certos pormenores. E a isso seguiram-se 50 kms de lágrimas em que se perguntou vezes sem conta “porquê?”, tendo já como certeza que ele nunca a iria deixar aproximar-se. Mas o que lhe doía mais era ele tê-la tratado naquele jantar como apenas “mais uma”, fazendo-a sentir-se suja, desprezível e sem valor, quando, no fundo, ela estava tão preocupada com ele que acedera rapidamente naquele jantar, esperando que ele desabafasse e ela o conseguisse ajudar. A verdade que ela ainda não queria admitir nessa altura era que não suportava vê-lo sofrer.


“Adeus, meu amor. Sei que parece um filme, mas creio que ainda tenho o direito de te recordar como bem quiser e entender e estarás sempre, mas sempre, num lugar muito especial dentro do meu coração. Vou recordar para sempre aquilo que és, pois é assim que te vejo: verdadeiro, genuíno, original, porto de abrigo, simpático, muito educado, culto, óptimo conversador, amigo, o meu apoio, a minha força… a energia que tens, essa aura que exalas quando entras num local e toda a gente tem de te olhar porque te sente… o teu sorriso lindo (na verdade foi o mais bonito que já vi até hoje, por ser ingénuo e inocente como o de uma criança, apesar de nunca o ir confessar a ninguém), o teu toque indeciso, inseguro, mas sempre quente, quando eu sempre tenho as mãos tão geladas… o bem que fizeste aos outros, que eu acabei por saber quando pensas que ninguém soube ou sabe… a tua força, a tua sinceridade… e, no fundo, um homem tão forte com tanto para dar, mas que, como uma criança que tem um segredo e um tesouro precioso, guarda o seu coração imenso numa simples caixinha pequenina de cartão, receoso (demais até!), que alguém a leve e jamais a devolva…


Agora entendo um poema inglês que uma vez ouvi “You are my North, my South…”.


Guardar-te-ei assim. Sempre. Para sempre. Mas desta vez não vou pensar que será até à nossa próxima vida. Sinto que ando por cá há imenso tempo, agora tenho de parar para descansar. Não já em tempo humano, mas daqui a uns minutos em tempo celestial. E era esta a minha última hipótese de … chegar a ti.

É assim que sinto tudo isto, mas já não o lamento.


Sei que nunca lerás isto. Nunca o contarei e, afinal de contas, a Iva não é mesmo Iva. Mas espero que o que penso e sinto chegue a ti e que, por favor, faças o favor de seres feliz. Assim sei que também serei um bocadinho. E perdoa-me, sim? Perdoa-me por me ter deixado cegar e não te deixar chegar a mim quando tentaste com tanta força.


A mensagem que te deixei, é e será sempre só tua. Foi escrita para ti. Mas para alguém que possivelmente a leia, julgando tratar-se de ficção, quando, na verdade, é nada mais que a história da minha vida, apenas acrescento que para os sonhos nunca será tarde demais. A eternidade está à porta, meu querido (meu príncipe, como te chamei algumas vezes!), está aí perto de nós para tentarmos corrigir os nossos erros, mas nunca te esqueças que a vida é só uma e nunca temos mais do que uma de cada vez para tentar.

Até… sempre! Adoro-te, como e pelo que és, defeitos incluídos!

Adeus.»


E no dia seguinte quando contei a tua, a nossa!, história com um final de filme, creio que fiz chorar alguém. Só eu não chorei, sabes? Eu já não tinha mais lágrimas para chorar e a minha última balada, a da despedida, talvez a tivesse feito 50 kms antes, numa noite meio chuvosa e enevoada de Abril, em que chovia mais pela minha cara e peito abaixo, em que a chuva intensa embatia violentamente contra o vidro do meu carro…


E no final, haverá sempre estrelas para olhar e memórias para recordar… Certo?

«Stars, Simply Red»


"Onde quer que esteja, o que quer que pense, onde quer que vá, o que quer que faça... a lembrança do que significas para mim e a forma como eu te vejo... irão sempre comigo" Iva*

(E não. Este post nada tem a ver com a pessoa que originou este blog. Esse há muito que foi ultrapassado.)